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	<title>Blog do Yassuda</title>
	
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	<description>pitacos e impressões de alguém que você não conhece</description>
	<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 18:49:24 +0000</pubDate>
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		<title>Publicidade não é vanguarda</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 18:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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Há alguns anos, ocorreu no Brasil uma exposição do acervo da Tate Modern e eu fui dar uma olhada, afinal imaginei que demoraria um bocado de tempo para eu juntar algum troco para conhecer a galeria em Londres. Apesar de muitas obras interessantes, outra coisa me chamou a atenção:
A exposição foi dividida e orientada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="vanguarda" src="http://img135.imageshack.us/img135/3954/cccpfl4.jpg" title="vanguarda" width="504" height="160" /></p>
<p>Há alguns anos, ocorreu no Brasil uma exposição do acervo da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tate_Modern" target="_blank">Tate Modern</a> e eu fui dar uma olhada, afinal imaginei que demoraria um bocado de tempo para eu juntar algum troco para conhecer a galeria em Londres. Apesar de muitas obras interessantes, outra coisa me chamou a atenção:</p>
<p>A exposição foi dividida e orientada de maneira a se fazer uma espécie de viagem cronologicamente alinhada pelo acervo. Começava-se pelas obras mais antigas, do período pós-guerras e iam se andando pelas décadas seguintes: 1960, 1970, 1980 e 1990. Como aprendemos já na escola, o modernismo artístico, em suas variadas frentes de debates, promoveu um questionamento de todas as escolas de arte até então conhecidas e praticadas. O modernismo é conhecido por ser uma época em que tentou-se de tudo e muito pouco, à primeira vista, fazia sentido. É só lembrar de uma exposição mais recente aqui do Brasil, a do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Duchamp" target="_blank">Marcel Duchamp</a>, e pensar nas reações da classe artística quando ele resolveu expor um mictório velho.</p>
<p>De repente, todas as peças fascinantes que vimos sumiram e, entre um quadro nhé aqui e uma instalação mais nhé ali, chegava-se ao período entre 1980 e 1990. Não à toa, uma época conhecida como pós-moderna e que a arte entrou em xeque, como um todo, sem saber muito bem explicar desde então as suas funções ou transgressões. Lembro de me perguntar, ao olhar para uma fotografia de uma paisagem e ao ouvir do instrutor da exposição sobre uma idéia de releitura do clássico pressupondo uma nova tecnologia, &#8220;então transgredir foi voltar ao clássico?&#8221;</p>
<p>Mas o título deste post fala sobre publicidade. E publicidade não é arte, coisa que todos concordamos. É fato que a publicidade tampouco é vanguarda e sempre soube beber das mais variadas expressões visuais e literárias. Sobre a prática de beber de outras fontes, ensaiei certa vez para a revista iMasters, cujo texto pode ser encontrado <a href="http://estalo.org/?p=518" target="_blank">neste link</a>. No mesmo texto, falo sobre uma dita crise da publicidade, que já não consegue ser tão criativa porque se “o tamanho da criatividade é proporcional à obscuridade das fontes”, a obscuridade hoje já não existe mais, segundo o amigo Luiz Mastropietro.</p>
<p>E até agora só falamos sobre a forma. A verdadeira faceta da ensaiada crise publicitária deve ter mais relação com o conteúdo. E sob o olhar do conteúdo, eu concordo que a publicidade é <a href="http://www.luli.com.br/2008/10/24/porque-a-midia-deve-se-preocupar-parte-i/" target="_blank">uma indústria que se alimentou da escassez de informação</a> e está se tornando uma voz destoante, para não dizer desnecessária como a citação, entre as diversas vozes que hoje colaborativamente nos informam. A publicidade teve como função inicial nos informar. Quando todo mundo já sabia da existência do seu produto e dos concorrentes, a publicidade passava a ter a função de informar os melhores atributos, tangíveis ou intangíveis. <strong>Quando todo mundo já conhece os atributos e defeitos de determinadas marcas, o discurso auto-elogioso cai.</strong> E eu gostaria de saber para onde vai a função publicitária, desta maneira.</p>
<p>Entenda que eu não sou um apocalíptico, pregando o fim de uma área ainda poderosa e rica. O que não posso deixar de notar é que a publicidade, tal qual a arte em sua crise, não passará impune e nem imune. Um ambiente isolado de criação utópica é Cannes, mas o dia-a-dia, a &#8220;arte&#8221; de se fazer publicidade convive com pessoas que informam e se informam ao mesmo tempo. Pessoas que querem não só sugerir como fazer melhor que o discurso predominante. O discurso publicitário jamais será analisado de maneira isolada ou cumpririá o seu papel persuasivo se na Internet, todos detonam o produto, e por isso não passará imune. E se o discurso for uma simulação mal-feita da realidade, tampouco passará impune, sendo <a href="http://www.blogdeguerrilha.com.br/2008/07/31/lembram-da-talent/" target="_blank">facilmente execrado</a> pela comunidade especialista.</p>
<p>Tal qual a arte que, em suas explicações já não muito convincentes, também não passou imune ou impune. O caso dos pichadores da Choque Cultural e da Bienal, por mais condenável que seja, trouxe à tona o questionamento de uma série de conceitos artísticos.</p>
<p><img src="http://img227.imageshack.us/img227/4410/pichadofg1.jpg" alt="pichado" /></p>
<p>Se a saída é pressupor o consumidor inteligente, o diálogo e as relações entre comunicação empresarial e toda a forma espontânea de manifestação que envolva a marca, o target ou o segmento, que seja de forma íntegra. A área de Relações Públicas funciona assim, por exemplo. Com uma diferença gritante entre o que sai na mídia como reportagem sobre uma determinada campanha.</p>
<p>O <em>bróder</em> <a href="http://www.marcelogcoelho.com.br" target="_blank">Coelho</a>, que acabou de voltar ao Brasil após uma temporada européia, explicou-me sobre um dos jobs que ele executou na <a href="http://www.jackagency.co.uk" target="_blank">Jack Liberties</a>, agência de guerrilha londrina. Disse ele que uma agência de RP pediu a operacionalização de uma ação de rua. A diferença foi que, no dia seguinte, a ação não ficou restrita aos Blue Buses e Meio&#038;Mensagens de lá, e sim foi veiculada em quase todos os veículos, em editorias adequadas ao assunto abordado pela ação.</p>
<p>Será que perdemos tempo demais procurando <em>big ideas</em> do que mapeando áreas para pequenas e certeiras ações? A <a href="http://www.riot.com.br/?p=95" target="_blank">palestra do Russell Davies</a> inspira. Eu me pergunto até quando vamos olhar para este mundo de novidades com este olhar publicitário oitentista, de já imaginar aquela imagem impactante, uma música chamativa e, se rolar, uma helvética, como numa grande <a href="http://vimeo.com/2035770" target="_blank">cartilha</a>.</p>
<p>Afinal, como eu já afirmei lá em cima, a publicidade não é vanguarda. Será que ela vai permanecer reciclando clássicos como forma de &#8220;transgredir&#8221; também?</p>
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		<title>O menino do Photoshop</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 19:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Corporativo]]></category>

		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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Quando surge uma ferramenta, abençoados são aqueles que sabem utilizá-la. Quando um bocado de pessoas também aprende a utilizá-la, abençoado é aquele que diz para quê utilizá-la. É assim desde a Idade da Pedra Lascada e com certeza o mundo da computação não ficaria de fora. Mas este monte de linhas foi só para começar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="japas" src="http://img262.imageshack.us/img262/4199/japoneiskd3.jpg" title="japas" width="504" height="160" /></p>
<p>Quando surge uma ferramenta, abençoados são aqueles que sabem utilizá-la. Quando um bocado de pessoas também aprende a utilizá-la, abençoado é aquele que diz para quê utilizá-la. É assim desde a Idade da Pedra Lascada e com certeza o mundo da computação não ficaria de fora. Mas este monte de linhas foi só para começar a contar sobre o Lauro, o cara que arrumaram para a criação da agência.</p>
<p>Ele era um daqueles garotos que gostava de desenhar. Alguém sem muito juízo, seja da família ou dos amigos, deve ter batido nas costas dele e dito &#8220;cara, você é criativo! Por que não faz Publicidade?&#8221;</p>
<p>Fez uma lista das coisas que deveria aprender durante o seu curso: reverenciar Argan, mexer no Photoshop, sexo (sim, era virgem o coitado) e fazer &#8220;sacadinhas&#8221; mais rápidas. Pelo grau de dificuldade um pouco maior dos outros tópicos, focou-se no Photoshop enquanto se perguntava por que tinha aulas de sociologia. Começou montando apresentações bonitas dos trabalhos escolares. Passou a &#8220;fazer a arte&#8221; dos anúncios fakes que os professores pediam. Virou um mito da montagem quando colocou o seu rosto num corpo esbelto que trepava com uma atriz pornô, que, claro, ganhou o rosto de algum colega que queria sacanear.</p>
<p>Logo no começo do segundo ano de faculdade, começou a trilhar a sua grande meta: <em>big agency</em>! Mas claro que ele tinha que começar de baixo. Pensava que por não ter pasta, nem QI corporativo e tampouco ser mulher e gostosa, não poderia entrar facilmente numa <em>big one</em>. Conseguiu uma chance num projeto de agência, estágio em criação. Ali trabalhavam ele, estagiário, e o chefe, que acumulava as funções de atendimento, mídia, planejamento, diretor de criação e CEO.</p>
