Publicidade não é vanguarda

Escrito em 29/10/2008 | 10 comentários | Permalink

vanguarda

Há alguns anos, ocorreu no Brasil uma exposição do acervo da Tate Modern e eu fui dar uma olhada, afinal imaginei que demoraria um bocado de tempo para eu juntar algum troco para conhecer a galeria em Londres. Apesar de muitas obras interessantes, outra coisa me chamou a atenção:

A exposição foi dividida e orientada de maneira a se fazer uma espécie de viagem cronologicamente alinhada pelo acervo. Começava-se pelas obras mais antigas, do período pós-guerras e iam se andando pelas décadas seguintes: 1960, 1970, 1980 e 1990. Como aprendemos já na escola, o modernismo artístico, em suas variadas frentes de debates, promoveu um questionamento de todas as escolas de arte até então conhecidas e praticadas. O modernismo é conhecido por ser uma época em que tentou-se de tudo e muito pouco, à primeira vista, fazia sentido. É só lembrar de uma exposição mais recente aqui do Brasil, a do Marcel Duchamp, e pensar nas reações da classe artística quando ele resolveu expor um mictório velho.

De repente, todas as peças fascinantes que vimos sumiram e, entre um quadro nhé aqui e uma instalação mais nhé ali, chegava-se ao período entre 1980 e 1990. Não à toa, uma época conhecida como pós-moderna e que a arte entrou em xeque, como um todo, sem saber muito bem explicar desde então as suas funções ou transgressões. Lembro de me perguntar, ao olhar para uma fotografia de uma paisagem e ao ouvir do instrutor da exposição sobre uma idéia de releitura do clássico pressupondo uma nova tecnologia, “então transgredir foi voltar ao clássico?”

Mas o título deste post fala sobre publicidade. E publicidade não é arte, coisa que todos concordamos. É fato que a publicidade tampouco é vanguarda e sempre soube beber das mais variadas expressões visuais e literárias. Sobre a prática de beber de outras fontes, ensaiei certa vez para a revista iMasters, cujo texto pode ser encontrado neste link. No mesmo texto, falo sobre uma dita crise da publicidade, que já não consegue ser tão criativa porque se “o tamanho da criatividade é proporcional à obscuridade das fontes”, a obscuridade hoje já não existe mais, segundo o amigo Luiz Mastropietro.

E até agora só falamos sobre a forma. A verdadeira faceta da ensaiada crise publicitária deve ter mais relação com o conteúdo. E sob o olhar do conteúdo, eu concordo que a publicidade é uma indústria que se alimentou da escassez de informação e está se tornando uma voz destoante, para não dizer desnecessária como a citação, entre as diversas vozes que hoje colaborativamente nos informam. A publicidade teve como função inicial nos informar. Quando todo mundo já sabia da existência do seu produto e dos concorrentes, a publicidade passava a ter a função de informar os melhores atributos, tangíveis ou intangíveis. Quando todo mundo já conhece os atributos e defeitos de determinadas marcas, o discurso auto-elogioso cai. E eu gostaria de saber para onde vai a função publicitária, desta maneira.

Entenda que eu não sou um apocalíptico, pregando o fim de uma área ainda poderosa e rica. O que não posso deixar de notar é que a publicidade, tal qual a arte em sua crise, não passará impune e nem imune. Um ambiente isolado de criação utópica é Cannes, mas o dia-a-dia, a “arte” de se fazer publicidade convive com pessoas que informam e se informam ao mesmo tempo. Pessoas que querem não só sugerir como fazer melhor que o discurso predominante. O discurso publicitário jamais será analisado de maneira isolada ou cumpririá o seu papel persuasivo se na Internet, todos detonam o produto, e por isso não passará imune. E se o discurso for uma simulação mal-feita da realidade, tampouco passará impune, sendo facilmente execrado pela comunidade especialista.

Tal qual a arte que, em suas explicações já não muito convincentes, também não passou imune ou impune. O caso dos pichadores da Choque Cultural e da Bienal, por mais condenável que seja, trouxe à tona o questionamento de uma série de conceitos artísticos.

pichado

Se a saída é pressupor o consumidor inteligente, o diálogo e as relações entre comunicação empresarial e toda a forma espontânea de manifestação que envolva a marca, o target ou o segmento, que seja de forma íntegra. A área de Relações Públicas funciona assim, por exemplo. Com uma diferença gritante entre o que sai na mídia como reportagem sobre uma determinada campanha.

O bróder Coelho, que acabou de voltar ao Brasil após uma temporada européia, explicou-me sobre um dos jobs que ele executou na Jack Liberties, agência de guerrilha londrina. Disse ele que uma agência de RP pediu a operacionalização de uma ação de rua. A diferença foi que, no dia seguinte, a ação não ficou restrita aos Blue Buses e Meio&Mensagens de lá, e sim foi veiculada em quase todos os veículos, em editorias adequadas ao assunto abordado pela ação.

Será que perdemos tempo demais procurando big ideas do que mapeando áreas para pequenas e certeiras ações? A palestra do Russell Davies inspira. Eu me pergunto até quando vamos olhar para este mundo de novidades com este olhar publicitário oitentista, de já imaginar aquela imagem impactante, uma música chamativa e, se rolar, uma helvética, como numa grande cartilha.

Afinal, como eu já afirmei lá em cima, a publicidade não é vanguarda. Será que ela vai permanecer reciclando clássicos como forma de “transgredir” também?

categorias: Opinião, Publicidade

 

 

 

O menino do Photoshop

Escrito em 12/10/2008 | 9 comentários | Permalink

japas

Quando surge uma ferramenta, abençoados são aqueles que sabem utilizá-la. Quando um bocado de pessoas também aprende a utilizá-la, abençoado é aquele que diz para quê utilizá-la. É assim desde a Idade da Pedra Lascada e com certeza o mundo da computação não ficaria de fora. Mas este monte de linhas foi só para começar a contar sobre o Lauro, o cara que arrumaram para a criação da agência.

Ele era um daqueles garotos que gostava de desenhar. Alguém sem muito juízo, seja da família ou dos amigos, deve ter batido nas costas dele e dito “cara, você é criativo! Por que não faz Publicidade?”

Fez uma lista das coisas que deveria aprender durante o seu curso: reverenciar Argan, mexer no Photoshop, sexo (sim, era virgem o coitado) e fazer “sacadinhas” mais rápidas. Pelo grau de dificuldade um pouco maior dos outros tópicos, focou-se no Photoshop enquanto se perguntava por que tinha aulas de sociologia. Começou montando apresentações bonitas dos trabalhos escolares. Passou a “fazer a arte” dos anúncios fakes que os professores pediam. Virou um mito da montagem quando colocou o seu rosto num corpo esbelto que trepava com uma atriz pornô, que, claro, ganhou o rosto de algum colega que queria sacanear.

Logo no começo do segundo ano de faculdade, começou a trilhar a sua grande meta: big agency! Mas claro que ele tinha que começar de baixo. Pensava que por não ter pasta, nem QI corporativo e tampouco ser mulher e gostosa, não poderia entrar facilmente numa big one. Conseguiu uma chance num projeto de agência, estágio em criação. Ali trabalhavam ele, estagiário, e o chefe, que acumulava as funções de atendimento, mídia, planejamento, diretor de criação e CEO.

