E quem diria que uma das boas lições do BlogCamp seria dada por uma miguxa?

Escrito em 01/09/2008 | 14 comentários | Permalink

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Como eu disse no post anterior, aconteceu no último fim de semana o BlogCamp São Paulo, que contou com uma forte participação do público blogueiro, superlotando o Espaço Gafanhoto. O meu resumo do primeiro dia de evento é este: toda e qualquer discussão que valia a pena estava lotada, sem qualquer condição de abrigar-me. Espero ansioso apenas os posts sobre a discussão que colocou frente a frente os discursos de três agências que lidam com Social Media de maneiras distintas, cujos interlocutores foram Wagner Fontoura, Wagner Martins e Guilherme Valadares.

No domingo, o número de pessoas diminuiu, o que possibilitou rodas menores, mas de discussão igualmente intensa. Sugeri, em tom jocoso, é verdade, uma discussão sobre blogs miguxos, uma provocação a toda e qualquer roda de profissionalização dos blogs.

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Foto da desconferência miguxa. Valeu, Pedro.

E não é que a discussão engrenou? Antes mesmo que a discussão caísse para questões socio-culturais que possam explicar o dialeto escrito por estas gurias, discutimos um pouco do universo miguxo, quando a Alê Félix provocou: “vocês menosprezam as miguxas”.

O ponto dela era claro e interessa a quem quer entender ou propor melhores práticas de comunicação em qualquer contexto 2.0: a miguxa tem uma característica marcante em suas expressões na web, que marcam uma espécie de tribo. A linguagem estabelecida pelos garotos e garotas nesta fase da vida tem a cara da adolescência, da busca de identificação com um grupo, da busca por ícones, etc. Entretanto, olhar apenas para este aspecto não é olhar o pacote por dentro: não é porque a miguxa escreve de maneira peculiar que necessariamente ela seja uma pessoa que não leia, não estude e não tenha discernimento algum.

“O maior erro é taxar a miguxa de analfabeta”

A adolescência é uma fase. Depois de alguns anos, aquelas garotas idealistas de 15 anos tornam-se profissionais, consumidoras efetivas, quem sabe formadoras de opinião de seus grupos. Os motivos para cativá-las ainda na fase miguxa se devem a duas características fortes do grupo:

- Fidelidade: o público é cativo das redes que estabelece. Em outras palavras, ser cordial em uma publicação com este público pode lhe render leitoras muito fiéis. A miguxa é aquela que lê o seu blog de cabo a rabo, mesmo quando descobre o endereço no terceiro aniversário de site.

- Respeito: Tratá-las de igual para igual dá exemplo para meninas que buscam ícones de comportamento. A miguxa, quando cresce, mantém um profundo respeito por aqueles que a trataram com respeito em sua fase anterior. O português melhora, a fidelidade é mantida e você tem ao lado uma aliada tão capaz quanto qualquer pessoa.

Uma vez que a miguxa torna-se, então, um público interessante para direcionar a comunicação, principalmente quando temos em mãos um produto cujo target é ela, como é que se desce do pedestal do “eu trabalho com Social Media” para efetivamente dialogar com as meninas? Lembre-se que é um público que está interessado em histórias, não no evento ao qual o blogueiro foi convidado e em qual marca patrocinou o boca-livre. De repente, uma ação como aquela em que a Melissa contratou 4 usuárias do Fotolog para serem embaixadoras da marca no mundo da moda soa bem mais interessante do que as piadas de quem olhou com um certo desprezo para este público (eu me incluo neste grupo). E claro, para a miguxa, uma ação em que efetivamente a garota com quem ela convive torna-se a porta-voz de um assunto complexo explicado de maneira simplificada será infinitamente mais valiosa do que uma gracinha aleatória no YouTube.

Numa tacada só, o mundo miguxo dá uma aula de adequação ao público e de relacionamento com o target e sua fidelização para quem quiser ver um pouco mais de perto. Palavras óbvias no discurso, mas que andam passando longe da prática. Pela lição, eu digo: BrIgAdUuUuUuUu, MeNiNaXxXxXx!

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Amanhã tem reunião de nerds

Escrito em 29/08/2008 | 1 comentário | Permalink

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Amanhã, acontece o BlogCamp São Paulo, no Espaço Gafanhoto. Estarei lá. Beijomeblutufa.