<p>Ainda que ensaiasse algumas boas ideías, sua função era executar o que o cliente pediu. Recebia briefings como &#8220;eis aqui o catálogo. queremos uma versão online. você pode escanear tudo e montar um site?&#8221; e &#8220;um site simples, sem muita firula. O cliente apenas pediu para que o logo dele girasse&#8221;.</p>
<p>Mas a vida é uma caixnha de surpresas. Um dia, disse Lauro, seu chefe o flagrou escaneando sua carteirinha da faculdade, perguntando-lhe o porquê daquilo. Lauro explicou que um colega já formado precisava comprar meio ingresso para algum show da pesada e que daria dez reais a ele se conseguisse produzir uma carteirinha de estudante verossímil. Lauro ainda mostrou a versão final da maracutaia e depois confirmou o sucesso do trambique.</p>
<p>O chefe desta agência, a maior de todo o quarteirão daquele pacato bairro, viu ali uma mina de ouro. Num estranho mundo de enrolações perdidas e protocoladas em que os desvios de verba são irrisórios para uma profunda investigação, ter um menino que operasse pequenos &#8220;consertos&#8221; em documentos valia muito. Parou de trazer novos briefings e passou a trazer empresários dos conjuntos vizinhos. Um pedia alteração no RG do funcionário, que era menor, para que pudesse entrar em visitas técnicas. O outro pediu que alterasse uma nota de dívidas para figurar como não-devedor. Um, mais desesperado, pedia que alterasse a conta telefônica para que o número da amante desaparecesse. Por cada job, Lauro ganhou um extra em relação ao seu pequeno salário e o seu chefe ganhou importantes aliados.</p>
<p>Lauro realmente operava com maestria a arte de modificar documentos, mas se incomodava com os fins daquilo. Quando se cansou, parou de pegar freelas de colegas pedindo carteirinha de estudante e se afastou deste primeiro emprego. Começou a medir as conseqüências de descobrirem o esquema e já passava a competir com outros ferramentistas um pouco menos talentosos, mas mais baratos, em sua própria faculdade. Um fazia réplicas perfeitas de tíquetes do Bandejão. O outro fazia documentos da faculdade, rubricados, assinados e carimbados para os mais diferentes fins. Ainda indicou um deles para o seu lugar antes de oficializar a demissão da agenciazinha.</p>
<p>Penou em mais alguns trabalhos que pouca gente se sujeitaria até finalmente ter cara de pau de bater numa agência grande e pedir um emprego. Tornou-se um criativo bacana, daqueles que leram Argan e mais um monte de coisa, e queria rodar o mundo para ensinar a molecada que é necessário aprender a pensar antes de aprender a mexer no Photoshop (ou que pelo menos só aprender a mexer no programa não resolvia a vida de ninguém). Mesmo trilhando um caminho do bem, teve um último job como menino do Photoshop:</p>
<p>Fez uma montagem de uma garota da sala dele no corpo de uma dessas modelos da moda. Junto, mandou um cartão dizendo que era assim que ele a via. Não sei se é bem um exemplo ilustrativo de que Lauro aprendeu a pensar, mas uns dias depois, é fato, aprendeu a fazer sexo.</p>
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		<title>Medocracia</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 15:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aleatoriosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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Segue na íntegra o texto que enviei para a Revista Feed-se, que acaba de sair em sua edição especial sobre Democracia. Fui convidado a escrever um artigo que estivesse relacionado com a liberdade de expressão e sobre a luta por este direito, mas acabei falando sobre como o mercado pode tirar esta liberdade de maneira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="castelo" src="http://img89.imageshack.us/img89/2016/casteloed5.jpg" title="castelo" width="504" height="160" /></p>
<p>Segue na íntegra o texto que enviei para a <a href="http://www.feed-se.com.br/" target="_blank">Revista Feed-se</a>, que acaba de sair em sua edição especial sobre Democracia. Fui convidado a escrever um artigo que estivesse relacionado com a liberdade de expressão e sobre a luta por este direito, mas acabei falando sobre como o mercado pode tirar esta liberdade de maneira sutil. Não deixem também de baixar a edição da revista e ler, por exemplo, a apuração do caso do fechamento do domínio Twitter Brasil e casos de cyberativismo.</p>
<h3>Medocracia</h3>
<p><em>Entendendo relações de poder e influência sobre a sua dita liberdade de expressão.</em></p>
<p>Voltemos ao fim de Roma, perto do ano 476 d.C, quando acabou o Império Ocidental e começou a Idade Média:</p>
<p>Enquanto Roma passava por uma profunda crise em todos os seus setores, o grande Império passou a ser sacudido por hordas bárbaras que atacaram todas as fronteiras.</p>
<p>Quem tinha terra e alguns recursos começou a erguer grandes fortalezas que poderiam proteger as vidas abrigadas de possíveis saques.</p>
<p>Temendo pela sua segurança nas cidades, a população iniciou um êxodo urbano e passou a se concentrar nas proximidades dos castelos, pedindo proteção ao senhor das terras. Um movimento de sobrevivência sensato em que o cidadão trocava os seus direitos conforme as leis pela proteção paga por submissão a um regime de servidão.</p>
<p>Tal ilustração serve apenas para passarmos a conversar sobre o termo que intitula este artigo. A Medocracia não é o poder da tirania, e sim as atribuições de poder que o medo deu a cada parte.</p>
<p>No caso citado, percebe-se que o poder do senhor feudal só foi possível pela existência de uma ameaça em potencial, um medo que pairava sobre os servos nos primeiros momentos de Idade Média.</p>
<p>A pergunta que deve ser feita antes do prosseguimento é: e quem não tem medo?</p>
<p>Quando falamos em comunicação no Brasil em tempos pós-ditadura, falamos de alguns poucos grupos que dominam a opinião pública. Tal estrutura é o que, basicamente, alimenta todas as famílias de quem trabalha em jornais, agências de publicidade, empresas de pesquisa e até nos departamentos de marketing.</p>
<p>O jornal que você lê, a revista que você assina, o canal de televisão a que você assiste: - todos fazem parte das posses de um seleto grupo de empresários que têm o poder de ditar os rumos da opinião pública.</p>
<p>E são nesses meios que a publicidade tem os seus lucros, as pesquisas são geradas e o marketing estuda os seus ganhos.</p>
<p>É possível comparar estes grandes empresários da mídia aos senhores feudais. Um pobre camponês precisa se refugiar em um dos castelos para sobreviver, ou, em outras palavras, precisa estar ligado, de certa forma, à mecânica.</p>
<p>É simples assim. Não há jornalismo, publicidade ou outra atividade de comunicação que não tenha pelo menos um pé dentro da terra destes senhores.</p>
<p>Você já assistiu a um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=R4oKrj1R91g" target="_blank">documentário</a> produzido sobre o Governo de Minas Gerais e sua suposta influência em veículos de comunicação?</p>
<p>Vez ou outra, uma coisa dessas surge, alimentando as nossas síndromes de conspirações e perseguições, sem que efetivamente tenhamos alguma confirmação da verdade.</p>
<p>O vídeo entrevista alguns jornalistas que teriam perdido o emprego no maior jornal de Minas Gerais por publicarem comentários negativos em relação ao Governador local.</p>
<p>O dia-a-dia no feudo é bem menos tenso do que isto, mas passa pelo mesmo questionamento: escrever tal artigo pode contrariar pessoas, mas se contrariar a alta cúpula do veículo que paga o salário, o que acontece?</p>
<p>E então surgem os blogs como alternativa a quem produz comunicação com qualidade e isenção.<br />
Uma verdadeira revolução, se voltarmos aos papos de 2005 e 2006. O volume de coberturas instantâneas e de opinião fez dos blogs potenciais competidores dos feudos. Hordas bárbaras de respeito. Um pequeno post pode fazer grandes estragos.</p>
<p>É claro que os senhores feudais podem ficar de olho no que os seus servos produzem nestas mídias sociais. Mas o poder que eles têm para calar uma voz destoante de seu coro já não é mais o mesmo até porque já existem blogs com maior número de acessos do que os leitores de alguns jornais.</p>
<p>Seria a blogosfera o último reduto longe da Medocracia? Talvez não para este que lhes escreve, cujos ganhos estão ligados à publicidade.</p>
<p>Mas se é bobagem, então a preocupação deste texto com algo que provavelmente não ocorre com os blogs - como a existência de blogs patrocinados por empresas, embaixo da aba de grandes grupos de mídia ou bancados por agências publicitárias -, brindemos à isenção.</p>
<p>Ou aproveitemos estes belos dias de Camps para discutir quem é que vira senhor feudal se o blogueiro for o servo nesta metáfora.</p>
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		<title>R.I.P. Richard Wright (28/7/1943 - 15/9/2008)</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 20:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na segunda-feira, os seus sonhos de assistir uma reunião da formação clássica do Pink Floyd morreram junto com Richard Wright, tecladista e membro-fundador da banda. Não há o que falar sobre a importância dele para o Floyd e do Floyd para a música. Listo aqui as minhas homenagens no Blip.fm:




]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Richard Wright" src="http://img170.imageshack.us/img170/8012/riprichardwrightji7.jpg" title="Richard Wright" width="504" height="160" /></p>
<p>Na segunda-feira, os seus sonhos de assistir uma reunião da formação clássica do Pink Floyd morreram junto com Richard Wright, tecladista e membro-fundador da banda. Não há o que falar sobre a importância dele para o Floyd e do Floyd para a música. Listo aqui as minhas homenagens no Blip.fm:</p>
