Alternativa profissional (4): Rock Star

Escrito em 23/07/2008 | 1 comentário | Permalink

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Seguimos firmes e fortes com esta saga que promete escancarar todas as opções profissionais idealizadas por jovens desiludidos com o atual mercado de trabalho. A alternativa de hoje já passou pela cabeça de toda e qualquer pessoa que viveu dos anos 70 para cá, seja por influência de grandes bandas, da cultura pop musical ou de toda a linguagem imposta pela MTV. Estou falando sobre ser um membro de uma banda de rock. Mas não qualquer membro: ser um rock star.

Por que você quer ser um rock star?

Artistas de grandes bandas de rock são famosos, coisa que já atrai quase qualquer pessoa. Em termos mais acadêmicos, já dizia Guy Debord em sua clássica obra A sociedade do espetáculo que o modelo estabelecido do espetáculo supre uma série de deficiências de nossa sociedade e não poderia parar, garantindo assim, num grande ícone de sua obra, os 15 minutos de fama a que toda pessoa teria direito.

Mas se você não entendeu nada, você quer ser famoso porque acredita firmemente que a fama é sinônimo de dinheiro, reconhecimento, sexo diversificado, grandes festas, glamour. Não lhe parece com os seus ideais de publicidade antes de seu primeiro estágio na área? De qualquer forma, ser rock star é uma opção que lhe permitiria ter acesso a tudo isso sem uma imagem de politicamente correto que algumas classes artísticas são obrigadas a vender, sem necessariamente depender de um flight de superexposição seguida de um fim precoce da fama como um ex-BBB ou, no caso de uma comparação mais direta com a publicidade, sem a necessidade de penar por anos e anos nos porões das agências, onde o sol não brilha e a alimentação é composta por café durante o dia e pizza durante a madrugada.

Já entrando no mérito do rock, é uma escolha menos efêmera que ser membro de uma boy band; universal, diferente de ritmos que são fazem sucesso neste nosso país; não restritiva, já que há um monte de sub-nichos de roqueiros; e finalmente não lhe obriga a necessariamente ter talento com música, uma vez que um verdadeiro rock star pode se dar ao luxo de ser um poser em vez de efetivamente tocar ou cantar bem.

Porém…

A vida de um rock star de verdade nem sempre é longa. Alguns exemplos são considerados grandes ícones do rock: Elvis Presley, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Keith Moon, entre outros. Gente que se foi cedo, ainda que deixando uma bela e eterna obra.

Na verdade, esta vida de oba-oba, de grandes festas, drogas e sexo ilimitados não foi feita para qualquer ser humano. Se existe um Keith Richards que agüenta o tranco até hoje, existem diversos pés-na-cova como a Amy Winehouse.

Tem uma outra coisa que pode acabar com a carreira de um rock star: o fato de que a cada dois anos, é necessário lançar um álbum novo. E lançamento de álbum é uma coisa que exige um trabalho sério e dedicado. E se o álbum não agradar, é mais fácila banda naufragar de vez do que acertar no próximo lançamento. Aí começa uma carreira de ex-rock star ou de rock star wannabe, que é bem parecida com a anterior, mas com menos glamour.

Mas supondo que você faça um relativo sucesso, existem as turnês. As turnês servem para que você visite um monte de lugares diferentes em pouco tempo, faça os shows e conviva durante meses apenas com os membros de banda e staff, o que pode ser um inferno. Um conflito incessante de egos que com certeza não acaba bem. Você conhece alguma banda com mais de 10 anos com formação original? E se ela realmente completou mais de 10 anos, quantos períodos de pausa de pelo menos 2 anos já houveram?

E finalmente, ser o rock star é algo que provavelmente não acontecerá com você. Em tempos de Long Tail, é melhor você se conformar em agradar uma parcela pequena de gente, suficiente para encher um barzinho na Vila Madalena. E olha que já será muito! Num parelelo com a ingrata publicidade, seria como abrir mão de querer ser o dono da WPP e se orgulhar de ter a sua própria agência de porte médio, com umas contas até que bacanas e vivendo em harmonia com as outras agências do mercado.