Mas falando um pouco mais sério, amanhã acontece mais uma das grandes reuniões de nerds que se comunicam. Não sei se as discussões prometem, mas, na pior das hipóteses, há bares muito bons nos arredores. Não farei cobertura ao vivo, é pouco provável que eu leve câmera e o Twitter anda travando no celular.

Em compensação, vai ser muito bom rever algumas pessoas desse meio. Com elas, vai ser fantástico trocar um lero.

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Blogs corporativos: por que a sua empresa não precisa de um?

Escrito em 01/08/2008 | 4 comentários | Permalink

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É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação explicam por que uma empresa precisa de um, eu lhe pergunto: a sua empresa realmente precisa de um blog?

Claro, todos querem que a sua empresa seja achada. Todos querem comunicar sobre os diferenciais de marca. Mas aí é que está: você realmente precisa de um blog para isso? Blog é apenas uma ferramenta. Se você não tiver conteúdo para ele, não vale mais a pena pensar num site em Flash, bonito e encantador?

Mas tudo bem. Supondo que você acredite que a sua empresa tenha algo realmente relevante para falar, como os super-diferenciais de sustentabilidade e responsabilidade social, você pensa em montar um blog? Não seria melhor um site com seções fixas? Uma só seção chamada, vejamos, “Empresa, pensando no amanhã”, daria conta desta demanda.

Ah, a sua empresa realmente produz conteúdo? Ela tem um estagiário na área de marketing que levanta dados sobre o mercado todos os dias, faz benchmark de ações no exterior e teria tempo para alocar este conteúdo num site. É um bom motivo para querer ter um blog. Então vamos a outro ponto de nosso interesse: a sua empresa está preparada para ter um blog?

Quando um leitor decidir entrar em contato para reclamar sobre o produto/serviço, ele será ouvido ou ele será arquivado? E eu nem cogitei a hipótese do moderador simplesmente apagar o comentário e esquecer do caso, passando um relatório com um enorme carimbo “sem problemas!” para a sua chefia.

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“Gentlemen, we appreciate your concern. Here at HBC the general goal is providing the highest and most thought-provoking entertainment. How great it is that we live in a country where an artist can express himself freely. That’s not only the American spirit, it’s the HBC spirit. Which allows us to make great family programs like Halo The Turtle, and of course, everyone’s favorite show, Cop Drama. We can’t thank you enough for bringing your concerns to our network, for it is you, the loyal HBC viewer, who makes this great network, and indeed, the great country that it is.” - em português: balela. Esta cena é hilária e você pode assistir clicando aqui, a partir de 12m55s.

O blog não vai salvar a sua lavoura. Se o seu produto faz feio contra os concorrentes, não é melhor pegar este investimento e realocá-lo para a Engenharia? O blog está ali justamente para propor opções de experiência com a marca. Se o consumidor tem uma experiência ruim com o produto, todos aqueles textos que o seu estagiário separou com tanto carinho não servirão para nada. E se isto é normal para os consumidores de quinta categoria que somos aqui neste país, por que abrir um canal para facilitar a vida do insatisfeito? Não é muito melhor esperar a ligação num SAC e enviar uns brindes a ele? Faz bem menos barulho que uma ação desastrosa na Internê…

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Perguntas rápidas a Antonio Camano, o Róbi.

Escrito em 18/07/2008 | 4 comentários | Permalink

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Hoje, dia 18 de julho, acontece a estréia brasileira do novo filme do Batman nos cinemas. Todo mundo está azucrinando uns aos outros, colocando avatares do Coringa no Twitter e no MSN, pintando o 7 nessa Internet muito louca. Por que tão sério, não é mesmo?

Longe de todo este hype, sou um fã incondicional da obra prima Batiman na Feira da Fruta, como já havia relatado anteriormente neste mesmo blog. E não é que, pela existência deste relato, aconteceu algo espetacular? O Antonio Camano, aquele que faz a voz do Róbin neste precursor do vídeo viral na Internet, um dia resolveu entrar em contato.

Aproveitando então o hype do filme, fiz algumas perguntas a ele, hoje um senhor, mas outrora uma putinha relaxada.