Ainda que ensaiasse algumas boas ideías, sua função era executar o que o cliente pediu. Recebia briefings como “eis aqui o catálogo. queremos uma versão online. você pode escanear tudo e montar um site?” e “um site simples, sem muita firula. O cliente apenas pediu para que o logo dele girasse”.

Mas a vida é uma caixnha de surpresas. Um dia, disse Lauro, seu chefe o flagrou escaneando sua carteirinha da faculdade, perguntando-lhe o porquê daquilo. Lauro explicou que um colega já formado precisava comprar meio ingresso para algum show da pesada e que daria dez reais a ele se conseguisse produzir uma carteirinha de estudante verossímil. Lauro ainda mostrou a versão final da maracutaia e depois confirmou o sucesso do trambique.

O chefe desta agência, a maior de todo o quarteirão daquele pacato bairro, viu ali uma mina de ouro. Num estranho mundo de enrolações perdidas e protocoladas em que os desvios de verba são irrisórios para uma profunda investigação, ter um menino que operasse pequenos “consertos” em documentos valia muito. Parou de trazer novos briefings e passou a trazer empresários dos conjuntos vizinhos. Um pedia alteração no RG do funcionário, que era menor, para que pudesse entrar em visitas técnicas. O outro pediu que alterasse uma nota de dívidas para figurar como não-devedor. Um, mais desesperado, pedia que alterasse a conta telefônica para que o número da amante desaparecesse. Por cada job, Lauro ganhou um extra em relação ao seu pequeno salário e o seu chefe ganhou importantes aliados.

Lauro realmente operava com maestria a arte de modificar documentos, mas se incomodava com os fins daquilo. Quando se cansou, parou de pegar freelas de colegas pedindo carteirinha de estudante e se afastou deste primeiro emprego. Começou a medir as conseqüências de descobrirem o esquema e já passava a competir com outros ferramentistas um pouco menos talentosos, mas mais baratos, em sua própria faculdade. Um fazia réplicas perfeitas de tíquetes do Bandejão. O outro fazia documentos da faculdade, rubricados, assinados e carimbados para os mais diferentes fins. Ainda indicou um deles para o seu lugar antes de oficializar a demissão da agenciazinha.

Penou em mais alguns trabalhos que pouca gente se sujeitaria até finalmente ter cara de pau de bater numa agência grande e pedir um emprego. Tornou-se um criativo bacana, daqueles que leram Argan e mais um monte de coisa, e queria rodar o mundo para ensinar a molecada que é necessário aprender a pensar antes de aprender a mexer no Photoshop (ou que pelo menos só aprender a mexer no programa não resolvia a vida de ninguém). Mesmo trilhando um caminho do bem, teve um último job como menino do Photoshop:

Fez uma montagem de uma garota da sala dele no corpo de uma dessas modelos da moda. Junto, mandou um cartão dizendo que era assim que ele a via. Não sei se é bem um exemplo ilustrativo de que Lauro aprendeu a pensar, mas uns dias depois, é fato, aprendeu a fazer sexo.

categorias: Comportamento, Corporativo, Crônicas, Publicidade

 

 

 

Alternativa profissional (7): jogador de futebol

Escrito em 10/09/2008 | 1 comentário | Permalink

futebol

Arthur Miró! Diga lá, menino, o que é que você quer ser quando crescer?
- Eu quero ser jogador de futebol. Jogador de futebol!
(Jorge Ben)

Eu não falaria do sonho do menino brasileiro de se tornar um futebolista famoso se não fosse um spam recebido ontem. Alguém que se anuncia como empresário de futebol enviou-me um convite para uma peneira, garantindo ter contatos em times da Europa e Oriente Médio. A melhor parte do e-mail foi chamar-me de “jovem jogador”. Em breve relato as minhas experiências lá na peneira junto com a criançada, mas enquanto isso, segue mais um post de nossa heróica saga sobre possibilidades de trabalho ao publicitário desiludido.

Por que você quer ser um jogador de futebol?

Razões não faltam para uma pessoa sonhar em viver do futebol. É o grande esporte da mídia, o grande espetáculo vendido a bilhões de pessoas no mundo. Lembram-se daquele papo sobre Rock Star? Então: o caso do jogador de futebol é todo este estrelismo elevado ao quadrado. Todo o desejo de glamour para a vida, de dinheiro e poder, incluindo pessoas dizendo que você é um grande herói. Quem não iria querer?

Fora isso, jogar futebol é uma atividade que é extremamente divertida. Quem não gosta de bater uma bolinha naquela reunião dos amigos, com direito a churrasco e cerveja? Imagine ganhar um troco com isso?

Porém…

Eu já falei sobre o papo do “dom” de ser criativo. Mas futebolisticamente falando, o jogador deve realmente ter algum dom, ou melhor, ter noção do que fazer com a bola considerando variáveis como distância do gol, velocidade da bola, força do zagueiro, posição do pé, possíveis buracos no gramado, em CNTP ou não (quando o jogo é em La Paz, por exemplo). Você pode chamar o Pelé para tentar lhe ensinar, mas acho pouco provável que simplesmente você desenvolva isso.

Mas não tem problema: assim como uma agência de publicidade tem vagas para quem não nasceu com o “dom” da criação, o time de futebol tem vagas para pessoas com habilidade duvidosa. O problema é que para cada cem atacantes que são vendidos para a Europa e conseguem um bom salário, deve surgir uns cinco volantes sob a mesma condição. A proporção de zagueiros bem sucedidos deve ser ainda menor.

Em todo caso, os salários até que atraem, mas muito antes dos 40 anos, você já não vai agüentar o tranco da profissão e pendurará as chuteiras. Aí, você tem duas opções: ou vira técnico/cartola/empresário e continua na “área”, algo que pode ser comparado a ser diretor de agência ou efetivamente dono de uma, únicos postos em publicidade onde se encontram profissionais com mais de 40 anos de idade; ou você se vira: uns viram jornalistas esportivos, outros viram donos de boteco (eita sonho persistente).

Além disso, já se foi o tempo do boleiro boêmio. Hoje em dia, o futebolista é um atleta em ótimo preparo físico. Um craque como o Sócrates, que não corria por mais de 10 minutos em campo, não teria vez no esquema de hoje no futebol. Você pode notar que jogar futebol é um mercado como qualquer outro: exige que você seja atleta, aprenda uma(s) nova(s) língua(s) dependendo dos times que fizerem a contratação, submeta-se à cobrança de técnico, diretoria e ainda torcida. Ah, sim, quando o salário chega, mais gente que apenas o Estado e o Sindicato abocanham o dinheiro conquistado com suor literal: agente, procurador 1, procurador 2, empresário 3… Coisa de louco.

Não dá saudades daqueles tempos em que o futebol era outro, quando se amarrava cachorro com lingüiça e você ainda sonhava com um troféu francês para premiar o seu trabalho?

Acompanhe todas da série Alternativa profissional neste link.

categorias: Comportamento, Corporativo, Futebol, Publicidade

 

 

 

E quem diria que uma das boas lições do BlogCamp seria dada por uma miguxa?