E eu nem entrei no mérito de saber efetivamente tocar um instrumento, cantar ou compor. Existem pessoas que sabem fazer isso e elas são contratáveis, fique tranqüilo. Preocupe-se com a pose, seja ela punk, metal, estilo boy band que tanto agrada o público feminino, cult, indie, grunge, etc. Rock´n Roll, baby!

Acompanhe todas da série Alternativa profissional neste link.

categorias: Comportamento, Corporativo, Música, Publicidade

 

 

 

Promoção “Só entre nós”

Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

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Promoção encerrada! Os vencedores foram Bárbara Franzin e Patrícia Moura. Obrigado a todos que participaram!

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categorias: Divulgação, Música

 

 

 

Salve Jorge

Escrito em 23/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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Hoje é dia de São Jorge. O santo guerreiro, da Capadócia, que matou o dragão. Lembrado por católicos, xavequeiros de balada (matar o dragão não é fácil) e, principalmente, pelos corintianos de plantão.

O aviso do dia veio via Inagaki e Rafael R, parceiro no Vamos Subir Timão. O Rafael, além disso, enviou este vídeo bacana do samba-enredo da Gaviões da Fiel a São Jorge. Vai, Corinthians!

E nesta semana, um de seus grandes devotos encerra a festa da Virada Cultural 2008. Jorge Ben, novamente em um show gratuito em São Paulo. Eu ali, como da outra vez. Quero fazer um post específico sobre a Virada, e aguardo ansiosamente a resposta da organização sobre uma credencial para assistir aos shows do evento e reportá-los mais confortavelmente. Deve vir um não bem grande, mas esperemos.

Feliz dia de São Jorge.

categorias: Cultura, Futebol, Música

 

 

 

Tim Maia Racional - Vol. 3

Escrito em 27/02/2008 | 3 comentários | Permalink

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Graças à dica do Sushi, tenho em mãos algumas MP3 que formariam o disco Tim Maia Racional - Vol. 3. Mas, peraí, o que é Tim Maia Racional?

São discos que dizem respeito à carreira do Tim Maia entre 1974 e 1976. Lançados sob o selo SeRoMa (do it yourself na veia), Racional Volumes 1 e 2 não fizeram muito sucesso na época. Tais discos eram uma espécie de cântico gospel da tal Cultura Racional.

Tim Maia teve contato com o livro Universo em Desencanto e se encantou com a parada que, segundo as suas letras, “não é religião, não é seita, não é doutrina, não é ciência, não é filosofia, não é espiritismo” (e provavelmente só é uma picaretagem charlatanista da braba). A partir de então, passou a recomendar a leitura a amigos. Ele tinha algumas trilhas gravadas para um novo álbum e, então, modificou as letras na hora de gravar os vocais para dar origem à obra.

Em 1976, desiludido com a Cultura Racional, Tim renegou os discos e tirou todas as cópias do mercado. Trata-se, então, de um vinil raríssimo, relançado recentemente em CD pela excelente qualidade musical. Uma das melhores fases musicais de Tim Maia e que vale a pena conhecer. “Ouça o disco, não leia o livro”.

Mas você está falando sobre um suposto Volume 3, não é?

Após escutar as supostas canções do Volume 3, procurei e achei uma notícia num blog do jornal A Tarde que fala sobre música e cultura (como ele não tem permalinks e o post foi feito em 6/11/2007, se vira para achar). Para resumir, estão pensando em lançar um novo volume - 3 - com 12 faixas encontradas recentemente e jamais lançadas. Vêm aí mais algumas canções para fazer a festa dos neo-hippies e cults de plantão. Pelo menos, Tim Maia agrada até a gente chata, como eu.