<p><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="BlipEmbedPlayer" height="150" width="100%" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab"><param name="movie" value="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="FlashVars" value="blipId=348884" /><embed src="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" quality="high"height="150" width="100%" name="BlipEmbedPlayer" align="middle"play="true"loop="false"quality="high"allowScriptAccess="always"type="application/x-shockwave-flash"pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer"wmode="transparent"flashVars="blipId=348884"></embed></object></p>
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		<title>Blog do Yassuda - um ano de pitacos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 20:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sobre o blog]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nos meses que antecederam a abertura deste blog, eu andava meio alheio da brincadeira. Uma das melhores idéias que tive já não era mais um projeto meu, o blog aberto alguns dias depois foi um fracasso rápido e, para piorar, a atualização do Wordpress detonou o banco de dados do que outrora foi o blog [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="umano" src="http://img377.imageshack.us/img377/5365/umanovn8.jpg" title="umano" width="504" height="160" /></p>
<p>Nos meses que antecederam a abertura deste blog, eu andava meio alheio da brincadeira. Uma das melhores idéias que tive já não era mais um projeto meu, o blog aberto alguns dias depois foi um fracasso rápido e, para piorar, a atualização do Wordpress detonou o banco de dados do que outrora foi o blog hospedado neste domínio: um arquivão de crônicas e poemas, na verdade.</p>
<p>Enquanto eu esperava ter algum insight mais genial, fui convencido pelo Merigo que eu precisava de um canto para escrever os meus <em>sempre polêmicos e irreverentes</em> pensamentos, que passeavam livremente em botecadas.</p>
<p>Nascia o Blog do Yassuda. Mas agora chega de eu mesmo falar sobre um projeto meu. Pedi a algumas das pessoas que me ajudaram nesta caminhada que enviassem aquele recado caloroso, num estilo <a href="http://twitter.com/vitorfasano" target="_blank">fasanado</a>, apenas para brindarmos o ano. Óbvio que quase todos fizeram alguma piadinha:</p>
<p><em>&#8220;Texto de um ano do Yassuda.org? Isso para mim é coisa de <a href="http://yassuda.org/blog/2008/08/04/repita-47-vezes-sou-uma-diva/">diva</a>.&#8221;</em><br />
- Daniel Possa, do <a href="http://www.veredaestreita.org" target="_blank">Vereda Estreita</a>.</p>
<p><em>&#8220;Blog do Yassuda para mim é&#8230; Como bem diz o glorioso autor deste blog, são &#8216;pitacos&#8217; - reflexões sobre as mais variadas expressões do comportamento e tendências, que fazem deste humilde e digno blog uma das minhas referências de análise da mente de quem sabe o que fala. Polêmico às vezes, mas sempre com as pitadas de sinceridade. Tudo isso faz do Blog do Yassuda uma das minhas únicas fontes quando o assunto é reflexão do mundo em que vivemos, coberto de total credibilidade. Desejo ver durante muitos anos seus pitacos aqui, mestre Yassuda. Continue fazendo deste um blog de peso, em todos os sentidos.&#8221;</em><br />
- Gabriel Jacob, do <a href="http://www.adivertido.com" target="_blank">Adivertido</a>, tão prolixo quanto eu.</p>
<p><em>&#8220;Foi como colunista do Blog do Yassuda que resolvi dar um ar mais sério ao meu Hipotermia. Leitor assíduo, ex-colaborador, fã incondicional. Um aninho só? Tem futuro esse bebezão!&#8221;</em><br />
- André Sobreiro, do <a href="http://blogpalpitando.wordpress.com" target="_blank">Palpitando</a> e <a href="http://yassuda.org/blog/category/e-tendencia/">ex-colunista</a> deste blog.</p>
<p><em>&#8220;O Yassuda já teve 512 blogs diferentes. Começa e termina. Começa novamente e termina novamente. Economida, Vale9Conto, 6:01, Yassudablogs e por aí vai. É gratificante ver que ele ainda não destruiu esse blog aqui. Vai ver porque é o único que não dependia de mais nada além da sua paciência para escrever. E haja paciência. Para escrever e para ler. Cada post com mais de mil palavras, uma tortura de olhar para quem está acostumado com pouco texto. Japonês tem essa mania: Yassuda, <a href="http://www.yabu.com.br/blog/" target="_blank">Yabu</a> e <a href="http://pensarenlouquece.com" target="_blank">Inagaki</a>, seus textos longos. Mas como é o Yassuda a gente começa a ler. E como o menino manda bem, a gente termina.&#8221;</em><br />
- Bruna Calheiros, a Baunilha, do <a href="http://www.smellycat.com.br" target="_blank">Smelly Cat</a>, do <a href="http://definircomo.wordpress.com" target="_blank">Definir Como</a> e de outros 512 blogs diferentes.</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/tanaka/2495011021/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2290/2495011021_581090b472_m.jpg" alt="ybiro" align="left" style="margin: 0 18px 18px 0;" border="0" /></a><em>&#8220;Vendo o cara da foto ao lado, o que você pensa? Conheci o Yassuda pessoalmente na Campus Party, num momento que me senti obrigado a cobrá-lo referente ao blog que ele tocava (porque agora quem toca sou eu sozinho, praticamente :P hohoho) com o Merigo. Já havia lido-o vez e outra, mas só depois desse fato especificamente que me atentei a inteligencia dele. Dedicado, capacitado, íntegro. Ele sabe como se expressar sem parecer puxa-saquismo ou rabugentisse e é essa qualidade ímpar que eu enxergo em suas cada vez mais escassas postagens. A idéia mais justa seria dividirmos um prêmio da mega-sena, para que ele tivesse mais tempo pra se dedicar a isso. Enquanto não rola, continuarei acompanhando o blog, as vitórias do Corinthians, as dádivas e brincadeiras internéticas e o que mais tiver ao meu alcance. Afinal, o bordão &#8216;É justo!&#8217; sempre é utilizado em nossas conversas, e continuo achando justa essa pequena homenagem.&#8221;</em><br />
- Rafael R, do <a href="http://suspensa.info" target="_blank">Suspensa</a>, <a href="http://justplay.info" target="_blank">Just Play</a> e <a href="http://www.vamossubirtimao.com.br" target="_blank">Vamos Subir Timão</a>.</p>
<p><em>&#8220;O Blog do Yassuda é algo que diverte e acrescenta conhecimento e conteúdo sempre que tem um artigo novo. Algo que invejo, pois não tenho um lugar onde possa escrever alguns pensamentos mais soltos ou até papo furado, como ele. Como já comentei anteriormente e já disse ao próprio dono dessa bagaça, o Blog do Yassuda está no meu Top 10: ele é uma mistura textos muito bem escritos, pensamentos inteligentes, papo de bar, algumas bobagens. Mas tudo, ou quase tudo, reflete também aquilo que penso. Por isso, nesse grande um ano de Blog do Yassuda, fica meu incentivo para ele escrever cada vez mais, seja qualquer dos assuntos que ele tenha vontade, que certamente será algo muito legal e interessante de se ler, e mais ainda, uma dica agora aos leitores, se você ainda não o conhece pessoalmente, faça esse favor a si mesmo. Vai Diva!&#8221;</em><br />
- Bruno Allucci, do <a href="http://www.diretodoforno.com.br" target="_blank">Direto do Forno</a>.</p>
<p><em>&#8220;Yassuda, o garoto que eu conheci como Luiz Guilherme e que tinha um blog de crônicas. É bom saber que tudo isso passou, rs&#8230; Brincadeiras à parte, foi por conta disso que logo de cara já fiquei sabendo o profissional brilhante que você é, mesmo fazendo estágio ainda, por causa dessa sua faculdadezinha eterna aí. E nada mais natural do que migrar as coisas interessantes que a gente conversava pessoalmente para a blogosfera, criando o glorioso Blog do Yassuda. É muito bom, mesmo à distância algumas vezes, acompanhar as suas idéias e pensamentos. O que mais posso te desejar? Um monte de petequinhas, cervejas, felicidades e mais um ano de blog! Ah, e que você conclua a faculdade, peloamordeDeus.&#8221;</em><br />
- Bárbara Franzin, do <a href="http://www.velocidade.org" target="_blank">Velocidade</a>. Calma, Babi. Já não sou mais estagiário e juro que um dia acabo esta faculdade.</p>
<p><em>&#8220;Yassuda, meu caro. Parabéns pelo ano. Cada ano para um blog seu é uma conquista. E me veio a dúvida: algum dos seus 4592 blogs criados sobreviveu por tanto tempo? Nos conhecemos há um bom tempo, trabalhamos juntos outros bons tempos, e perdi a conta de quantas vezes você falou: &#8216;Tive uma idéia para um blog!&#8217;. Sem contar as vezes que eu tive idéia para um blog e te coloquei no meio sem nem antes perguntar se aceitaria participar. O Vamos Subir Timão te lembra alguma coisa? E como era o nome daquele seu blog clássico? <a href="http://yassuda.org/blog/2008/01/09/e-parece-que-foi-ontem/">Farofa com polenta</a>? O coitado também não resistiu às suas mudanças de humor. E o 18:01, teve esse também, não? Enfim, que o Blog do Yassuda continue firme e forte por muitos anos. Com o texto sempre bem-humorado e irreverente de seu autor. Torço por isso. Ele é um vencedor.&#8221;</em><br />
- Carlos Merigo, do <a href="http://www.brainstorm9.com.br" target="_blank">Brainstorm #9</a>, Vamos Subir Timão e dono do conglomerado #9 Media.</p>
<p>Obrigado a todos os amigos, leitores, paraquedistas e <em>trolls</em>. Que o próximo ano seja ainda melhor.</p>
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		<title>Alternativa profissional (7): jogador de futebol</title>
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		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/09/10/alternativa-profissional-7-jogador-de-futebol/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 21:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Corporativo]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[
Arthur Miró! Diga lá, menino, o que é que você quer ser quando crescer?