Escrito em 01/09/2008 | 14 comentários | Permalink

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Como eu disse no post anterior, aconteceu no último fim de semana o BlogCamp São Paulo, que contou com uma forte participação do público blogueiro, superlotando o Espaço Gafanhoto. O meu resumo do primeiro dia de evento é este: toda e qualquer discussão que valia a pena estava lotada, sem qualquer condição de abrigar-me. Espero ansioso apenas os posts sobre a discussão que colocou frente a frente os discursos de três agências que lidam com Social Media de maneiras distintas, cujos interlocutores foram Wagner Fontoura, Wagner Martins e Guilherme Valadares.

No domingo, o número de pessoas diminuiu, o que possibilitou rodas menores, mas de discussão igualmente intensa. Sugeri, em tom jocoso, é verdade, uma discussão sobre blogs miguxos, uma provocação a toda e qualquer roda de profissionalização dos blogs.

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Foto da desconferência miguxa. Valeu, Pedro.

E não é que a discussão engrenou? Antes mesmo que a discussão caísse para questões socio-culturais que possam explicar o dialeto escrito por estas gurias, discutimos um pouco do universo miguxo, quando a Alê Félix provocou: “vocês menosprezam as miguxas”.

O ponto dela era claro e interessa a quem quer entender ou propor melhores práticas de comunicação em qualquer contexto 2.0: a miguxa tem uma característica marcante em suas expressões na web, que marcam uma espécie de tribo. A linguagem estabelecida pelos garotos e garotas nesta fase da vida tem a cara da adolescência, da busca de identificação com um grupo, da busca por ícones, etc. Entretanto, olhar apenas para este aspecto não é olhar o pacote por dentro: não é porque a miguxa escreve de maneira peculiar que necessariamente ela seja uma pessoa que não leia, não estude e não tenha discernimento algum.

“O maior erro é taxar a miguxa de analfabeta”

A adolescência é uma fase. Depois de alguns anos, aquelas garotas idealistas de 15 anos tornam-se profissionais, consumidoras efetivas, quem sabe formadoras de opinião de seus grupos. Os motivos para cativá-las ainda na fase miguxa se devem a duas características fortes do grupo:

- Fidelidade: o público é cativo das redes que estabelece. Em outras palavras, ser cordial em uma publicação com este público pode lhe render leitoras muito fiéis. A miguxa é aquela que lê o seu blog de cabo a rabo, mesmo quando descobre o endereço no terceiro aniversário de site.

- Respeito: Tratá-las de igual para igual dá exemplo para meninas que buscam ícones de comportamento. A miguxa, quando cresce, mantém um profundo respeito por aqueles que a trataram com respeito em sua fase anterior. O português melhora, a fidelidade é mantida e você tem ao lado uma aliada tão capaz quanto qualquer pessoa.

Uma vez que a miguxa torna-se, então, um público interessante para direcionar a comunicação, principalmente quando temos em mãos um produto cujo target é ela, como é que se desce do pedestal do “eu trabalho com Social Media” para efetivamente dialogar com as meninas? Lembre-se que é um público que está interessado em histórias, não no evento ao qual o blogueiro foi convidado e em qual marca patrocinou o boca-livre. De repente, uma ação como aquela em que a Melissa contratou 4 usuárias do Fotolog para serem embaixadoras da marca no mundo da moda soa bem mais interessante do que as piadas de quem olhou com um certo desprezo para este público (eu me incluo neste grupo). E claro, para a miguxa, uma ação em que efetivamente a garota com quem ela convive torna-se a porta-voz de um assunto complexo explicado de maneira simplificada será infinitamente mais valiosa do que uma gracinha aleatória no YouTube.

Numa tacada só, o mundo miguxo dá uma aula de adequação ao público e de relacionamento com o target e sua fidelização para quem quiser ver um pouco mais de perto. Palavras óbvias no discurso, mas que andam passando longe da prática. Pela lição, eu digo: BrIgAdUuUuUuUu, MeNiNaXxXxXx!

categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Internet, Publicidade

 

 

 

Alternativa profissional (6): líder espiritual

Escrito em 25/08/2008 | 2 comentários | Permalink

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Eu confesso que hesitei por diversas vezes comentar sobre esta opção, mas numa rápida busca pelo Google, percebi que as questões mercadológicas da fé são estudadas e comentadas tranqüilamente pelos praticantes. Então lhes digo: tomai todos e lede, este é o post número 6 da saga sobre alternativas profissionais. Um post que considerará as práticas do líder espiritual.

Por que você quer ser um líder espiritual?

Estas pessoas são cercadas de carisma. Falar para muitos e, basicamente, ser ouvido e entendido (principalmente depois que o Vaticano desobrigou as missas em latim) faz parte do ego alimentado por qualquer publicitário, seja ele praticante ou desertor.

Além disso, você está pensando em dois caminhos: o primeiro pressupõe uma certa missão de levar a palavra divina. Independente de sua crença, evangelizar pessoas, na sua visão, é algo que se faz necessário. O outro caminho, no entanto, é para gente menos idealista e provavelmente com menos fé, como eu: dinheiro. Você pode acreditar que a fé move montanhas e, portanto, consegue mover algumas verdinhas para o seu lado também. Seja em qual caminho você está, é importante que você faça com que seus seguidores acreditem que você trilha o primeiro. Para quem já trabalhou em departamento de marketing e teve que vender sabão em pó como a coisa mais interessante do mundo, é um trabalho até que fácil.

Esta visão é bem retratada na minissérie da Globo intitulada Decadência, escrita por Dias Gomes, exibida em 1995: o personagem principal, vivido por Edson Celulari, é um pobre garoto que, ao passar em frente a uma igrejinha na hora das ofertas, quando alguns fiéis iam até o altar e colocam umas moedinhas num cesto, tem a brilhante idéia de transformar o cesto em caçambas e as moedinhas em notas altas.

Porém…

Primeiramente, é necessário escolher uma das religiões do mundo. Até existe uma onda de se criar novas crenças e seitas muito loucas, mas elas não acabam bem: se acontece nos Estados Unidos, acabam em suicídio coletivo, e se acontece no Brasil, acabam desmentidas num programa da Luciana Gimenez.

Sobram então as religiões existentes, que não são poucas. De cara, mulheres não tem vez. Em nenhuma das religiões existentes. Talvez em um ou outro resquício de crenças em feiticeiras. Em outras religiões, elas ocupam cargos menores. Acho que a única líder espiritual feminina que eu já vi na vida foi a Menina Pastora.

A escolha por religiões orientais faz com que a sua preparação para líder espiritual tenha que ser em locais afastados da maior parte da humanidade e com inúmeras provações durante a estada nestes templos. Se você se identificou com a alternativa de virar hippie, talvez você se encaixe nesta busca pelo nirvana. Talvez. Se a sua intenção for se tornar líder máximo destas religiões, esqueça: você deve ser, na verdade, a reencarnação de algum líder antigo para se candidatar a tal posto. É sério. A China, por exemplo, proibiu os monges budistas de reencarnarem sem autorização do governo. Imagine que o monge, antes de morrer, deveria dizer num guichê e protocolar em algumas vias que reencarnaria no Brasil e que seria você. Ficou difícil.