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categorias: Cinema, Entrevista, Hahaha, Internet

 

 

 

Amigos à venda e um grande negócio na web

Escrito em 29/06/2008 | 4 comentários | Permalink

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Como a imagem diz, a Internet é um lugar onde se vende qualquer merda, seja em doletas, doletas brasileñas ou dinheirinho da Barbie, que tem outros nomes que você já ouviu falar por aí, como por exemplo, Linden Dollars. Entretanto, poucas negociatas me chamaram tanto a atenção como o fenômeno Friends for Sale, um aplicativo para Facebook que propõe uma compra e venda de seus contatos na rede social, garantindo ganhos em dinheiro de mentirinha àqueles que vendem e ao vendido (que no programa ganha a alcunha de pet).

Por que chama a atenção?

Para começar, é um aplicativo inútil, para não dizer bobo. Mas caiu nas graças de uma moçadinha descolada e realmente vicia. Veja aí uma de minhas últimas aquisições:

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Dani Koetz era propriedade deste que vos fala até o fechamento desta edição.

Por ter caído na mão de gente que, bem ou mal, forma opinião do que vai ou não estourar em Internê no Brasil, houve um sensível aumento, se não das inscrições na rede social, da atividade dos usuários brasileiros cadastrados. Num emblemático exemplo, com os convites que recebi esta semana de pessoas me adicionando como contato, tenho mais amigos no Facebook do que no Orkut. Não há por que não acreditar que este fenômeno é explicado pelo aplicativo. Em conversas entre amigos, os termos Friends for Sale e Facebook já se confundem, sendo que até este estouro, pouca gente apostava fichas no concorrente do Orkut ou sequer gastava tempo para falar sobre ele com os mais chegados.

Entretanto, quero falar sobre o que realmente chama a atenção. O Techcrunch noticiou em abril um belo investimento recebido pelos desenvolvedores do Friends for Sale: US$ 4 mi, desta vez em verdinhas de verdade. A moda que lá pegou primeiro é o quinto aplicativo com maior número de usuários ativos, com mais de 600.000 acessos diários. Se considerarmos que o quarto colocado é uma cópia do Friends for Sale (denominada Owned),temos um negócio babaca de compra e venda virtual de amigos movimentando mais de um milhão de acessos por dia dentro do Facebook. De repente, fica bem mais atrativo vender banner, widget e planos descolados numa parafernalha dessas.

Ganha fôlego também a migração de usuários brasileiros para esta rede, pois poderá interessar às pessoas se cadastrar no Facebook apenas para jogar o Friends for Sale. Um processo clássico de evangelização, tal qual a Paciência para ensinar a mexer no mouse ou, numa jogada mais recente, aquela que me levou ao Twitter.

Outra coisa que me chamou a atenção ontem foi o Orkut ter liberado as apps para usuários do Brasil. Imaginei que teria sido a contra-reforma de um repentino aumento no movimento do Facebook em terras tupiniquins, mas simplesmente a opção sumiu de meu menu quando reabri meu perfil para fazer um print para este post. Fico agora com este discurso delirante de continuar acreditando em Open Social sem ter provas…

Em todo caso, se você gostou deste papo de comprar amigos e influenciar pessoas, instale o aplicativo em sua conta do Facebook e experimente. Aproveite para comprar um Luiz Yassuda para você e inflacionar o meu passe. Caso você realmente se empolgue e decida sair comprando amigos no mundo real, saiba que é fato que todos têm um preço, mas o do Toni Sá é muito mais barato.

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Batman Dark Knight? Feira da Fruta nele!

Escrito em 08/05/2008 | 4 comentários | Permalink

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Fiéis meia dúzia de leitores deste blog, eu peço desculpas a vocês pelos poucos posts. Os dias andam agitadíssimos e, enfim, não pretendo dar uma desculpa esfarrapada.

Ah claro! Sobre este post: eu estava conversando com uns amigos de faculdade sobre as ações moderninhas e descoladas para o novo filme do Batman, em que coloquei a minha opinião de que o único filme do Batman que vale a pena era o do Bátima na Feira da Fruta, obra-prima de duas mentes adolescentes, hoje tiozões, que foi legitimamente viral na Internet mesmo sem o YouTube.