Uh, uh, uh, que beleza!

categorias: Música

 

 

 

São Luiz do Paraitinga deixará saudades

Escrito em 07/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Este é um daqueles posts com informações esparsas. Ainda estou em fase de recuperação deste bom carnaval. Deve ser melhor se eu passar a elencar o que quero falar em tópicos:

- Ah, sim! Muita música. São Luiz do Paraitinga mantém viva a cultura do carnaval de marchinhas. Lá, existe uma lei municipal que proíbe outros ritmos em praça pública. Se você pretende dar uma passada por lá no ano que vem, vale a pena conhecer a coletânea “De Bloco em Bloco”. As mais famosas marchinhas dos compositores locais e suas respectivas letras. É Maricota com a direita, com a canhota, Juca Teles, amora em flor, boca do povo são palavras de amor, barbosa, esta curva é perigosa, mete o pé neste bondão. Coisas que só fazem sentido para quem viveu um pouco deste carnaval.

- Apesar de manter-me num estado em que as sinapses ocorrem em intervalos mais longos, começo a me preparar para cobrir o Campus Party, que promete ser o maior evento nerd do ano. Haverá um post explicando melhor entre amanhã e domingo.

- E continua a promoção para o filme ‘Juno’. Serão cinco contemplados com um par de ingressos. E desta vez, todo o Brasil pode participar. Leia mais no post anterior.

categorias: Carnaval, Cultura, Eventos, Música

 

 

 

São Paulo, 454 anos

Escrito em 27/01/2008 | 2 comentários | Permalink

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No dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo completou 454 anos, e acredita-se que é mais um aniversário que dá motivos para festas e otimismos: bem ou mal, a cidade melhorou muito nos últimos anos em qualidade de vida, transporte, eventos culturais e segurança. Claro, ainda não se pode dizer que este é um pedaço do paraíso (apesar do Paraíso fazer parte de São Paulo), mas as melhoras dão energia para continuarmos trilhando rumo a uma cidade cada vez melhor.

Sou suspeito para falar desta cidade barulhenta, cinza e extremamente aconchegante. Não imagino como seria a minha vida fora desta loucura e provavelmente não escolheria um lugar mais calmo para se viver. Nada mais justo do que sair por aí e comemorar a data (e, claro, o feriado municipal).

Minha escolha foi o palco montado no Parque da Independência, onde houve o brado retumbante do povo heróico que ouviram do Ipiranga, às margens plácidas. Ali, quatro atrações festejaram o aniversário da cidade: Coral Kholwa Brothers, Banda Glória, Funk Como Le Gusta e Jorge Ben Jor.

Perdi a primeira atração, mas cheguei a tempo de ouvir a interessante Banda Glória, que trouxe o som das clássicas marchinhas de carnaval, bem como clássicos com um pé no carnavalesco, como canções de Chico Buarque e Gonzaguinha. Som gostoso para a tarde que já estava acabando. Foi quando encontrei também o Olé do Vereda Estreita.

Banda Glória Banda Glória

Entre todos os shows, algo diferente: em vez de músicas aleatórias nas caixas de som, Cidinho Teixeira e Vera Mara em sessões de piano e voz, trazendo uma bossa/jazz/samba de boa qualidade e sossego para o público que aguardava as próximas atrações.

Cidinho Teixeira e Vera Mara Parque da Independência

Então pintou a galera do Funk Como Le Gusta. Há muito tempo que ensaio uma ida a algum show dos caras, mas só agora pude ver ao vivo. Instrumentalmente impecáveis e com muito carisma, os caras foram se juntar ao povo para tocar o bis.

Funk como le gusta Funk como le gusta

Depois das 20h da noite, para um grande público que agora já me esmagava contra a grade, Jorge Ben e a banda do Zé Pretinho chegaram para animar a festa. Muitos clássicos de sua carreira, seja com ou sem Jor no final. O véio ainda levanta a galera com o seu Esquema Novo, pegada de samba por ele inventada. Ainda estou aqui a cantarolar “Santa Clara clareooooou”, “Zazueeeeeeeira”, “Engenho de Deeeentro, quem não saltar agora só… em Realengo”.