Então ficamos com as religiões ocidentais, que são três e que foram criadas pelo mesmo povo no Oriente Médio: os hebreus. O cristianismo, o judaísmo e o islamismo têm bases muito semelhantes, mas se separaram e criaram dogmas próprios durante a história da humanidade. Mas voltando às questões mercadológicas, o Brasil conta com uma série de práticas religiosas, mas a maioria esmagadora ainda se divide entre os católicos e os protestantes, ambas ramos do cristianismo. Você pode até ser um líder espiritual que acredita na Long Tail e optar pelas outras duas, mas foquemo-nos no maior número de fiéis em potencial deste país.

Tornar-se um líder católico envolve algo que eu não encararia: castidade. Do padre ao papa, ninguém pode fazer sexo. Pelo menos não abertamente.

No caso do protestantismo, existe algo que poderá atraí-lo: a livre interpretação da Bíblia. Isso acontece para o bem, quando o fiel pode interpretar o que o livro está querendo dizer, ou para o mal, quando alguém quer convencer que videogames, Rock’n Roll e roupas confortáveis são coisa do demônio e que a Bíblia pode provar. Ainda assim, trata-se de uma das escolhas mercadologicamente mais respeitadas, uma vez que provações e sacrifícios não são necessários. Na verdade, tudo o que é necessário, em alguns dos variados tipos de igreja evangélica, é um curso, que envolve noções de administração de empresas e teologia, e capital inicial para abrir a igreja, coisa que deverá ser estudada minuciosamente, incluindo ciências bem terrenas como demografia do local escolhido. Achei este texto que explica um pouco do crescimento dos templos e de como se dá a abertura de uma igreja.

Eis aqui mais uma opção profissional. Até a próxima e amém.

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Numa reunião de brainstorm

Escrito em 13/08/2008 | 6 comentários | Permalink

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Antes de mais nada, algo sobre o que é o brainstorm:

“A idéia do brainstorm foi desenvolvida nos anos 30 por Alex Faickney Osborne, o ‘O’ da BBDO, (…) e popularizada em um livro que ele escreveu sobre o assunto, chamado Applied Imagination. Osborne acreditava que quando se está criando idéias, quantidade faz surgir qualidade - que se você conseguir gerar idéias suficientes, em algum lugar no meio de toda a porcaria tem ouro em pó.” Richard Huntington, em texto intitulado The brainstorm - a trojan horse of mediocrity, disponibilizado em português há muito tempo pelo Estalo.

Não me considerem um pessimista, mas é fato que o que se vê por aí é desesperador. Numa metáfora que o Merigo utiliza, reunião de brainstorm, em diversas oportunidades, é como uma bola alçada na área, com todo mundo se jogando de peixinho, ou para marcar um gol, ou para cavar um pênalti. Pior: a prática de todo mundo se jogar na área é incentivada. Não nego que um brainstorm pode render idéias. O problema é quando toda reunião em que você está vira uma reunião dessas. Imagine um monte de Ronaldinhos se jogando na área para aprovar orçamento, plano de mídia, apresentação para cliente, metas do marketing, etc.

Conto algumas dessas deliciosas histórias. Algumas aconteceram comigo, outras com amigos. Ou talvez não e todas sejam obra de ficção (de preferência ficção científica) e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

A primeira delas é recente. O script é padrão: representante do cliente liga para a agência, querendo marcar reunião para apresentar um briefing e aguardar uma proposta. O atendimento colhe algumas primeiras informações e chega à sede da corporação na hora marcada. Entra então em uma sala com os diretores, supervisores e gerentes. Só cacique. Passada meia-hora, contada em xícaras de café vazias em cima da mesa, o atendimento conclui que não sairá da sala com um briefing, afinal o departamento de marketing ali presente sabia que as metas de venda aumentaram, mas não sabiam muito bem o que pedir para a agência. Não prepararam nenhum papel, nem apresentação. Nada. A deixa do cliente para o atendimento foi “o que você acha que nós devemos fazer?”

A partir de então, começou um brainstorm de análises de ameaças e possibilidades, de posicionamento do produto, etc. Tanto cacique para tão pouca informação previamente definida. Um monte de gente se jogando na área: “e se adotássemos uma linha mais cool, visando os jovens?”, “e se adotássemos uma linha tradicional para atingir os tradicionalistas?”, “podemos determinar o target como 18-50 anos, classe ABC, ambos os sexos?”, e por aí vai. Deve ser culpa da colaboratividade que a web pressupõe hoje. Aí todo mundo quer que o resto colabore num trabalho cujo único responsável não tem ânimo ou competência para executar.

Uma outra reunião genial aconteceu há mais tempo. Após inúmeras outras em que se definiram as linhas criativas da campanha, cada uma das agências foi para a sua “casa” planejar as ações que lhe cabiam. No caso, eram as agências de ATL e BTL, numa separação menos modernete. Os senhores da agência BTL pegaram as linhas criativas propostas e desenvolveram as ações.

Quando se reuniram novamente, a agência de ATL tinha exatamente nada, mas quem é que quer perder a verba de mídia? Então, ficou acordado que se uma agência não conseguiu entregar seu plano, era melhor refazer a linha criativa e pensar em outras coisas, porque o que não prestava era a linha criativa, e não a agência em questão. O que era para ser uma reunião de apresentação de propostas tornou-se uma intensa pelada entre as equipes criativas e o representante do cliente. Já brincaram de “três dentro, três fora” na infância? Parecido.

Acredito que todos que trabalham na área (ahn, ahn? Sacou? Na área!) têm alguma história parecida. Aproveitem os comentários para me contar os lamentos e, caso estejam quase desistindo, aproveitem para ler um pouco da série de posts sobre outras práticas profissionais.

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Alternativa profissional (5): Funcionário público

Escrito em 07/08/2008 | 8 comentários | Permalink

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Continuando a nossa grande viagem por este vasto campo das alternativas profissionais, a profissão a ser comentada é o grande porto seguro do Brasil. Um “mercado” que cresce a cada ano e que chama grande atenção de todo mundo que anda trabalhando demais: o funcionalismo público.

Por que você quer ser um funcionário público?

O seu negócio é ser índio, não cacique. Você reconhece que há gente demais querendo mandar no mundo, coisa que nunca passou pela sua cabeça. Tem até um pouco de relação com a sua escolha pela faculdade de publicidade, quando você almejava ser, no máximo, diretor de área, ainda abaixo dos VPs e CEOs. E mesmo que almejasse ser dono de agência, seria sempre dependente de um cacique maior, o cliente. Que tal ter, então, o maior cacique do Brasil, inclusive para a publicidade (as contas publicitárias das instituições públicas, somadas, colocam os governos como os maiores anunciantes do Brasil), como chefe?

As vantagens são extremamente atrativas: salário inicial bom, estabilidade no cargo (se não sobe, pelo menos não desce jamais), todas as nuances das leis trabalhistas bem respeitadas, poder abrir um processo judicial contra o empregador sem que isto lhe custe a saída de todo o mercado, horário fixo, hora-extra registrada e paga, e por aí vai.

Porém…

Se o funcionalismo público funciona de maneira diferente do mercado, saiba que um verdadeiro mercado se consolidou para levar as pessoas aos cargos almejados: uma indústria de concursos.