Aí veio a idéia de, em forma de flash mob, dizer umas falas desta genialidade cinematográfica numa das sessões deste Dark Knight, que só estréia em julho. Pensei em algumas:

- Quando este dito Coringa aparecer pela primeira vez: “Eu sou o palhaço, o coringa, o palhaço, o jóquer, o palhaço…”
- Quando este dito Coringa achar que triunfou: “Uhuhu! O Bátima morreu, viu? Às quatohora da tarde eu tirei o pinto dele fora”
- Finalmente quando o Batman ressurgir para a batalha final: “Não adianta, Coringa. Antes de sair da bat-caverna, eu tirei o meu pinto fora. Eu sou eunuco. Você tá fodido na minha mão agora!”

Intervenções famosas como “como puta paga, porra?” e “minha filha, vem cá. Sabe o que é isso? É o lico que faz cair pinto” serão bem vindas.

Quem está comigo nesta aventura?

PS: Ok. Tem um outro filme do Bátima que presta: aquele que a Nicole Kidman participa.

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MBV: Aprenda a utilizar os labels associados a filtros de seu e-mail

Escrito em 28/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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Um pouco atrasado o meu post em contribuição ao Movimento Blog Voluntário, que faz parte das comemorações do Dia Global do Voluntariado Jovem. Pois bem. Falarei sobre como utilizar filtros de e-mail para tornar a caixa de entrada deles um ambiente mais amigável, tornando-a espaço de e-mails realmente importantes, e não dos avisos diários de que fulaninho lhe enviou um scrap no Orkut, cicrano lhe enviou um serviço especial de compartilhamento de qualquer coisa e, no meu caso, os milhares de e-mails dos grupos de e-mail que participo (3 deles me enviam mais de 10 e-mails por hora).

Separei aqui um serviço grande de e-mail, o Gmail. Caso você utilize outro serviço que possua filtros, o procedimento é parecido. Creio que a maioria tem (inclusive abri uma conta no Yahoo Mail só para testar os filtros deles e tive o mesmo resultado). Se não tiver, considere trocar o seu e-mail.

Comecemos do começo: os labels (traduzidos para marcadores na versão em português do Gmail) servem para dar uma melhor definição ao objeto. Como no caso do whisky, com a mesma cor, mesma fabricante e tal. Mas qualquer amante de um bom scotch sabe a diferença entre um Red Label (envelhecido por 8 anos, mistura de grãos) e um Blue Label (envelhecido por 21 anos, puro malte).

Os filtros, por sua vez, têm a função de separar os objetos. Quem define como ele será separado é você, aplicando regras de filtro. É igual aquela experência que você faz na escola, em que se monta um filtro de algodão, areia e cascalhos para filtrar uma água barrenta. O barro fica, a água passa. Ensinaremos o Gmail a colocar a areia, os cascalhos e o aldogão e, associado aos labels, dizer para onde vai o barro.

Então vamos ao Gmail. Vou utilizar como teste tirar da minha caixa de entrada todas as mensagens inúteis que o Orkut envia. Seria mais fácil eu configurar o próprio Orkut para isso, mas fica a título de exemplo. Aplique este conhecimento toda vez que você quiser filtrar e marcar mensagens.

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1) Vamos criar um label ou marcador. Procure a caixa dos marcadores à esquerda no menu e clique em Editar Marcadores:

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2) Abre-se uma página para que criemos um nome de filtro. Vou criar um nome qualquer para este filtro:

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3) Clique em Criar e veja a mágica se realizando na próxima página:

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4) Antes de você voltar para a caixa de entrada, vamos configurar os filtros? Pois bem: clique na aba ao lado de marcadores, chamada Filtros:

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5) Nesta página de filtros, clique no link “Criar um filtro”:

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6) Agora veremos a mágica acontecer. Abrem-se alguns campos para configurações do filtro. Entenda estes campos como “todo e-mail que chegar ao seu e-mail com as seguintes características serão filtrados e jogados em algum lugar”. Portanto, é também uma hora para se pensar com cuidado no que preencher. Eu escolhi preencher via título as palavras que sempre estão em algum e-mail enviado pelo Orkut: orkut, para e você (talvez não seja a melhor escolha, mas funciona neste caso). Também poderia mandar bloquear no campo De: o e-mail @orkut.com.