Jorge Ben Jorge Ben

No bis, “Taj Mahal” e “Namorado da Viúva” garantiram os clássicos. De sua obra mais recente, um disco de letras antigas inacabadas ou letras novas, saltou “Duas Mulheres”, que como bem definiu Cassia, fiel leitora deste blog desde 1972, torna-o grande já que “não é qualquer um que compõe uma música para um livro do Jorge Luis Borges”; saltou também “Emo”, a contra-partida de todo o show pelo tema de gosto duvidoso. Ao fim do show, Jorge Ben convoca um monte de meninas lindas ao palco e com o coro de “gostoooosa, ela é gostoooosa” coroou as meninas como musas. Haveria ainda um tempo para um bis de “Salve Simpatia”. Duas horas de um belo show deste artista, que por toda a grande obra e inegável contribuição à música brasileira, está perdoado de ter vindo fazer odes ao Rio de Janeiro em pleno aniversário de São Paulo.

Jorge Ben Petecas Mirins

No fim, um ótimo programa numa sexta-feira com cara de chuva. Parabéns a esta cidade maravilhosa que sabe acolher todos os povos e ritmos e gostos como ninguém. E parabéns aos organizadores do show, que agradou a cults, maconheiros, sambistas, roqueiros e até a gente chata como eu.

Veja mais fotos no meu Flickr.

categorias: Eventos, Música

 

 

 

E lá vamos nós para as merecidas férias

Escrito em 21/12/2007 | 7 comentários | Permalink

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Acalmem-se, trolls: o blog ficará no ar. Quem sai para uma folga de 11 dias sou eu. Estarei em repouso e até irei para o interior do Estado, contrariando a massa que corre para o litoral, talvez para pular as setes ondas na virada do ano, fazer oferendas para Iemanjá ou coisa do gênero. Entretando, pretendo ainda colocar uns textos aqui. A retrospectiva do ano, por exemplo, já foi começada.

Como mencionei, estarei fora desta loucura que é São Paulo por uns dias. Vou-me para a cidade-coração (é o que diz o site oficial do município), Pompéia. Lá no Estalo, eu já comentei sobre as vastas atividades que podem ser desenvolvidas por lá. Quem sabe não exista algum blogueiro(a) que lá resida? Assim, tomamos umas e falamos de nerdices. Se for blogueira, também podemos falar sobre outros assuntos, ou mesmo falar pouco e fazer mais. E definitivamente deixo o papo de lado se o que aparecer for flogueira.

Também estarei com algum aparato tecnológico por lá para, eventualmente, falar sobre alguma coisa interessante ou engraçada que possa acontecer. O kit inclui câmera (ainda não sei bem para quê: o interior paulista só tem canavial hoje em dia), o treco para utilizar o Twitter e que também é telefone e a nova aquisição da casa, um laptop. Pelo que me informaram, a cidade tem um único ponto de wi-fi.

Outras coisas para exaltar o orgulho interiorano já foram providenciadas: bandeira do Estado de São Paulo, discografia completa do Tubaína no Ipod, bem como uns clássicos sertanejos, desde as guarânias do Almir Sater até o modão “bêbado pá carái” de Gino e Geno.

E uma mini-promoção: quem comentar este post está concorrendo a uma garrafa de tubaína do interior. Não sei se consigo a tubaína de garrafa de cerveja, mas uns refrigerantes que só se encontram por aquelas bandas, isso eu consigo fácil. Claro, facilite um pouco a minha vida e só participe se você for de São Paulo. Eu não creio que o Sedex possa garantir a integridade do refrigerante. Os critérios de avaliação do ganhador são obscuros e envolvem criatividade e carisma. Mas tente a sorte… =)

categorias: Ao vivo, Comportamento, Música, Sobre o blog

 

 

 

Algumas horas divertidas num karaokê

Escrito em 13/12/2007 | 6 comentários | Permalink

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Quem é antenado, descolado, cool, geek e (coloque o adjetivo aqui) o suficiente para acompanhar atentamente o meu Twitter sabe que ontem fui a um karaokê.