É uma matemática até simples: o número de formados em cada universidade de esquina no curso de Direito, elevado ao talento natural das pessoas para ser índio comum. Então subtrai-se o número de aprovados na OAB e obtem-se um número-base de pessoas que estão aptas a duas coisas: mercado informal ou concurso público. As claras vantagens do funcionalismo público fazem de você apenas mais um a concorrer por uma ou outra vaga que abre. E estamos falando das vagas para pessoas com curso superior. Existem também as vagas para pessoas com Ensino Médio Completo, aptas a mais e mais brasileiros.

Todos eles lotarão as salas dos cursinhos, comprarão jornais específicos. Decorarão a Constituição e as citações de algum guru da auto-ajuda. Por uma vaga, você terá que passar por isso.

Passada essa fase, você entrou em seu primeiro cargo. Certo. Se não gostar muito do que faz ou das pessoas que lhe passam tarefas, você pode até optar por fazer corpo mole, mas fará aquilo ou conviverá com estas pessoas por anos e anos. Mas supondo que você goste, não poderá se empolgar muito, porque empolgação não é muito bem vista e uma promoção depende mais do seu tempo de casa, cursos extra-curriculares e resultados em provas internas do que propriamente ser o funcionário mais eficiente. Pode não soar justo, mas num mundo ideal, desprezando-se motivação, talento e eficiência como os exercícios de Física do seu concurso desprezavam o atrito, faz todo o sentido.

Em suma, serão anos com algumas emoções: a cada quatro anos, acontece uma movimentação da alta diretoria das instituições, devido às eleições e possíveis interesses partidários em mudanças. Mudam os caciques, mas o índio continua índio. E um amigo seu da Petrobrás não poderá lhe indicar por lá porque, mesmo que você já tenha passado num concurso da Caixa Econômica Federal, é necessário prestar um novo concurso. Seria como prestar um vestibular toda vez que alguma agência lhe oferecesse um cargo novo.

E eu nem comecei a falar em maracutaias e negociatas. Mas vamos manter o papo no mundo ideal, desprezando politicagens, desvio de verbas públicas, esquemas e atrito, com G = 9,8 m/s². Também não vale nesta suposição que se admita a existência de um funcionário-fantasma, este sonho louco de ganhar dinheiro sem esforço, típico dos spams e dos e-mails pedindo dicas de monetização de blogs…

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Repita 47 vezes: sou uma diva!

Escrito em 04/08/2008 | 3 comentários | Permalink

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Eu realmente não tenho nada, absolutamente nada contra aqueles que preferem continuar sendo chamados de blogueiros, mas uma vez que descartei o rótulo, é bom reafirmar. O que eu tenho contra certos tipos de pensamento é uma espécie de miopia coletiva que é repetida ao melhor estilo “meme” e acaba por se transformar em verdades completamente absurdas. Não haveria problemas se essa história de blogs continuasse a ser um passatempo juvenil, mas já que com dinheiro de empresa todo mundo quer brincar, a fantasia terá que ser deixada de lado.

A fantasia é mais ou menos assim: você não é uma diva, mas acha que é. E precisa ficar olhando para o espelho e repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.

Os blogs são importantes? Sim. São a coisa mais importante do mundo? Jamais. Pense nisso. O que rege a ferramenta é o seu conteúdo. O blog foi só a forma que você encontrou de colocar conteúdo na Internet. É muito diferente de traçar a idéia de um blog sem pensar no que se vai colocar nele.

Assim como blogs não substituirão mídia alguma. Sempre haverá espaço para a mídia tradicional, ainda que ela tenha que se reinventar. E é importante, não só para o blogueiro, mas para qualquer pessoa, que não se admita dois pesos e duas medidas num julgamento: a imprensa não presta quando escorrega no quiabo com a dita blogosfera, mas todo mundo adora ganhar uma menção num jornal. De preferência no impresso, que tem grande circulação e você pode mostrar para a família.

Quanto às métricas, um caminho obscuro a ser percorrido na Internet como um todo, resta aos blogueiros se agarrarem naquelas que lhe parecem interessantes. Tal qual a Globo com o Ibope, o blogueiro casa com a lista de blogs mais populares que lhe posicionar melhor, não importando muito se as métricas são questionáveis. É óbvio que eu não estou desmerecendo quem sempre aparece no topo da lista, mas por que é que nunca apareceram blogs da Globolog? O Tiago Dória aborda o tema de maneira mais específica neste post.

O problema é que quando a métrica utilizada é questionável e na verdade não interessa, ela é sumariamente descartada. Imagine se eu lhe contar que este blog é o preferido por 100% da família Yassuda. Isso importa a alguém? Pouco provável. E uma lista de 200 blogs retirados de uma lista de 200 blogs cadastrados em um sistema e apenas reordenados conforme uma equação? Esta sim é importante? Apenas para o blogueiro que ali aparecer, provavelmente. Se eu utilizasse a mesma métrica numa pesquisa acadêmica, eu seria rechaçado.

Finalmente, vamos aos eventos. Sabe qual a diferença entre um evento com artistas e um com blogueiros? Quando acontece um evento com artistas, a imprensa especializada aparece para cobrir e aquilo vira notícia (tudo bem, de importância questionável) espontaneamente (também questionável). Um evento com blogueiros parece virar notícia porque os convidados, na verdade, são aquelas pessoas que irão escrever sobre o assunto. Ou seja: se eu chamar umas 100 pessoas que escrevem em blogs e no Twitter, eu terei um evento reportado em 100 blogs e parecerá que não se fala em outra coisa. Ou então se cria uma intriga com, vejamos, a imprensa. Aí temos uma notícia espontânea (e você não irá questionar?).

Mas ok. Como eu disse lá no começo do texto, os blogs são importantes. E dialogar com eles também é. Mas se a força, na verdade, está no volume da dita blogosfera do que em um ou outro blog, por que, de repente, passar a tratar um ou outro como estrela? Um irá receber um convite especial para o evento e o outro terá que ligar para pedir a credencial, sendo que ambos fazem parte do plano?

Não sei. Parece-me que há algo de podre no reino da Dinamarca. E não é só com a intenção vil de certas empresas em ganhar algum troco com blogueiros. Mas se tudo lhe parece bem, é só continuar repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.

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Blogs corporativos: por que a sua empresa não precisa de um?

Escrito em 01/08/2008 | 4 comentários | Permalink

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É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação explicam por que uma empresa precisa de um, eu lhe pergunto: a sua empresa realmente precisa de um blog?

Claro, todos querem que a sua empresa seja achada. Todos querem comunicar sobre os diferenciais de marca. Mas aí é que está: você realmente precisa de um blog para isso? Blog é apenas uma ferramenta. Se você não tiver conteúdo para ele, não vale mais a pena pensar num site em Flash, bonito e encantador?

Mas tudo bem. Supondo que você acredite que a sua empresa tenha algo realmente relevante para falar, como os super-diferenciais de sustentabilidade e responsabilidade social, você pensa em montar um blog? Não seria melhor um site com seções fixas? Uma só seção chamada, vejamos, “Empresa, pensando no amanhã”, daria conta desta demanda.