- Eu quero ser jogador de futebol. Jogador de futebol! (Jorge Ben)
Eu não falaria do sonho do menino brasileiro de se tornar um futebolista famoso se não fosse um spam recebido ontem. Alguém que se anuncia como empresário de futebol enviou-me um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="futebol" src="http://img46.imageshack.us/img46/5574/futebolxx2.jpg" title="futebol" width="504" height="160" /></p>
<p><em>Arthur Miró! Diga lá, menino, o que é que você quer ser quando crescer?<br />
- Eu quero ser jogador de futebol. Jogador de futebol!</em> (<a href="http://vagalume.uol.com.br/jorge-ben-jor/meus-filhos-meu-tesouro.html" target="_blank">Jorge Ben</a>)</p>
<p>Eu não falaria do sonho do menino brasileiro de se tornar um futebolista famoso se não fosse um spam recebido ontem. Alguém que se anuncia como empresário de futebol enviou-me um convite para uma peneira, garantindo ter contatos em times da Europa e Oriente Médio. A melhor parte do e-mail foi chamar-me de &#8220;jovem jogador&#8221;. Em breve relato as minhas experiências lá na peneira junto com a criançada, mas enquanto isso, segue mais um post de nossa heróica saga sobre possibilidades de trabalho ao publicitário desiludido.</p>
<p><strong>Por que você quer ser um jogador de futebol?</strong></p>
<p>Razões não faltam para uma pessoa sonhar em viver do futebol. É o grande esporte da mídia, o grande espetáculo vendido a bilhões de pessoas no mundo. Lembram-se daquele papo sobre <a href="http://yassuda.org/blog/2008/07/23/alternativa-profissional-4-rock-star/">Rock Star</a>? Então: o caso do jogador de futebol é todo este estrelismo elevado ao quadrado. Todo o desejo de glamour para a vida, de dinheiro e poder, incluindo pessoas dizendo que você é um grande herói. Quem não iria querer?</p>
<p>Fora isso, jogar futebol é uma atividade que é extremamente divertida. Quem não gosta de bater uma bolinha naquela reunião dos amigos, com direito a churrasco e cerveja? Imagine ganhar um troco com isso?</p>
<p><strong>Porém&#8230;</strong></p>
<p>Eu já falei sobre o papo do &#8220;dom&#8221; de ser criativo. Mas futebolisticamente falando, o jogador deve realmente ter algum dom, ou melhor, ter noção do que fazer com a bola considerando variáveis como distância do gol, velocidade da bola, força do zagueiro, posição do pé, possíveis buracos no gramado, em CNTP ou não (quando o jogo é em La Paz, por exemplo). Você pode chamar o Pelé para tentar lhe ensinar, mas acho pouco provável que simplesmente você desenvolva isso.</p>
<p>Mas não tem problema: assim como uma agência de publicidade tem vagas para quem não nasceu com o &#8220;dom&#8221; da criação, o time de futebol tem vagas para pessoas com habilidade duvidosa. O problema é que para cada cem atacantes que são vendidos para a Europa e conseguem um bom salário, deve surgir uns cinco volantes sob a mesma condição. A proporção de zagueiros bem sucedidos deve ser ainda menor.</p>
<p>Em todo caso, os salários até que atraem, mas muito antes dos 40 anos, você já não vai agüentar o tranco da profissão e pendurará as chuteiras. Aí, você tem duas opções: ou vira técnico/cartola/empresário e continua na &#8220;área&#8221;, algo que pode ser comparado a ser diretor de agência ou efetivamente dono de uma, únicos postos em publicidade onde se encontram profissionais com mais de 40 anos de idade; ou você se vira: uns viram jornalistas esportivos, outros viram donos de boteco (eita sonho persistente).</p>
<p>Além disso, já se foi o tempo do boleiro boêmio. Hoje em dia, o futebolista é um atleta em ótimo preparo físico. Um craque como o Sócrates, que não corria por mais de 10 minutos em campo, não teria vez no esquema de hoje no futebol. Você pode notar que jogar futebol é um mercado como qualquer outro: exige que você seja atleta, aprenda uma(s) nova(s) língua(s) dependendo dos times que fizerem a contratação, submeta-se à cobrança de técnico, diretoria e ainda torcida. Ah, sim, quando o salário chega, mais gente que apenas o Estado e o Sindicato abocanham o dinheiro conquistado com suor literal: agente, procurador 1, procurador 2, empresário 3&#8230; Coisa de louco.</p>
<p>Não dá saudades daqueles tempos em que o futebol era outro, quando se amarrava cachorro com lingüiça e você ainda sonhava com um troféu francês para premiar o seu trabalho?</p>
<p><em>Acompanhe todas da série Alternativa profissional <a href="http://yassuda.org/blog/?s=%22alternativa+profissional%22" target="_blank">neste link</a>.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~4/389022668" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://yassuda.org/blog/2008/09/10/alternativa-profissional-7-jogador-de-futebol/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Viral de aniversário</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~3/386842027/</link>
		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/09/08/viral-de-aniversario/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sobre o blog]]></category>

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		<description><![CDATA[
Passei por uma experiência um tanto quanto desagradável na noite de domingo ao abrir este site para postar: no lugar do blog, havia surgido uma seleção de links pornôs. O problema foi resolvido pelo serviço de hospedagem ainda pela manhã e cá estamos nós com a programação normal.