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8) Clique em “Próxima etapa”. Agora é hora de dizer ao Gmail o que fazer com estas mensagens. Você pode orientá-lo a fazer qualquer função possível em um serviço de e-mail (marcar como favorito, deletar, jogar em uma pasta ou aplicar uma label e ainda apenas marcar como lida, entre outros). Escolhi aqui as seguintes funções ao meu filtro: aplicar a label que eu criei e pular a caixa de entrada, para que eu só veja estas mensagens quando eu quiser. Quando você configura o filtro, o Gmail seleciona as mensagens que se enquadram nas condições determinadas. Por isso, eu optei também por aplicar o filtro a todas as mensagens que o Gmail pré-selecionou para mim:

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9) Clique em “Criar Filtro”. E acabou. Você é redirecionado para uma tela que confirma a criação do filtro:

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10) Agora vamos ao teste: clique na caixa de entrada e verifique se os e-mail que eram para sumir de lá de fato sumiram. Depois, clique no marcador e veja se as mensagens filtradas estão lá. Se tudo der certo, great success!

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Abordei um assunto que me parecia óbvio até eu me tornar moderador de um grupo de e-mails mais movimentado (daqueles que recebem várias mensagens diárias e dezenas de novos membros semanalmente). Por falha do sistema do Googlegroups, parece que as pessoas não estavam conseguindo se descadastrar automaticamente. Elas então enviavam e-mails raivosos ao grupo e aos moderadores, pedindo a exclusão manual do grupo. Ok. Tudo isto não interessa muito. O ponto que me chocou é que elas reclamavam da hiperlotação de suas caixas de entrada, mas a maior parte delas utilizava Gmail. Creio que este post poderá, no mínimo, ajudar estes seres humanos. Espero que ajude mais gente também.

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Sobre um mercado em evolução

Escrito em 22/04/2008 | 5 comentários | Permalink

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Este post surge com a esperança de colocar mais alguns pingos nos is de questões levantadas por mim desde o Campus Party que, depois de idas e vindas, culminaram num dos posts mais polêmicos da história curta deste blog. No fim das contas, o que se quer saber é o que pode, o que não pode e como proceder se ainda existir dúvidas no trato entre os “homens da maleta” e os blogs. Creio que o post vai ficar melhor topicado:

- Ideologia é o primeiro filtro. Quer ganhar alguma grana, não importando se é apenas para manter o site ou para ficar rico? Ok. Continue lendo o texto. Se o seu blog não quer fazer um centavo sequer diretamente, vivamos em paz com o hino da Segunda Internacional e com as cuequinhas do Che Guevara. =)

- Se não há nada de errado em fazer dinheiro com um blog, falemos sobre os tratos que as agências estão tomando: faço questão de anunciar as resoluções éticas que o Womma (cuja tradução literal seria Associação do Marketing de Boca-a-boca) tem para a interação com as mídias sociais, um tipo de trabalho mais próximo de RP do que de pulbicidade por não haver compra de mídia, e sim de diálogo direto com a comunidade. Falo dela e não mais do Conar porque as agências de marketing difenciado daqui muitas vezes não se parecem com uma agência de publicidade, mas ainda assim têm o Womma como referência.

Quando anunciei que gostaria de postar sobre o assunto lá na firrrma, o Wagner Fontoura disse que falaria a respeito e fez um bom post falando do Womma e de como a questão do dinheiro estar chegando aos blogueiros está mudando tudo. Imediatamente, falei com pessoas de outras empresas desta indústria vital, que me passaram as mesmas impressões: em nosso negócio de mídias sociais, e aqui entram blogs, fotologs, Orkuts e afins, as abordagens se darão mediante a ética do Womma. Concordo no ponto levantado pelo Wagner, de que existem os riscos do pioneirismo, mas é justamente uma das premissas básicas das mídias sociais que devem apontar os caminhos: a crítica aberta dentro do diálogo e a escolha da comunidade.

Eu naturalmente prefiro que este diálogo aconteça e efetivamente mude alguma coisa do que simplesmente ver-me obrigado a fazer algo pela força da lei: na Inglaterra, a próxima atualização do código de defesa do consumidor, em maio, trará regras de como se fazer marketing na Internet. Está tudo aqui.