Ah, a sua empresa realmente produz conteúdo? Ela tem um estagiário na área de marketing que levanta dados sobre o mercado todos os dias, faz benchmark de ações no exterior e teria tempo para alocar este conteúdo num site. É um bom motivo para querer ter um blog. Então vamos a outro ponto de nosso interesse: a sua empresa está preparada para ter um blog?

Quando um leitor decidir entrar em contato para reclamar sobre o produto/serviço, ele será ouvido ou ele será arquivado? E eu nem cogitei a hipótese do moderador simplesmente apagar o comentário e esquecer do caso, passando um relatório com um enorme carimbo “sem problemas!” para a sua chefia.

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“Gentlemen, we appreciate your concern. Here at HBC the general goal is providing the highest and most thought-provoking entertainment. How great it is that we live in a country where an artist can express himself freely. That’s not only the American spirit, it’s the HBC spirit. Which allows us to make great family programs like Halo The Turtle, and of course, everyone’s favorite show, Cop Drama. We can’t thank you enough for bringing your concerns to our network, for it is you, the loyal HBC viewer, who makes this great network, and indeed, the great country that it is.” - em português: balela. Esta cena é hilária e você pode assistir clicando aqui, a partir de 12m55s.

O blog não vai salvar a sua lavoura. Se o seu produto faz feio contra os concorrentes, não é melhor pegar este investimento e realocá-lo para a Engenharia? O blog está ali justamente para propor opções de experiência com a marca. Se o consumidor tem uma experiência ruim com o produto, todos aqueles textos que o seu estagiário separou com tanto carinho não servirão para nada. E se isto é normal para os consumidores de quinta categoria que somos aqui neste país, por que abrir um canal para facilitar a vida do insatisfeito? Não é muito melhor esperar a ligação num SAC e enviar uns brindes a ele? Faz bem menos barulho que uma ação desastrosa na Internê…

categorias: Internet, Opinião, Publicidade

 

 

 

Alternativa profissional (4): Rock Star

Escrito em 23/07/2008 | 2 comentários | Permalink

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Seguimos firmes e fortes com esta saga que promete escancarar todas as opções profissionais idealizadas por jovens desiludidos com o atual mercado de trabalho. A alternativa de hoje já passou pela cabeça de toda e qualquer pessoa que viveu dos anos 70 para cá, seja por influência de grandes bandas, da cultura pop musical ou de toda a linguagem imposta pela MTV. Estou falando sobre ser um membro de uma banda de rock. Mas não qualquer membro: ser um rock star.

Por que você quer ser um rock star?

Artistas de grandes bandas de rock são famosos, coisa que já atrai quase qualquer pessoa. Em termos mais acadêmicos, já dizia Guy Debord em sua clássica obra A sociedade do espetáculo que o modelo estabelecido do espetáculo supre uma série de deficiências de nossa sociedade e não poderia parar, garantindo assim, num grande ícone de sua obra, os 15 minutos de fama a que toda pessoa teria direito.

Mas se você não entendeu nada, você quer ser famoso porque acredita firmemente que a fama é sinônimo de dinheiro, reconhecimento, sexo diversificado, grandes festas, glamour. Não lhe parece com os seus ideais de publicidade antes de seu primeiro estágio na área? De qualquer forma, ser rock star é uma opção que lhe permitiria ter acesso a tudo isso sem uma imagem de politicamente correto que algumas classes artísticas são obrigadas a vender, sem necessariamente depender de um flight de superexposição seguida de um fim precoce da fama como um ex-BBB ou, no caso de uma comparação mais direta com a publicidade, sem a necessidade de penar por anos e anos nos porões das agências, onde o sol não brilha e a alimentação é composta por café durante o dia e pizza durante a madrugada.

Já entrando no mérito do rock, é uma escolha menos efêmera que ser membro de uma boy band; universal, diferente de ritmos que são fazem sucesso neste nosso país; não restritiva, já que há um monte de sub-nichos de roqueiros; e finalmente não lhe obriga a necessariamente ter talento com música, uma vez que um verdadeiro rock star pode se dar ao luxo de ser um poser em vez de efetivamente tocar ou cantar bem.

Porém…

A vida de um rock star de verdade nem sempre é longa. Alguns exemplos são considerados grandes ícones do rock: Elvis Presley, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Keith Moon, entre outros. Gente que se foi cedo, ainda que deixando uma bela e eterna obra.

Na verdade, esta vida de oba-oba, de grandes festas, drogas e sexo ilimitados não foi feita para qualquer ser humano. Se existe um Keith Richards que agüenta o tranco até hoje, existem diversos pés-na-cova como a Amy Winehouse.

Tem uma outra coisa que pode acabar com a carreira de um rock star: o fato de que a cada dois anos, é necessário lançar um álbum novo. E lançamento de álbum é uma coisa que exige um trabalho sério e dedicado. E se o álbum não agradar, é mais fácila banda naufragar de vez do que acertar no próximo lançamento. Aí começa uma carreira de ex-rock star ou de rock star wannabe, que é bem parecida com a anterior, mas com menos glamour.

Mas supondo que você faça um relativo sucesso, existem as turnês. As turnês servem para que você visite um monte de lugares diferentes em pouco tempo, faça os shows e conviva durante meses apenas com os membros de banda e staff, o que pode ser um inferno. Um conflito incessante de egos que com certeza não acaba bem. Você conhece alguma banda com mais de 10 anos com formação original? E se ela realmente completou mais de 10 anos, quantos períodos de pausa de pelo menos 2 anos já houveram?

E finalmente, ser o rock star é algo que provavelmente não acontecerá com você. Em tempos de Long Tail, é melhor você se conformar em agradar uma parcela pequena de gente, suficiente para encher um barzinho na Vila Madalena. E olha que já será muito! Num parelelo com a ingrata publicidade, seria como abrir mão de querer ser o dono da WPP e se orgulhar de ter a sua própria agência de porte médio, com umas contas até que bacanas e vivendo em harmonia com as outras agências do mercado.

E eu nem entrei no mérito de saber efetivamente tocar um instrumento, cantar ou compor. Existem pessoas que sabem fazer isso e elas são contratáveis, fique tranqüilo. Preocupe-se com a pose, seja ela punk, metal, estilo boy band que tanto agrada o público feminino, cult, indie, grunge, etc. Rock´n Roll, baby!

Acompanhe todas da série Alternativa profissional neste link.

categorias: Comportamento, Corporativo, Música, Publicidade

 

 

 

Alternativa profissional (3): hippie ou artesão-e-vendedor-de-rua

Escrito em 21/07/2008 | 2 comentários | Permalink

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Duvido que você nunca tenha sido abordado, enquanto estava com alguns amigos no bar ou andando pela Av. Paulista, por algum vendedor hippie de pulseiras, colares e anéis. Estes vendedores, que se auto-denominam artistas, oferecem produtos artesanais feitos de arame, conchas, fios telefônicos e afins. E constituem, a partir de agora, a terceira alternativa profissional proposta por este blog.

Por que você quer ser um hippie?

Às vezes, você não tem uma sensação de que os anos 70 não acabaram para algumas pessoas? Só para exemplificar, eu me lembro de diversas discussões acadêmicas de boteco em que se admitia uma alternativa socialista para o mundo sem levar em conta que não existe mais uma União Soviética. Os hippies estão perdidos nesta grande alucinação coletiva, sendo uma alternativa viável aos nostálgicos.