Na verdade, foi um plano arquitetado para comemorar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="internet is for" src="http://img168.imageshack.us/img168/3201/internetisforcc4.jpg" title="internet is for" width="504" height="160" border="0" /></p>
<p>Passei por uma experiência um tanto quanto desagradável na noite de domingo ao abrir este site para postar: no lugar do blog, havia surgido uma seleção de links pornôs. O problema foi resolvido pelo serviço de hospedagem ainda pela manhã e cá estamos nós com a programação normal.</p>
<p>Na verdade, foi um plano arquitetado para comemorar um ano deste blog. Tanto blog faz dinheiro nesta Internê e eu andei pensando em descolar uns trocados. Como Adsense já não paga muito bem e o dólar anda em baixa, melhor arriscar numa área consolidada: a pornografia. Afinal, <em>Internet is for porn</em>, como bem me lembrou ontem o <a href="http://twitter.com/trecker/statuses/913467822" target="_blank">@trecker</a>.</p>
<p>A pornografia em questão gerou burburinho na rede, fez muita gente que jamais sonharia em entrar aqui (qualquer ser humano além dos meus fiéis 5 leitores) acessar o site em busca de imagens fortes e provocantes. Tudo calculado para ser um grande viral de aniversário, além de me render ótimos rendimentos neste mês.</p>
<p>Ah, sim. O Blog do Yassuda completa um ano de existência na sexta-feira. Ipi, ipi, urra!</p>
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		<item>
		<title>E quem diria que uma das boas lições do BlogCamp seria dada por uma miguxa?</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~3/380638553/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aleatoriosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como eu disse no post anterior, aconteceu no último fim de semana o BlogCamp São Paulo, que contou com uma forte participação do público blogueiro, superlotando o Espaço Gafanhoto. O meu resumo do primeiro dia de evento é este: toda e qualquer discussão que valia a pena estava lotada, sem qualquer condição de abrigar-me. Espero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img99.imageshack.us/img99/2264/79533906vg7.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Como eu disse no post anterior, aconteceu no último fim de semana o BlogCamp São Paulo, que contou com uma forte participação do público blogueiro, superlotando o Espaço Gafanhoto. O meu resumo do primeiro dia de evento é este: toda e qualquer discussão que valia a pena estava lotada, sem qualquer condição de abrigar-me. Espero ansioso apenas os posts sobre a discussão que colocou frente a frente os discursos de três agências que lidam com Social Media de maneiras distintas, cujos interlocutores foram <a href="http://boombust.hitechlive.com.br" target="_blank">Wagner Fontoura</a>, <a href="http://www.cocadaboa.com" target="_blank">Wagner Martins</a> e <a href="http://www.papodehomem.com.br" target="_blank">Guilherme Valadares</a>.</p>
<p>No domingo, o número de pessoas diminuiu, o que possibilitou rodas menores, mas de discussão igualmente intensa. Sugeri, em tom jocoso, é verdade, uma discussão sobre <strong>blogs miguxos</strong>, uma provocação a toda e qualquer roda de profissionalização dos blogs.</p>
<p><img src="http://img67.imageshack.us/img67/8373/86755351yi4.jpg" border="0" alt="ImageShack" /><br />
Foto da desconferência miguxa. Valeu, <a href="http://blognatv.com" target="_blank">Pedro</a>.</p>
<p>E não é que a discussão engrenou? Antes mesmo que a discussão caísse para questões socio-culturais que possam explicar o dialeto escrito por estas gurias, discutimos um pouco do universo miguxo, quando a <a href="http://www.alefelix.com.br/" target="_blank">Alê Félix</a> provocou: &#8220;vocês menosprezam as miguxas&#8221;.</p>
<p>O ponto dela era claro e interessa a quem quer entender ou propor melhores práticas de comunicação em qualquer contexto 2.0: a miguxa tem uma característica marcante em suas expressões na web, que marcam uma espécie de tribo. A linguagem estabelecida pelos garotos e garotas nesta fase da vida tem a cara da adolescência, da busca de identificação com um grupo, da busca por ícones, etc. Entretanto, olhar apenas para este aspecto não é olhar o pacote por dentro: não é porque a miguxa escreve de maneira peculiar que necessariamente ela seja uma pessoa que não leia, não estude e não tenha discernimento algum.</p>
<div class="bloco">&#8220;O maior erro é taxar a miguxa de analfabeta&#8221;</div>
<p>A adolescência é uma fase. Depois de alguns anos, aquelas garotas idealistas de 15 anos tornam-se profissionais, consumidoras efetivas, quem sabe formadoras de opinião de seus grupos. Os motivos para cativá-las ainda na fase miguxa se devem a duas características fortes do grupo:</p>
<p>- Fidelidade: o público é cativo das redes que estabelece. Em outras palavras, ser cordial em uma publicação com este público pode lhe render leitoras muito fiéis. A miguxa é aquela que lê o seu blog de cabo a rabo, mesmo quando descobre o endereço no terceiro aniversário de site.</p>
<p>- Respeito: Tratá-las de igual para igual dá exemplo para meninas que buscam ícones de comportamento. A miguxa, quando cresce, mantém um profundo respeito por aqueles que a trataram com respeito em sua fase anterior. O português melhora, a fidelidade é mantida e você tem ao lado uma aliada tão capaz quanto qualquer pessoa.</p>
<p>Uma vez que a miguxa torna-se, então, um público interessante para direcionar a comunicação, principalmente quando temos em mãos um produto cujo target é ela, como é que se desce do pedestal do &#8220;eu trabalho com Social Media&#8221; para efetivamente dialogar com as meninas? Lembre-se que é um público que está interessado em histórias, não no evento ao qual o blogueiro foi convidado e em qual marca patrocinou o boca-livre. De repente, uma ação como aquela em que a Melissa contratou 4 usuárias do Fotolog para serem embaixadoras da marca no mundo da moda soa bem mais interessante do que as piadas de quem olhou com um certo desprezo para este público (eu me incluo neste grupo). E claro, para a miguxa, uma ação em que efetivamente a garota com quem ela convive torna-se a porta-voz de um assunto complexo explicado de maneira simplificada será infinitamente mais valiosa do que uma gracinha aleatória no YouTube.</p>
<p>Numa tacada só, o mundo miguxo dá uma aula de adequação ao público e de relacionamento com o target e sua fidelização para quem quiser ver um pouco mais de perto. Palavras óbvias no discurso, mas que andam passando longe da prática. Pela lição, eu digo: <em>BrIgAdUuUuUuUu, MeNiNaXxXxXx!</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~4/380638553" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Amanhã tem reunião de nerds</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~3/378250639/</link>
		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/08/29/amanha-tem-reuniao-de-nerds/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 17:21:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aleatoriosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[
Amanhã, acontece o BlogCamp São Paulo, no Espaço Gafanhoto. Estarei lá. Beijomeblutufa.
Mas falando um pouco mais sério, amanhã acontece mais uma das grandes reuniões de nerds que se comunicam. Não sei se as discussões prometem, mas, na pior das hipóteses, há bares muito bons nos arredores. Não farei cobertura ao vivo, é pouco provável que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img297.imageshack.us/img297/8734/46341789aj1.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Amanhã, acontece o <a href="http://blogcamp.com.br" target="_blank">BlogCamp São Paulo</a>, no <a href="http://www.gafanhoto.com.br/" target="_blank">Espaço Gafanhoto</a>. Estarei lá. <em>Beijomeblutufa</em>.</p>
<p>Mas falando um pouco mais sério, amanhã acontece mais uma das grandes reuniões de nerds que se comunicam. Não sei se as discussões prometem, mas, na pior das hipóteses, há bares muito bons nos arredores. Não farei cobertura ao vivo, é pouco provável que eu leve câmera e o Twitter anda travando no celular.</p>
<p>Em compensação, vai ser muito bom rever algumas pessoas desse meio. Com elas, vai ser fantástico trocar um lero.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~4/378250639" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<feedburner:origLink>http://yassuda.org/blog/2008/08/29/amanha-tem-reuniao-de-nerds/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Alternativa profissional (6): líder espiritual</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~3/374011284/</link>
		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/08/25/alternativa-profissional-6-lider-espiritual/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 06:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Corporativo]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://yassuda.org/blog/2008/08/25/alternativa-profissional-6-lider-espiritual/</guid>
		<description><![CDATA[
Eu confesso que hesitei por diversas vezes comentar sobre esta opção, mas numa rápida busca pelo Google, percebi que as questões mercadológicas da fé são estudadas e comentadas tranqüilamente pelos praticantes. Então lhes digo: tomai todos e lede, este é o post número 6 da saga sobre alternativas profissionais. Um post que considerará as práticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img135.imageshack.us/img135/184/38240252in2.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Eu confesso que hesitei por diversas vezes comentar sobre esta opção, mas numa rápida busca pelo Google, percebi que as questões mercadológicas da fé são estudadas e comentadas tranqüilamente pelos praticantes. Então lhes digo: tomai todos e lede, este é o post número 6 da saga sobre alternativas profissionais. Um post que considerará as práticas do líder espiritual.</p>
<p><strong>Por que você quer ser um líder espiritual?</strong></p>
<p>Estas pessoas são cercadas de carisma. Falar para muitos e, basicamente, ser ouvido e entendido (principalmente depois que o Vaticano desobrigou as missas em latim) faz parte do ego alimentado por qualquer publicitário, seja ele praticante ou desertor.</p>