O que fico espantado é em ver que existe mesmo um espaço em que as pessoas vão com um único intuito: pagar um mico desgraçado diante de seus amigos e outros estranhos. Não que eu não soubesse da existência dos bares com karaokê, mas não nego o choque de realidade ao cantar o primeiro sucesso, “Me Chama”, do Lobão.

Ainda consegui alguns aplausos em meu desempenho ao cantar “Always” do Bon Jovi. Mas, deixando meu talento musical duvidoso de lado, volto a questionar o que leva um ser humano até lá. Tudo bem, xaveco corporativo pode ser apontado como causa: vimos uma mesa bem animada de engravatados e taieuradas, etilicamente elevados e levados pela música. Algumas garotas mais animadas se arriscavam na cantoria. Outras eram cantadas.

Bom, inegavelmente desestressa. Depois de umas cervejas, todo mundo vira cantor profissional, com caras e bocas inclusas numa performance geralmente perto do grotesco. Pagar mico perante os amigos é uma boa oportunidade para rir de si mesmo. A vida é uma coisa besta, não é mesmo? Este tipo de pequenos acontecimentos é o que garante aqueles segundos de felicidade.

Sendo assim, recomendo a experiência e um setlist para você arrasar na sua tentativa de apresentação num karaokê:

Irene Cara - What a Feeling
Bon Jovi - Always
Chitãozinho e Xororó - Evidências
Erasure - A Little Respect
Rouge - Ragatanga

categorias: Comportamento, Corporativo, Música

 

 

 

The Police era o show do ano?

Escrito em 11/12/2007 | 2 comentários | Permalink

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Maracanã lotado e o escambau. A mídia chamando de “O Show do Ano” e se aproveitando do fato das pessoas não terem memória. Os fãs de Police que me perdoem, mas 2007 já tinha dono desde março, precisamente 24 de março. Para mim, 1/4 de Pink Floyd vale mais que um Police inteiro…

Tudo bem, tem fã para tudo e gosto não se discute. Só acho que foi pretencioso demais aclamar o The Police como show do ano, sendo que tivemos atrações tão consistentes quanto em 2007 e a própria volta do The Police não é nada se comparada à volta do Led Zeppelin (e não dá para questionar este ponto, mesmo que você fosse o fã nº1 de Police).

Fica o desejo, quase utópico: que a grande mídia respeite a nossa inteligência. Pare de nos empurrar goela abaixo algumas bandas e respeite o gosto dos outros.

E sobre por que eu acho que o show do Roger Waters foi mais:

E isto encerrou a primeira parte do show. Depois, ele voltou e tocou o Dark Side of the Moon inteiro.

categorias: Música, Opinião, Vídeos

 

 

 

Drunkfool: projeto musical sincero

Escrito em 10/12/2007 | Sem comentários | Permalink

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A Drunkfool é uma banda que busca a completa independência de produção e veiculação de seu material, trazendo em seu som um quê de sinceridade que nos faz pensar, como todo bom discurso artístico.

Diz o site da banda: “Drunkfool é um projeto grind-acústico, feito para ser a primeira banda completamente independente do mundo. Das gravações aos video-clips, a banda faz tudo sozinha. Gravamos as canções em um único canal sem equalização, mostrando a música como ela realmente é. Estamos cansados de bandas que são uma merda quando estão no palco, então somos horríveis até no estúdio, e não ligamos. Tudo com o que nos importamos é falar e fazer você usar o seu cérebro. Somos reais.” (*traduzido com o Yassuda Ingrish Translator)

Segundo o líder e único integrante da banda até o presente momento, Duh Bellotto, a proposta é gravar os discos e nomeá-los com a bebida que levou a banda ao estado alcoolizado do momento. A primeira EP chama-se “Brahma” e encontra-se disponível para download gratuito no site oficial da banda: http://duh.com.br/drunkfool/.