Além disso, você pode considerar uma alternativa hippie mais, digamos, nova. O movimento teve uma releitura nos anos 90 e virou o que chamamos de hippie-chic. Lembra-se daquela novela em que a Sandy interpretava uma hippie que tomava banho todos os dias, vivia em uma casa grande e fazia arte apenas com seda chinesa e pedras preciosas? Pois é. A verdade é que esta releitura do que é ser hippie tirou de cena a lama de Woodstock, a maconha ou o sexo livre e mesclou alguns sonhos materiais, coisa típica das incorporações ideológicas do capetalismo.

Estou divagando demais. A pergunta era “por que você quer ser um hippie?”. Pois então. Ser hippie é isso aí: poder divagar, viver sem pragmatismos, apenas executando a sua “arte”, vendendo pulseirinhas para sobrevivência (leia-se comprar cerveja e/ou maconha), viajando sem rumo por este Brasilzão de Deus, incluindo em muitas vezes roteiros sul-americanos.

Porém…

O primeiro obstáculo é aprender a fazer pulseirinhas. Até que não é difícil. Eu mesmo, quando era criança, aprendi a fazer umas pulseirinhas utilizando pedaços de fio de telefone (eram bem maleáveis e coloridos) que a Telesp deixava perto daquelas caixas de distribuição na rua. Mas é como fazer publicidade, saca? Aprender a desenhar envolve uma técnica e tem toda a questão de ter repertório, mas é mais fácil acreditar em dom. E quando você desenha bem e, portanto, tem um dom, as pessoas acham que você é criativo (outro dom) e lhe aconselham a fazer um curso de publicidade. Então vamos supor neste primeiro ponto que o obstáculo, na verdade, é ter o dom para ser um artista hippie.

Outra coisa interessante é que virar hippie também envolve trabalho em equipe (já reparou que os hippies sempre andam em dupla?). Bem ou mal, você continuará operando com outros valores corporativos, ainda que a meta estabelecida agora seja um número X de cervejas ou o suficiente para pagar um albergue em São Tomé das Letras ao invés de porcentagem de crescimento.

As viagens realmente são um ponto forte para se escolher pela vida hippie. As melhores praias são sempre descobertas por eles e aí seguem duas linhas: ou tornam-se pontos cults e depois populares, ou são exploradas por gente muito rica, que cerca a praia com um muro e expulsa os hippies de lá.

Como obstáculo final, vem uma aflição real de um “maluco”. Certa vez, quando fui abordado por um vendedor no boteco, chamei-o para uma conversa tranqüila, enquanto ele fazia um brinco para uma das meninas da mesa. Ele estava me contando do filho dele, que, é claro, morava com a mãe e com a avó. Sua fala foi interessantíssima:

“Sabe o que eu queria? Que o meu filho se orgulhasse, saca? Que conhecesse o que é ser maluco e levasse em conta que é uma opção de vida. Por isso, eu levo ele para viajar e tal. Quero que ele chegue na escolinha dele daqui uns anos e, enquanto os amigos se orgulham que os pais são pedreiros ou funcionários públicos, meu filho chegue e diga ‘meu pai é maluco e me leva para umas viagens muito loucas! Já conheci o Brasil todo!’. Ia ser muito legal.”

Tal qual a opção de ser ator pornô, ser hippie também não é uma opção abertamente aceita pela sociedade, guardadas as suas devidas proporções. O problema é que, no caso do hippie, as cifras são menores. E enquanto ser ex-ator-pornô é até uma história bonita de vida para ser contada num programa da Luciana Gimenez, ser ex-hippie é apenas trair o movimento, véio.

Em todo caso, se você você quer uma opção que contemple uma saída não só do mercado, mas também do padrão estabelecido pela sociedade, está aí mais uma alternativa profissional.

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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade

 

 

 

Alternativa profissional (2): ator pornô

Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

boogie

Continuando a saga iniciada no último post, vamos desbravar uma outra atividade profissional intimamente ligada ao alugar um pedaço do que é seu para a exploração de uma indústria. Caso você não obtenha grandes feitos virando um blogueiro de aluguel ou uma putinha do mercado publicitário, vamos à segunda alternativa profissional da série: tornar-se um ator pornô.

Por que você quer virar um ator pornô?

A resposta é óbvia: você adora sexo! E quem não gosta? Virar ator pornô é, na sua concepção, passar a ganhar dinheiro com a coisa que mais lhe dá prazer, sem nenhum compromisso emocional, atuando ao lado de um monte de atrizes gostosas. A única exigência será manter o corpo sempre em forma, a não ser que você prefira ser escalado em filmes de gosto menos ortodoxo, como sexo com gordos, anões, travestis, coprofagia, etc.

Outra coisa importante: é fato que uma série de atrizes pornôs eram também prostitutas. Porém, pelas últimas entrevistas das moças, a indústria do cinema adulto anda pagando muito bem, permitindo a estes atores que eles vivam exclusivamente de seus filmes. Esqueça os bicos, freelas de madrugada, consultorias mambembes e afins.

Porém…

Nem tudo são flores para alguém que vive de sexo. Primeiro porque a sociedade não aceita muito bem a profissão. Não que você mantenha uma vida social muito saudável trabalhando com publicidade, mas como ator pornô, você vai preferir continuar dizendo que trabalha em agências para os seus parentes e amigos. Até que um tio ou amigo tarado lhe descubra numa madrugada mais solitária e a fofoca se espalhe.

Outro ponto negativo é a própria filmagem. Creio que todos gostam de sexo e alguns até alimentam fantasias com voyeurs. Mas lembre-se que num set de filmagem tem diretor, câmera, cabo-man, assistente de fotografia, assistente de direção, assistente de filmagem, maquiador, entre outros profissionais que poderão interromper a sua performance se algo não estiver adequado. Para que a câmera capte os melhores ângulos, é necessário ter algumas noções de contorcionismo, o que não tem necessariamente muita relação com testar as posições do Kama Sutra. A Leila Lopes, nova estrela do segmento, afirmou em entrevistas que as veteranas de mercado lhe deram dicas sobre analgésicos ótimos para o consumo pré-cena.

Por fim, faço ressalvas sobre o que você terá que encarar em seu começo de carreira. Filmar com as rainhas devassas de seus sonhos adolescentes é para atores mais avançados na indústria, então é bom se preparar para começar a carreira em filmes de gosto duvidoso e atrizes não-tão-bem-delineadas. Se parar por aí, ótimo. Duro é se você for escalado para filmar com pessoas e opções/acessórios que nunca fariam parte de seu repertório sexual. E não tem chance para deixar o tesão cair! Provavelmente, será um início de carreira movido a Viagra (ou seus concorrentes Levitra e Cialis). Ou como se diz no popular, uma fase para você enrolar a bandeira do Brasil na cara e fazer por amor à pátria.

São algumas coisas a se considerar quando você pensar em trocar sua carreira de punhetas criativas por uma carreira de sexo por dinheiro.

Por último, gostaria de agradecer aos comentários e dizer que estou considerando textos sobre as opções sugeridas. Valeu pessoal e até a próxima!