<p>Além disso, você está pensando em dois caminhos: o primeiro pressupõe uma certa missão de levar a palavra divina. Independente de sua crença, evangelizar pessoas, na sua visão, é algo que se faz necessário. O outro caminho, no entanto, é para gente menos idealista e provavelmente com menos fé, como eu: dinheiro. Você pode acreditar que a fé move montanhas e, portanto, consegue mover algumas verdinhas para o seu lado também. Seja em qual caminho você está, é importante que você faça com que seus seguidores acreditem que você trilha o primeiro. Para quem já trabalhou em departamento de marketing e teve que vender sabão em pó como a coisa mais interessante do mundo, é um trabalho até que fácil.</p>
<p>Esta visão é bem retratada na minissérie da Globo intitulada <em>Decadência</em>, escrita por Dias Gomes, exibida em 1995: o personagem principal, vivido por Edson Celulari, é um pobre garoto que, ao passar em frente a uma igrejinha na hora das ofertas, quando alguns fiéis iam até o altar e colocam umas moedinhas num cesto, tem a brilhante idéia de transformar o cesto em caçambas e as moedinhas em notas altas.</p>
<p><strong>Porém&#8230;</strong></p>
<p>Primeiramente, é necessário escolher uma das religiões do mundo. Até existe uma onda de se criar novas crenças e seitas muito loucas, mas elas não acabam bem: se acontece nos Estados Unidos, acabam em suicídio coletivo, e se acontece no Brasil, acabam desmentidas num programa da Luciana Gimenez.</p>
<p>Sobram então as religiões existentes, que não são poucas. De cara, mulheres não tem vez. Em nenhuma das religiões existentes. Talvez em um ou outro resquício de crenças em feiticeiras. Em outras religiões, elas ocupam cargos menores. Acho que a única líder espiritual feminina que eu já vi na vida foi a <a href="http://br.youtube.com/watch?v=KC0on_LpoMM" target="_blank">Menina Pastora</a>.</p>
<p>A escolha por religiões orientais faz com que a sua preparação para líder espiritual tenha que ser em locais afastados da maior parte da humanidade e com inúmeras provações durante a estada nestes templos. Se você se identificou com a alternativa de virar hippie, talvez você se encaixe nesta busca pelo nirvana. Talvez. Se a sua intenção for se tornar líder máximo destas religiões, esqueça: você deve ser, na verdade, a reencarnação de algum líder antigo para se candidatar a tal posto. É sério. A China, por exemplo, proibiu os monges budistas de reencarnarem sem autorização do governo. Imagine que o monge, antes de morrer, deveria dizer num guichê e protocolar em algumas vias que reencarnaria no Brasil e que seria você. Ficou difícil.</p>
<p>Então ficamos com as religiões ocidentais, que são três e que foram criadas pelo mesmo povo no Oriente Médio: os hebreus. O cristianismo, o judaísmo e o islamismo têm bases muito semelhantes, mas se separaram e criaram dogmas próprios durante a história da humanidade. Mas voltando às questões mercadológicas, o Brasil conta com uma série de práticas religiosas, mas a maioria esmagadora ainda se divide entre os católicos e os protestantes, ambas ramos do cristianismo. Você pode até ser um líder espiritual que acredita na Long Tail e optar pelas outras duas, mas foquemo-nos no maior número de fiéis em potencial deste país.</p>
<p>Tornar-se um líder católico envolve algo que eu não encararia: castidade. Do padre ao papa, ninguém pode fazer sexo. Pelo menos não abertamente.</p>
<p>No caso do protestantismo, existe algo que poderá atraí-lo: a livre interpretação da Bíblia. Isso acontece para o bem, quando o fiel pode interpretar o que o livro está querendo dizer, ou para o mal, quando alguém quer convencer que videogames, Rock&#8217;n Roll e roupas confortáveis são coisa do demônio e que a Bíblia pode provar. Ainda assim, trata-se de uma das escolhas mercadologicamente mais respeitadas, uma vez que provações e sacrifícios não são necessários. Na verdade, tudo o que é necessário, em alguns dos variados tipos de igreja evangélica, é um curso, que envolve noções de administração de empresas e teologia, e capital inicial para abrir a igreja, coisa que deverá ser estudada minuciosamente, incluindo ciências bem terrenas como demografia do local escolhido. Achei <a href="http://www.institutojetro.com/lendoarquivodenoticias.asp?t=&#038;a=762" target="_blank">este texto</a> que explica um pouco do crescimento dos templos e de como se dá a abertura de uma igreja.</p>
<p>Eis aqui mais uma opção profissional. Até a próxima e amém.</p>
<p><em>Acompanhe todas da série Alternativa profissional <a href="http://yassuda.org/blog/?s=%22alternativa+profissional%22" target="_blank">neste link</a>.</em></p>
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		<title>Numa reunião de brainstorm</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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Antes de mais nada, algo sobre o que é o brainstorm:
&#8220;A idéia do brainstorm foi desenvolvida nos anos 30 por Alex Faickney Osborne, o &#8216;O&#8217; da BBDO, (&#8230;) e popularizada em um livro que ele escreveu sobre o assunto, chamado Applied Imagination. Osborne acreditava que quando se está criando idéias, quantidade faz surgir qualidade - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img366.imageshack.us/img366/8732/69371901bm7.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Antes de mais nada, algo sobre o que é o <em>brainstorm</em>:</p>
<div class="bloco">&#8220;A idéia do <em>brainstorm</em> foi desenvolvida nos anos 30 por Alex Faickney Osborne, o &#8216;O&#8217; da BBDO, (&#8230;) e popularizada em um livro que ele escreveu sobre o assunto, chamado <em>Applied Imagination</em>. Osborne acreditava que quando se está criando idéias, quantidade faz surgir qualidade - que se você conseguir gerar idéias suficientes, em algum lugar no meio de toda a porcaria tem ouro em pó.&#8221; Richard Huntington, em texto intitulado <a href="http://www.adliterate.com/archives/2007/05/death_to_the_br.html" target="_blank"><em>The brainstorm - a trojan horse of mediocrity</em></a>, <a href="http://estalo.org/?p=368" target="_blank">disponibilizado em português</a> há muito tempo pelo Estalo.</div>
<p>Não me considerem um pessimista, mas é fato que o que se vê por aí é desesperador. Numa metáfora que o <a href="http://www.brainstorm9.com.br" target="_blank">Merigo</a> utiliza, reunião de <em>brainstorm</em>, em diversas oportunidades, é como uma bola alçada na área, com todo mundo se jogando de peixinho, ou para marcar um gol, ou para cavar um pênalti. Pior: a prática de todo mundo se jogar na área é incentivada. Não nego que um <em>brainstorm</em> pode render idéias. O problema é quando toda reunião em que você está vira uma reunião dessas. Imagine um monte de Ronaldinhos se jogando na área para aprovar orçamento, plano de mídia, apresentação para cliente, metas do marketing, etc.</p>
<p>Conto algumas dessas deliciosas histórias. Algumas aconteceram comigo, outras com amigos. Ou talvez não e todas sejam obra de ficção (de preferência ficção científica) e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.</p>
<p>A primeira delas é recente. O <em>script</em> é padrão: representante do cliente liga para a agência, querendo marcar reunião para apresentar um <em>briefing</em> e aguardar uma proposta. O atendimento colhe algumas primeiras informações e chega à sede da corporação na hora marcada. Entra então em uma sala com os diretores, supervisores e gerentes. Só cacique. Passada meia-hora, contada em xícaras de café vazias em cima da mesa, o atendimento conclui que não sairá da sala com um briefing, afinal o departamento de marketing ali presente sabia que as metas de venda aumentaram, mas não sabiam muito bem o que pedir para a agência. Não prepararam nenhum papel, nem apresentação. Nada. A deixa do cliente para o atendimento foi &#8220;o que você acha que nós devemos fazer?&#8221;</p>
<p>A partir de então, começou um brainstorm de análises de ameaças e possibilidades, de posicionamento do produto, etc. Tanto cacique para tão pouca informação previamente definida. Um monte de gente se jogando na área: <em>&#8220;e se adotássemos uma linha mais cool, visando os jovens?&#8221;</em>, <em>&#8220;e se adotássemos uma linha tradicional para atingir os tradicionalistas?&#8221;</em>, <em>&#8220;podemos determinar o target como 18-50 anos, classe ABC, ambos os sexos?&#8221;</em>, e por aí vai. Deve ser culpa da colaboratividade que a web pressupõe hoje. Aí todo mundo quer que o resto colabore num trabalho cujo único responsável não tem ânimo ou competência para executar.</p>
<p>Uma outra reunião genial aconteceu há mais tempo. Após inúmeras outras em que se definiram as linhas criativas da campanha, cada uma das agências foi para a sua &#8220;casa&#8221; planejar as ações que lhe cabiam. No caso, eram as agências de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Above_the_line_(advertising)" target="_blank">ATL e BTL</a>, numa separação menos modernete. Os senhores da agência BTL pegaram as linhas criativas propostas e desenvolveram as ações.</p>
<p>Quando se reuniram novamente, a agência de ATL tinha exatamente nada, mas quem é que quer perder a verba de mídia? Então, ficou acordado que se uma agência não conseguiu entregar seu plano, era melhor refazer a linha criativa e pensar em outras coisas, porque o que não prestava era a linha criativa, e não a agência em questão. O que era para ser uma reunião de apresentação de propostas tornou-se uma intensa pelada entre as equipes criativas e o representante do cliente. Já brincaram de &#8220;três dentro, três fora&#8221; na infância? Parecido.</p>
<p>Acredito que todos que trabalham na área (ahn, ahn? Sacou? Na área!) têm alguma história parecida. Aproveitem os comentários para me contar os lamentos e, caso estejam quase desistindo, aproveitem para ler um pouco da <a href="http://yassuda.org/blog/?s=%22alternativa+profissional%22">série de posts sobre outras práticas profissionais</a>.</p>
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		<title>Alternativa profissional (5): Funcionário público</title>
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		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/08/07/alternativa-profissional-5-funcionario-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 04:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Corporativo]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Continuando a nossa grande viagem por este vasto campo das alternativas profissionais, a profissão a ser comentada é o grande porto seguro do Brasil. Um &#8220;mercado&#8221; que cresce a cada ano e que chama grande atenção de todo mundo que anda trabalhando demais: o funcionalismo público.