Escute “Brahma” e aguarde os próximos álbuns da banda. Existem rumores que o nome do próximo disco será “Johnnie Walker”, mas existe uma discussão política a respeito do selo (ou label) pelo qual o disco deve ser lançado.

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categorias: Internet, Música

 

 

 

Pague o quanto quiser

Escrito em 14/11/2007 | 3 comentários | Permalink

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Uma das ondas do momento diz respeito ao consumidor estabelecer o preço que pretende pagar pelo produto ou serviço prestado. Orra, meu! Mó novidade, ó! - diria algum tio meu da Móoca. Mas esta prática é adotada por artistas mambembes desde antes de Cristo, por exemplo. Tudo bem, digamos que o mercado começa a ver agora com bons olhos esta tendência simpática de relação de consumo. Por isso, vemos uma banda lançando álbum novo, pedindo qualquer trocado, uma revista que pede umas moedas pela impressão e estabelecimentos gastronômicos em que a liberdade de decidir se você irá pagar a conta ou não vai além dos 10% da gorjeta.

Tudo isso me faz lembrar uma campanha publicitária canarinha de alguns anos atrás. Se você identificou a imagem que ilustra este post, já está lembrando do bordão “quer pagar quanto?” que irritou os lares brasileiros por dias e dias. Se ainda assim você não lembrou, tudo bem, eu conto: trata-se da campanha de varejo das Casas Bahia, cujo garoto-propaganda atendia pelo nome de Fabiano Augusto.

Na época, eu me lembro, surgiu em forma de boataria de rede social a notícia de que as Casas em questão levaram um processo. Um cliente teria entrado em uma das lojas, falado que queria pagar tanto num produto que provavelmente custava tanto ao quadrado, obrigando a companhia de vendas a mudar até o garoto-propaganda. Não estou aumentando um ponto do que achei por aí via Google:

“As Casas Bahia, teve um processo aberta contra si, pelo fato de um homem ter chegado até uma das lojas e dito: a pessoa disse que posso comprar uma geladeira por R$ 199,00, é claro q a propaganda dizia de forma (não clara) q era a parcela. lembra-se de como o garoto propaganda falava? Quer uma geladeira por R$ 199,00, um sofá, por R$ 29,99 ? Pois é, o marketing não deu certo. O processo foi aberto por esse consumidor e advogado e as casas Bahia resolveram retirá-lo da frente da empresa, para não se associar a imagem dele com o problema.” - usuário do Yahoo Respostas

“Em são paulo, parece q um advogado, ( não tenho certeza da profissão do inteligente indivíduo) chegou nas casas bahia, e fez uma super compra, de aparelhos eletrodomésticos de primeira geração, tudo q vcs imaginam q tem na loja o cara comprou.
Só que na hora q ele foi pagar as mercadorias, ele virou pro atendente e deu uma nota de R$1,00. quando o atendente viu, ficou surpreso e perguntou o que ele estava fazendo com a nota de ! real na mão, e ele disse … estou pagando quanto eu posso…e era verdade pq o comercial estava falando:
-quer pagar quando? aqui vc paga o quanto vc pode!!!
e foi isso q o cara fez, o gerente das casas bahia ate chegou chamar a polícia, mais a polícia falou que o cara estava certo, só colocando a propaganda em prática.”
(sic) - Usuário de um fórum qualquer.