Acompanhe todas os posts da série Alternativa profissional neste link.

categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade, Textos aleatórios

 

 

 

Alternativa profissional (1): abrir um boteco

Escrito em 16/07/2008 | 8 comentários | Permalink

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Começa agora no blog uma série de posts (não necessariamente seqüenciais) sobre algumas alternativas para você que já pensa em desistir de seu mercado corporativo. Creio que, por este blog atrair alguns publicitários de variados escalões e agências, esta série tem tudo para ser comentada e até posta em prática por muito mancebos desiludidos.

A primeira alternativa profissional apresentada é o sonho de aposentadoria para algumas pessoas. Mas aqui, abordaremos que sair do mercado para abrir um boteco pode ser uma prática deveras pesada. Como a publicidade, ter um boteco pode inspirar algum glamour, mas a maior parte do tempo você terá de conviver com trabalho repetitivo, privado dos prazeres e agüentando papinho de gente bêbada.

Por que você quer ter um boteco?

Primeiro, porque você adora beber. É. E quando bebia, achou que poderia, como naquele brilhante texto do Antônio Prata, resolver quinhentos anos de história com um tapinha nas costas do dono do boteco, ou ainda do garçom. Viu que ele lhe foi simpático (afinal, não é todo dia que um zé deixa uma nota de R$ 50 achando que tinha pago apenas R$ 5) e achou que estar do outro lado do balcão era tudo o que você queria: bebida à vontade e gente feliz como você ao seu lado, o dia todo.

Porém…

Abrir um boteco não é tão simples assim, meu caro. Primeiro, tem que arrumar um local e se ver em dia com prefeitura (habite-se). Aí entra o investimento inicial no imóvel, estoque, pessoal, infra-estrutura, etc. Por pior que seja o seu boteco, pelo menos uma chapa para fritar toucinho e uma geladeira tem que ter, não é mesmo?

Uma vez estabelecido, é importante controlar os estoques à risca. Por exemplo: uma garrafa de cachaça deve servir X doses, garantindo o lucro de X reais. Cada bêbado que lhe der um calote coloca em risco o seu lucro, portanto lembre-se de colocar um aviso bem simpático como “fiado, nem a c******” ou “cerveja grátis, só amanhã”. E o dono do boteco não é o ser simpático: para isto você tem os garçons, que provavelmente não farão a saideira de graça, atribuindo a culpa a você. É a função deles.

Tive um colega que realizou ainda na faculdade o sonho de abrir o boteco próprio. Quebrou em 3 meses. Erro clássico de qualquer negócio é não se estruturar e precisar de lucro logo no primeiro mês. Se você souber de algum negócio que gere retorno de 100% do dinheiro investido logo nos primeiros meses, me avise. Boteco e, defitivamente, publicidade, não são.

Com isso, se você quer abrir um boteco, segue uma lista de dicas: sim, pode ser bom, mas você precisa se estruturar financeiramente, psicologicamente (afinal, não poderá tocar na birita do estoque) e emocionalmente, para agüentar os pingaiadas. Terá que ser duro com eles, como um segurança de balada ao constatar que você perdeu a comanda ou tem cara de maconheiro, mas doce ao servir a próxima dose. Em palavras mais esquerdistas, endurecer sem perder a ternura jamais! E não abra o boteco pensando no shortlist da premiação de petiscos da cidade, a Cannes dos botecos, e sim em atender bem o cliente e obter lucro.

E não perca os próximos capítulos!

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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade

 

 

 

Chegou a hora de lançar um media kit

Escrito em 14/07/2008 | 8 comentários | Permalink

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Os papos blogóricos sobre monetização até me inspiraram, mas um contrato como o feito entre Senado e portal da Paraíba, conforme os detalhes dados pelo Cardoso, foi o que realmente fez com que eu optasse por um media kit. E um media kit à altura dos futuros contratos entre empresas ou instituições públicas e websites em geral depois deste divisor de águas firmado entre Senado e Paraiba.com.br.

Fiz umas contas interessantes por aqui: o valor de R$ 48.000,00 faz o selo custar R$ 6,66 por pixel quadrado, mas este valor está aí apenas a título de curiosidade, por causa da piada fraca, porém pronta, do preço da besta. Nas contas de custo por mil usuais no mercado, que numa média ficam na casa de uns R$ 25,00, a promessa é de cerca de 2.000.000 impressões por mês pelo valor total pago. Claro, este meu blog é muito menor do que o portal contratado. Levaria 40 meses para eu oferecer este número de impressões.

Portanto, supondo que este valor pago ao portal é um valor correto de mercado, posso me basear nele para estabelecer o meu media kit e assim iniciar uma vitoriosa campanha de e-mail marketing a senadores e congressistas.

Se eu vou levar este tempo todo para atingir 2.000.000 de impressões, nada mais justo que uma campanha de banner 120×60 aqui no Blog do Yassuda custe 40 vezes menos, ou seja, R$ 1.200,00 mensais, com o tal do custo ilusório por pixel quadrado de R$ 0,17.

Segue então minha tabela de preços por tipo de banner:

Full Banner (468×60): R$ 4.773,60 por mês
Half Banner (234×60): R$ 2.386,80 por mês
Selo (120×60): R$ 1.200,00 por mês
Superbanner (728×90): R$ 11.138,40 por mês
Skyscraper (120×600): R$ 12.249,00 por mês

É mais ou menos o que os outros blogueiros cobram?

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A casa está abandonada

Escrito em 23/06/2008 | 2 comentários | Permalink

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Definitivamente a casa está abandonada. Depois de muitos dias sem um post sequer, este também não terá muita coisa. Na verdade, este post tentará falar um pouco de tudo o que eu deveria ter falado por aqui, mas que acabou sendo feito em links alheios. Se estiver com saco, saia clicando com gosto:

- No começo do mês, fui convidado para um evento da Chevrolet, e o dia foi realmente agradável. O Jonny Ken fez um podcast sobre a campanha e o brand experience em que eu participo (nos minutos finais e ainda fazendo graça). E tem fotos minhas no Flickr.

- Aconteceu também o EBP no começo do mês. Acabei ficando pouco tempo por lá por causa do jogo do Corinthians, dia em que finalmente reunimos a patota toda do Vamos Subir Timão para umas cervejas durante a partida (no meu caso, refrigerante por causa de antibióticos). Valeu Rafael e Merigo! E também conseguimos uma camisa autografada pelo Dentinho que daremos numa promoção em breve!

- Quem reparou na sidebar viu que a “rede de blogs” tinha novidade: no dia 2, entrou no ar o Nos 90, blog dedicado ao revival da década de minha infância e puberdade. Agradeço ao pessoal que está comentando, à Juliana Garcia Sales por colaborar com o site e ao Inagaki por tê-lo linkado como blog da semana mesmo com o pouco conteúdo que ainda temos.

- Por último, tivemos o #NoV, organizado pelo @correioelegante em pleno dia dos namorados. Foi legal pelos twitteres que eu ainda não havia conhecido, como a @anarina e a @mellancia.

Espero que o próximo post tenha mais conteúdo. E que seja em breve.

categorias: Aleatoriosfera, Eventos, Publicidade, Sobre o blog

 

 

 

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