Por que você quer ser um funcionário público?
O seu negócio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img410.imageshack.us/img410/2353/95629470lg2.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Continuando a nossa grande viagem por este vasto campo das alternativas profissionais, a profissão a ser comentada é o grande porto seguro do Brasil. Um &#8220;mercado&#8221; que cresce a cada ano e que chama grande atenção de todo mundo que anda trabalhando demais: o funcionalismo público.</p>
<p><strong>Por que você quer ser um funcionário público?</strong></p>
<p>O seu negócio é ser índio, não cacique. Você reconhece que há gente demais querendo mandar no mundo, coisa que nunca passou pela sua cabeça. Tem até um pouco de relação com a sua escolha pela faculdade de publicidade, quando você almejava ser, no máximo, diretor de área, ainda abaixo dos VPs e CEOs. E mesmo que almejasse ser dono de agência, seria sempre dependente de um cacique maior, o cliente. Que tal ter, então, o maior cacique do Brasil, inclusive para a publicidade (as contas publicitárias das instituições públicas, somadas, colocam os governos como os maiores anunciantes do Brasil), como chefe?</p>
<p>As vantagens são extremamente atrativas: salário inicial bom, estabilidade no cargo (se não sobe, pelo menos não desce jamais), todas as nuances das leis trabalhistas bem respeitadas, poder abrir um processo judicial contra o empregador sem que isto lhe custe a saída de todo o mercado, horário fixo, hora-extra registrada e paga, e por aí vai.</p>
<p><strong>Porém&#8230;</strong></p>
<p>Se o funcionalismo público funciona de maneira diferente do mercado, saiba que um verdadeiro mercado se consolidou para levar as pessoas aos cargos almejados: uma indústria de concursos.</p>
<p>É uma matemática até simples: o número de formados em cada universidade de esquina no curso de Direito, elevado ao talento natural das pessoas para ser índio comum. Então subtrai-se o número de aprovados na OAB e obtem-se um número-base de pessoas que estão aptas a duas coisas: mercado informal ou concurso público. As claras vantagens do funcionalismo público fazem de você apenas mais um a concorrer por uma ou outra vaga que abre. E estamos falando das vagas para pessoas com curso superior. Existem também as vagas para pessoas com Ensino Médio Completo, aptas a mais e mais brasileiros.</p>
<p>Todos eles lotarão as salas dos cursinhos, comprarão jornais específicos. Decorarão a Constituição e as citações de algum guru da auto-ajuda. Por uma vaga, você terá que passar por isso.</p>
<p>Passada essa fase, você entrou em seu primeiro cargo. Certo. Se não gostar muito do que faz ou das pessoas que lhe passam tarefas, você pode até optar por fazer corpo mole, mas fará aquilo ou conviverá com estas pessoas por anos e anos. Mas supondo que você goste, não poderá se empolgar muito, porque empolgação não é muito bem vista e uma promoção depende mais do seu tempo de casa, cursos extra-curriculares e resultados em provas internas do que propriamente ser o funcionário mais eficiente. Pode não soar justo, mas num mundo ideal, desprezando-se motivação, talento e eficiência como os exercícios de Física do seu concurso desprezavam o atrito, faz todo o sentido.</p>
<p>Em suma, serão anos com algumas emoções: a cada quatro anos, acontece uma movimentação da alta diretoria das instituições, devido às eleições e possíveis interesses partidários em mudanças. Mudam os caciques, mas o índio continua índio. E um amigo seu da Petrobrás não poderá lhe indicar por lá porque, mesmo que você já tenha passado num concurso da Caixa Econômica Federal, é necessário prestar um novo concurso. Seria como prestar um vestibular toda vez que alguma agência lhe oferecesse um cargo novo.</p>
<p>E eu nem comecei a falar em maracutaias e negociatas. Mas vamos manter o papo no mundo ideal, desprezando politicagens, desvio de verbas públicas, esquemas e atrito, com G = 9,8 m/s². Também não vale nesta suposição que se admita a existência de um funcionário-fantasma, este sonho louco de ganhar dinheiro sem esforço, típico dos spams e dos e-mails pedindo dicas de monetização de blogs&#8230;</p>
<p><em>Acompanhe todas da série Alternativa profissional <a href="http://yassuda.org/blog/?s=%22alternativa+profissional%22" target="_blank">neste link</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Repita 47 vezes: sou uma diva!</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 18:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aleatoriosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu realmente não tenho nada, absolutamente nada contra aqueles que preferem continuar sendo chamados de blogueiros, mas uma vez que descartei o rótulo, é bom reafirmar. O que eu tenho contra certos tipos de pensamento é uma espécie de miopia coletiva que é repetida ao melhor estilo &#8220;meme&#8221; e acaba por se transformar em verdades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img135.imageshack.us/img135/4953/38094321em6.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>Eu realmente não tenho nada, absolutamente nada contra aqueles que preferem continuar sendo chamados de blogueiros, mas uma vez que descartei o rótulo, é bom reafirmar. O que eu tenho contra certos tipos de pensamento é uma espécie de miopia coletiva que é repetida ao melhor estilo &#8220;meme&#8221; e acaba por se transformar em verdades completamente absurdas. Não haveria problemas se essa história de blogs continuasse a ser um passatempo juvenil, mas já que com dinheiro de empresa todo mundo quer brincar, a fantasia terá que ser deixada de lado.</p>
<p>A fantasia é mais ou menos assim: você não é uma diva, mas acha que é. E precisa ficar olhando para o espelho e repetindo: &#8220;sou uma diva, sou uma diva&#8221;.</p>
<p>Os blogs são importantes? Sim. São a coisa mais importante do mundo? Jamais. Pense nisso. O que rege a ferramenta é o seu conteúdo. O blog foi só a forma que você encontrou de colocar conteúdo na Internet. É muito diferente de traçar a idéia de um blog sem pensar no que se vai colocar nele.</p>
<p>Assim como blogs não substituirão mídia alguma. Sempre haverá espaço para a mídia tradicional, ainda que ela tenha que se reinventar. E é importante, não só para o blogueiro, mas para qualquer pessoa, que não se admita dois pesos e duas medidas num julgamento: a imprensa não presta quando escorrega no quiabo com a dita blogosfera, mas todo mundo adora ganhar uma menção num jornal. De preferência no impresso, que tem grande circulação e você pode mostrar para a família.</p>
<p>Quanto às métricas, um caminho obscuro a ser percorrido na Internet como um todo, resta aos blogueiros se agarrarem naquelas que lhe parecem interessantes. Tal qual a Globo com o Ibope, o blogueiro casa com a lista de blogs mais populares que lhe posicionar melhor, não importando muito se as métricas são questionáveis. É óbvio que eu não estou desmerecendo quem sempre aparece no topo da lista, mas por que é que nunca apareceram blogs da Globolog? O Tiago Dória aborda o tema de maneira mais específica <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/08/04/como-anda-a-credibilidade-dos-blogueiros-nao-jornalistas-no-brasil/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p>O problema é que quando a métrica utilizada é questionável e na verdade não interessa, ela é sumariamente descartada. Imagine se eu lhe contar que este blog é o preferido por 100% da família Yassuda. Isso importa a alguém? Pouco provável. E uma lista de 200 blogs retirados de uma lista de 200 blogs cadastrados em um sistema e apenas reordenados conforme uma equação? Esta sim é importante? Apenas para o blogueiro que ali aparecer, provavelmente. Se eu utilizasse a mesma métrica numa pesquisa acadêmica, eu seria rechaçado.</p>
<p>Finalmente, vamos aos eventos. Sabe qual a diferença entre um evento com artistas e um com blogueiros? Quando acontece um evento com artistas, a imprensa especializada aparece para cobrir e aquilo vira notícia (tudo bem, de importância questionável) espontaneamente (também questionável). Um evento com blogueiros parece virar notícia porque os convidados, na verdade, são aquelas pessoas que irão escrever sobre o assunto. Ou seja: se eu chamar umas 100 pessoas que escrevem em blogs e no Twitter, eu terei um evento reportado em 100 blogs e parecerá que não se fala em outra coisa. Ou então se cria uma intriga com, vejamos, a imprensa. Aí temos uma notícia espontânea (e você não irá questionar?).</p>
<p>Mas ok. Como eu disse lá no começo do texto, os blogs são importantes. E dialogar com eles também é. Mas se a força, na verdade, <a href="http://www.coxacreme.com.br/2008/07/30/blogueiros-ou-putinhas/" target="_blank">está no volume da dita blogosfera do que em um ou outro blog</a>, por que, de repente, passar a tratar um ou outro como estrela? Um irá receber um convite especial para o evento e o outro terá que ligar para pedir a credencial, sendo que ambos fazem parte do plano?</p>