- Se a parte das empresas estiver sendo feita, é claro que a vigilância deve ser mantida, mas sem paranóias e extremismos. O ex-chefe sempre me advertiu sobre eu não querer fazer dinheiro com este blog, que isto era extremo: se alguém quer pagar para colocar um anúncio, agindo dentro das condutas éticas de mercado, qual era o problema? Concordei com ele.

Da mesma maneira, um blog não pode ser uma ilha. Sejamos honestos: publicidade é uma realidade e o fato de uma pessoa relembrar de jingles tão naturalmente como ela lembra de uma outra canção qualquer, por exemplo, indica que teríamos que ser muito inocentes para acreditar que o que conhecemos por informação e cultura não tem* uma influência severa dos departamentos de marketing deste mundão de Deus. É óbvio alguma ação de uma empresa poderá pautar algum post. Para o bem ou para o mal, se você quer ser maniqueísta. Quando isto acontecer, qual é a ética que está sendo ferida? Nunca mais poderei olhar nos olhos do Che Guevara, pintados em uma camiseta vendida em qualquer banquinha, por ter falado da Microsoft? Oh, não…

Encerro esta argumentação com dois exemplos do mesmo blog, o também polêmico Futepoca: num dos casos, após um post sobre uma ação da Coca-Cola que envolve uma comparação entre Maradona e Biro-Biro, os editores acharam melhor retirar o post do ar e pedir desculpas aos seus leitores por ter falado sobre uma campanha publicitária. Um dia antes, porém, eles descrevem uma vodca canadense filtrada com água de icebergs. Eu perguntei a eles se eles achavam que não havia um centavo de investimento em comunicação desta vodca, para que este fato de ela ser filtrada com água de iceberg se torna-se pauta, ou se eles estariam julgando o tamanho das empresas, postando algo de uma empresa menor e limando a toda-poderosa Coca-Cola da brincadeira.

Em qualquer um dos casos, soa-me inocência (resposta inclusive nos comentários daquele blog). Mas que o diálogo continue: a mim, só interessa a maturidade que, aos poucos, esta área está criando. Tanto as empresas quanto os novos veículos de mídia deste século.

*errata: no post original, faltou a palavra “não”. Um ruído enorme, claro, porque a frase ficava sem sentido no texto. “indica que teríamos que ser muito inocentes para acreditar que o que conhecemos por informação e cultura não tem uma influência severa dos departamentos de marketing deste mundão de Deus” é a leitura correta.

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Qual é o sabor da pizza?

Escrito em 16/04/2008 | 6 comentários | Permalink

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Obviamente, não se trata de um post gastronômico, mas sim de uma metáfora para explicar as minhas impressões atuais deste mercado ao qual voltei, aquele que envolve o que por aí ganhou uma porção de nomes, denominações que indicam o caminho das crenças e de parte da atuação de seus autores: já ouvi below the line, guerrilha, marketing viral, inteligência digital, novas mídias, no-media, redes e mídias sociais e por aí vai. Não que eu esteja querendo pegar uma série de atuações e colocá-las como farinha do mesmo saco, longe disso. A questão é que são tantos os nomes e pouca gente parou para entender e pensar de fato dos desdobramentos, atuações, conflitos de interesse e, por fim, no que cada um deles importa para o todo de um emaranhado complexo que é a comunicação. E, claro, servem também para confundir quem vê tudo isto de fora.

E também não coloco todas as empresas do mundo num só saco, determinando que todas investem o que é a média em todos os variados segmentos de comunicação. Fica a constatação de que, no todo, o investimento maior ainda fica para as agências tradicionais de publicidade, por mais que o isto comece a caminhar de forma diferente, principalmente lá fora.

Dito isto, o óbvio que salta é que todas as especialidades do mercado de comunicação não-tradicional não têm uma pizza para dividir, e sim alguns pedaços dela. É até meio besta, mas serviu para eu pensar um pouco a respeito do que ouvi na semana passada sobre uma das modalidades que come um pouco da borda da pizza: os blogueiros. Falávamos sobre algumas questões pontuais deste agora mercado e uma declaração sobre já estarmos vivendo uma bolha me incomodou (no sentido de me tirar da acomodação da concordância).