Na época, as Casas Bahia poderiam aproveitar este bafafá online e bolar um “pay-what-you-want-day” (ou “dia de pagar quanto quiser” para aqueles que odeiam anglicanismos desnecessários). Poderiam, mas não fizeram. Ressuscito esta história para que a rede de lojas, agora munida de uma trend super in, hype, cool, descolada e qualquer outro nome besta (de preferência com anglicanismos desnecessários), agora tenha o bom-senso de lançar alguma coisa do gênero. Ando namorando um laptop, o meu Sansui-Garrat-Gradiente queimou e não toca mais o mesmo embalo quente pra lembrar do teu calor e eu só tenho dez mangos no bolso…

categorias: Comportamento, Música, Publicidade

 

 

 

Dizendo ’sim’ ao meu eu adolescente, idealista e universitário

Escrito em 24/10/2007 | 1 comentário | Permalink

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Num post feito há alguns dias, relembrei com saudade dos tempos da bandinha de garagem. Praticamente no mesmo dia, o Swan perguntou brincando se eu não estaria interessado em montar uma banda com ele para tocarmos na Woodsteca, um evento musical de gosto duvidoso que acontecerá na faculdade (fora o nome, que é de uma criatividade espantosa).

Alguém mais religioso diria que se tratava de um sinal dos céus. Mas por que não tentar de verdade? Ensaios aos fins de semana, setlist mais simples (leia-se punk rock) e talvez conseguíssemos fazer um show próximo ao que se considera decente. Assim, montamos a Japa Falls.

Junto com este revival da adolescência, claro, voltou o espírito do causador que me habitou por um tempo. Adoramos gracinhas e partimos para a “guerrilha”: tornar a banda conhecida sem tocar um único acorde em público até o dia 23 de novembro. Para isso, construí um blog para a banda, local em que diariamente relataremos coisas relacionadas aos ensaios e à preparação da banda para a Woodsteca. Vejamos o que acontece até lá.

categorias: Música

 

 

 

Montando a sua própria banda de garagem

Escrito em 22/10/2007 | 2 comentários | Permalink

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Abri o Itunes aqui no serviço e comecei a fuçar o playlist de outros colaboradores da agência, coisa que raramente faço. Achei uma com muita coisa que eu ouvia nos tempos de moleque: Bad Religion, Misfits, NOFX e outras bandolas de hardcore.

Eu, que já estou numa onda nostálgica dos tempos da adolescência, imediatamente relembrei daqueles projetos que você vai ter orgulho de contar para o seu neto que fez parte (mas apenas para ele): minha(s) própria(s) banda(s) de garagem.

É. Não foram poucas, mas a maioria delas mudava pouco em relação aos integrantes. Na época, era até matemático saber de que banda se tratava:

Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby
Rubens - Pakito + Kyu + eu = Somekidz
Rubens + Pakito + Kyu - eu = Glue
Rubens + Pakito - Kyu + eu = The Punk Rock Band Project
- Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby Boy

No melhor espírito do DIY (expliquei ele aqui, mas sou bonzinho e deixo novamente o link da wikipedia), aventurávamos semanalmente na escola. Mas creio que o meu ápice em emoção musical foi tocar num Vila Rock Bar (saudoso bar da Vila Madalena) lotado (cerca de 30 pessoas). A foto deste memorável show ilustra o post.

Você que ainda nutre o sonho de ter a sua própria banda de garagem, deve saber de algumas coisas que aprendemos na marra:

1) Aprender a tocar o instrumento é algo fundamental. Escolha um e se esforce para aprender a tocar guitarra, bateria, baixo, gaita-de-fole, seja o que for. Esta regra deve ser ignorada se o gênero escolhido for o punk rock.
2) A estética do rock é displicente. Não aplique seus conhecimentos de design para fazer site, cartaz do show, etc. Sua banda poderá ser taxada de emo à toa. Se você tiver uma banda emo, meus pêsames.
3) Divirta-se. É sério. Fazer um showzinho para os amigos é legal. Não pode virar obrigação.
4) Leve uma vida regrada de ensaios e torne-os tão divertidos quanto o show. É difícil arrumar um baterista que more numa casa isolada nas grandes cidades, é verdade. Mas alguns estúdios alugam espaço por algumas horas num preço bem camarada.