<p>Não sei. Parece-me que há algo de podre no reino da Dinamarca. E não é só com a intenção vil de certas empresas em ganhar algum troco com blogueiros. Mas se tudo lhe parece bem, é só continuar repetindo: &#8220;sou uma diva, sou uma diva&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Blogs corporativos: por que a sua empresa não precisa de um?</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/yassuda/~3/352813074/</link>
		<comments>http://yassuda.org/blog/2008/08/01/blogs-corporativos-por-que-a-sua-empresa-nao-precisa-de-um/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 17:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação explicam por que uma empresa precisa de um, eu lhe pergunto: a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img134.imageshack.us/img134/8718/23066308lx4.jpg" border="0" alt="ImageShack" /></p>
<p>É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação <a href="http://www.muraldacomunicacao.com.br/posts/blog-corporativo-porque-minha-empresa-precisa-de-um/" target="_blank">explicam por que uma empresa precisa de um</a>, eu lhe pergunto: a sua empresa realmente precisa de um blog?</p>
<p>Claro, todos querem que a sua empresa seja achada. Todos querem comunicar sobre os diferenciais de marca. Mas aí é que está: você realmente precisa de um blog para isso? Blog é apenas uma ferramenta. Se você não tiver conteúdo para ele, não vale mais a pena pensar num site em Flash, bonito e encantador?</p>
<p>Mas tudo bem. Supondo que você acredite que a sua empresa tenha algo realmente relevante para falar, como os super-diferenciais de sustentabilidade e responsabilidade social, você pensa em montar um blog? Não seria melhor um site com seções fixas? Uma só seção chamada, vejamos, <em>&#8220;Empresa, pensando no amanhã&#8221;</em>, daria conta desta demanda.</p>
<p>Ah, a sua empresa realmente produz conteúdo? Ela tem um estagiário na área de marketing que levanta dados sobre o mercado todos os dias, faz <em>benchmark</em> de ações no exterior e teria tempo para alocar este conteúdo num site. É um bom motivo para querer ter um blog. Então vamos a outro ponto de nosso interesse: a sua empresa está preparada para ter um blog?</p>
<p>Quando um leitor decidir entrar em contato para reclamar sobre o produto/serviço, ele será ouvido ou ele será arquivado? E eu nem cogitei a hipótese do moderador simplesmente apagar o comentário e esquecer do caso, passando um relatório com um enorme carimbo &#8220;sem problemas!&#8221; para a sua chefia.</p>
<p><img src="http://img355.imageshack.us/img355/2975/64670201pz5.jpg" border="0" alt="ImageShack" /><br />
<em>&#8220;Gentlemen, we appreciate your concern.  Here at HBC the general goal is providing the highest and most thought-provoking entertainment. How great it is that we live in a country where an artist can express himself freely. That&#8217;s not only the American spirit, it&#8217;s the HBC spirit. Which allows us to make great family programs like Halo The Turtle, and of course, everyone&#8217;s favorite show, Cop Drama. We can&#8217;t thank you enough for bringing your concerns to our network, for it is you, the loyal HBC viewer, who makes this great network, and indeed, the great country that it is.&#8221;</em> - em português: balela. Esta cena é hilária e você pode assistir clicando <a href="http://www.southparkstudios.com/episodes/103944" target="_blank">aqui</a>, a partir de 12m55s.</p>
<p>O blog não vai salvar a sua lavoura. Se o seu produto faz feio contra os concorrentes, não é melhor pegar este investimento e realocá-lo para a Engenharia? O blog está ali justamente para propor opções de experiência com a marca. Se o consumidor tem uma experiência ruim com o produto, todos aqueles textos que o seu estagiário separou com tanto carinho não servirão para nada. E se isto é normal para os consumidores de quinta categoria que somos aqui neste país, por que abrir um canal para facilitar a vida do insatisfeito? Não é muito melhor esperar a ligação num SAC e enviar uns brindes a ele? Faz bem menos barulho que uma ação desastrosa na Internê&#8230;</p>
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		<title>Alternativa profissional (4): Rock Star</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Yassuda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<category><![CDATA[Música]]></category>

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<p>Seguimos firmes e fortes com esta saga que promete escancarar todas as opções profissionais idealizadas por jovens desiludidos com o atual mercado de trabalho. A alternativa de hoje já passou pela cabeça de toda e qualquer pessoa que viveu dos anos 70 para cá, seja por influência de grandes bandas, da cultura pop musical ou de toda a linguagem imposta pela MTV. Estou falando sobre ser um membro de uma banda de rock. Mas não qualquer membro: ser um <em>rock star</em>.</p>
<p><strong>Por que você quer ser um rock star?</strong></p>
<p>Artistas de grandes bandas de rock são famosos, coisa que já atrai quase qualquer pessoa. Em termos mais acadêmicos, já dizia Guy Debord em sua clássica obra <em><a href="http://64.233.169.104/search?q=cache:xjHudsM5sy8J:www.cisc.org.br/portal/biblioteca/socespetaculo.pdf+s+sociedade+do+espetaculo&#038;hl=pt-BR&#038;ct=clnk&#038;cd=4&#038;gl=br" target="_blank">A sociedade do espetáculo</a></em> que o modelo estabelecido do espetáculo supre uma série de deficiências de nossa sociedade e não poderia parar, garantindo assim, num grande ícone de sua obra, os 15 minutos de fama a que toda pessoa teria direito.</p>
<p>Mas se você não entendeu nada, você quer ser famoso porque acredita firmemente que a fama é sinônimo de dinheiro, reconhecimento, sexo diversificado, grandes festas, <em>glamour</em>. Não lhe parece com os seus ideais de publicidade antes de seu primeiro estágio na área? De qualquer forma, ser <em>rock star</em> é uma opção que lhe permitiria ter acesso a tudo isso sem uma imagem de politicamente correto que algumas classes artísticas são obrigadas a vender, sem necessariamente depender de um <em>flight</em> de superexposição seguida de um fim precoce da fama como um ex-BBB ou, no caso de uma comparação mais direta com a publicidade, sem a necessidade de penar por anos e anos nos porões das agências, onde o sol não brilha e a alimentação é composta por café durante o dia e pizza durante a madrugada.</p>
<p>Já entrando no mérito do rock, é uma escolha menos efêmera que ser membro de uma boy band; universal, diferente de ritmos que são fazem sucesso neste nosso país; não restritiva, já que há um monte de sub-nichos de roqueiros; e finalmente não lhe obriga a necessariamente ter talento com música, uma vez que um verdadeiro rock star pode se dar ao luxo de ser um <em>poser</em> em vez de efetivamente tocar ou cantar bem.</p>
<p><strong>Porém&#8230;</strong></p>
<p>A vida de um <em>rock star</em> de verdade nem sempre é longa. Alguns exemplos são considerados grandes ícones do rock: Elvis Presley, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Keith Moon, entre outros. Gente que se foi cedo, ainda que deixando uma bela e eterna obra.</p>
<p>Na verdade, esta vida de oba-oba, de grandes festas, drogas e sexo ilimitados não foi feita para qualquer ser humano. Se existe um Keith Richards que agüenta o tranco até hoje, existem diversos pés-na-cova como a Amy Winehouse.</p>
<p>Tem uma outra coisa que pode acabar com a carreira de um <em>rock star</em>: o fato de que a cada dois anos, é necessário lançar um álbum novo. E lançamento de álbum é uma coisa que exige um trabalho sério e dedicado. E se o álbum não agradar, é mais fácila banda naufragar de vez do que acertar no próximo lançamento. Aí começa uma carreira de ex-<em>rock star</em> ou de <em>rock star wannabe</em>, que é bem parecida com a anterior, mas com menos <em>glamour</em>.</p>
<p>Mas supondo que você faça um relativo sucesso, existem as turnês. As turnês servem para que você visite um monte de lugares diferentes em pouco tempo, faça os shows e conviva durante meses apenas com os membros de banda e staff, o que pode ser um inferno. Um conflito incessante de egos que com certeza não acaba bem. Você conhece alguma banda com mais de 10 anos com formação original? E se ela realmente completou mais de 10 anos, quantos períodos de pausa de pelo menos 2 anos já houveram?</p>
<p>E finalmente, ser o <em>rock star</em> é algo que provavelmente não acontecerá com você. Em tempos de <em>Long Tail</em>, é melhor você se conformar em agradar uma parcela pequena de gente, suficiente para encher um barzinho na Vila Madalena. E olha que já será muito! Num parelelo com a ingrata publicidade, seria como abrir mão de querer ser o dono da WPP e se orgulhar de ter a sua própria agência de porte médio, com umas contas até que bacanas e vivendo em harmonia com as outras agências do mercado.</p>
<p>E eu nem entrei no mérito de saber efetivamente tocar um instrumento, cantar ou compor. Existem pessoas que sabem fazer isso e elas são contratáveis, fique tranqüilo. Preocupe-se com a pose, seja ela punk, metal, estilo boy band que tanto agrada o público feminino, cult, indie, grunge, etc. <em>Rock´n Roll, baby!</em></p>
<p><em>Acompanhe todas da série Alternativa profissional <a href="http://yassuda.org/blog/?s=%22alternativa+profissional%22" target="_blank">neste link</a>.</em></p>
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