Bateu uma vontade de reativar a bandinha de garagem. Será que aproveito que ainda sou moleque, idealista e universitário ou esqueço porque sou corporativo, sem-graça e fundamentalmente sem tempo? Coisa que só os próximos dias irão responder.

categorias: Comportamento, Cultura, Música

 

 

 

Você já viu #1 - Homenagem ao Sputnik

Escrito em 04/10/2007 | Sem comentários | Permalink

Hoje, comemora-se 50 anos do lançamento do primeiro Sputnik, fato que marcou de forma definitiva o século XX, para orgulho dos russos e barbudos bolcheviques de plantão.

Hoje este blog traz do Twitter o bem-comentado Você já viu, uma reunião de vídeos do YouTube relacionados em um mesmo assunto. O assunto de hoje está no mundo espacial, dos foguetes, estrelas, loucuras e devaneios no vácuo.


David Bowie - Space Oddity

Nenhum de Nós - Astronauta de Mármore, versão brasileira de Starman, do Bowie.

Smashing Pumpkins - Tonight, tonight

Beakman ensina sobre foguetes

Ao infinito e além!

categorias: Música, Vídeos

 

 

 

Sobre a dificuldade de se encontrar ícones

Escrito em 25/09/2007 | 8 comentários | Permalink

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Um comentário no post sobre a Legião Urbana provocou um estalo interessante, que me fez pensar, discutir com algumas pessoas e ainda assim não chegar a uma conclusão. Este post mesmo não é nada conclusivo e por isso, peço que você contribua com comentários, mesmo que ache que não entenda do assunto.

O Dirceu Jr. comentou a respeito da idolatria de Renato Russo pelo pessoal da minha idade, que já o conheceu morto: “a falta de ícones da minha geração me obriga a buscar referências das juventudes passadas. e o Renato é um dos meus preferidos”.

Há muito para se extrair de uma frase como esta: será que não tenho heróis que morreram de overdose? Será que não há alguém para se espelhar durante a dura fase da vida que é a criação de uma identidade própria? Será que vamos conseguir vencer?

Trago a discussão sobre a música por um entendimento que não limita o objeto (a música, no caso) em definições fechadas de quem influencia ou é influenciado pelo momento da sociedade. Ela é um retrato do mundo em que vivemos, ao mesmo tempo que ajuda a construir e divulgar o pensamento que irá mudar ou perpetuar o que é vigente.

Sobre os ídolos musicais, então, podemos dizer que são reflexo do que a sociedade estava produzindo e também que eles foram um dos vetores das mudanças pelas quais o mundo passou. Não há como pensar que o rock´n roll não trouxe, junto com o seu ritmo, uma filosofia. E o mesmo vale para o hip hop (antes que alguém me acuse de só olhar para a Europa branca), reggae, eletrônica e afins. E é fácil identificar pensamentos marcados em ícones fáceis e ideologia forte: o reggae da paz de Bob Marley, o punk do protesto de Sex Pistols, Clash e Ramones, o progressivo da psicodelia subversiva do Pink Floyd, e por aí vai.

Mas hoje? Hoje não há necessariamente um ícone. O pop já não produz nomes de impacto. O rock se perde em todos os seus gêneros, com os substratos de Strokes, filhos bastardos de uma trepa entre Television e Velvet Underground. O reggae virou apenas um motivo para puxar um baseado. E que orgulho negro é esse o defendido por Puff Daddy ou 50 Cent? Sodomia de gostosas e correntes? Soa bem burguês e branco.

As relações entre mundo, ícones e música ficaram mais complexas. Ou customizáveis. Seria a cauda longa? Seria a nossa doutrina cristã iconoclasta se perdendo? Seria a morte da ideologia? Na verdade, estou apenas querendo começar uma discussão.

categorias: Comportamento, Música, Opinião

 

 

 

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