Por um lado, os números animam. Nunca na história deste país se deu tanta importância aos blogueiros. Audiência consolidada, tanto pela Long Tail, que explica no gráfico como o fato de “bombar” na blogosfera atinge mais pessoas que um anúncio na Veja, quanto por alguns exemplos de blogs com audiências dignas de algumas revistas e jornais. Isto gerou uma série de investimentos neles. Grana entrando, ex-escritores-de-diários-adolescentes ganhando a alcunha de empresários, consultores e o escambau. Se eu estivesse ali, também desconfiaria: parece bolha.

Entretanto, e aí vai um pensamento raramente otimista deste que vos escreve, os investimentos estão longe de ser considerados altos. Saborearemos o momento em que, por exemplo, as agências de publicidade terão que ter em suas equipes uma pessoa pelo menos em cada departamento que saiba lidar com esta realidade. Talvez não só com blogs, mas com uma inteligência digital que abrange a forma de se fazer propaganda em qualquer mídia e comunicação a qualquer custo. Chegará o dia em que toda a conta de uma determinada empresa, ou pelo menos a maior parte dela, deixará uma agência tradicional e se instalará numa agência modernete. E eu nem falei nada sobre Relações Públicas ou Jornalismo. Tampouco pisei no campo dos produtores de conteúdo como os estúdios de filmes e séries, as bandas de música, etc.

Até lá, a história ensinou que o processo de evolução e amadurecimento nem sempre é algo que acontece para todos e ao mesmo tempo, tornando-o cruel aos desfavorecidos. É possível que o primeiro fator de seleção seja aquele que apontar uma saída ética para o retorno financeiro de quem investir. Talvez seja a formação de grandes grupos de mídia blogueira. Talvez seja quem sobreviver quando o grau de impacto de um post exigir responsabilidade proporcional. Talvez não seja nada disso, mas uma coisa é certa: vai mudar. Você não pode querer mudar o mundo achando que o mundo não vai mudar você.

Do contrário, comeremos borda achando que estamos comendo a pizza. Para sempre.

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Yassuda entrevista Wagner Brenner

Escrito em 17/03/2008 | 3 comentários | Permalink

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Na semana passada, em meio a um turbilhão de discussões sobre modelos de negócio em blogs, publicidade e outras questões afins, fiz algumas perguntas ao Wagner Brenner, fundador do Update or Die. Eu já havia citado o modelo deles como um bom exemplo de negócio durante alguns debates, mas nada mais justo do que perguntar ao próprio Wagner sobre o funcionamento da máquina.

Apesar de curta, acredito que a entrevista tem algumas informações novas ao público. Outras já são bem conhecidas: as palavras mudam, mas tudo o que tem relação com relevância é o que qualquer um aponta como fator de sucesso. Vai acabar virando livro de auto-ajuda, porque o coro já é grande.

Vou parar com os meus devaneios. Segue na íntegra a entrevista. Com a palavra, Wagner Brenner:

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Anteriorr 2008 - tecnologia e papinhos ultrapassados

Escrito em 11/03/2008 | 7 comentários | Permalink

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Como protesto pelo fato de não conseguir credenciais de imprensa para o Proxxima ou por pura falta do que fazer, os twitteiros de plantão começaram a “cobrir” o Anteriorr.

O Anteriorr é um evento que discute coisas que irão revolucionar a sua vida se você está nos anos 80 e 90. Há hackers de plantão ensinando você a conseguir horas infinitas de Internet com um CD da AOL, palestras relevantes sobre Windows 95, construção de homesites no Microsoft Word e, seguindo os moldes da Campus Party, todos usufruem de um link de 56kbps para baixar tudo o que conseguirem no Napster.

Acompanhe tudo ao vivo aqui.

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Aprendizados sobre monetização

Escrito em 25/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Antes que uma pedra seja atirada em nome daqueles que não agüentam mais falar sobre monetização, o intuito deste post passa longe de ser mais um a incentivar e propor práticas já conhecidas. Na verdade, trata-se de meu último post sobre os aprendizados e conversas durante o Campus Party, e ainda não houve uma reunião grande que não tivesse uma pauta envolvendo o assunto. Depois, voltaremos à programação normal e quase vibrante.

Pelo que deu para constatar em conversas aqui e acolá, a ilusão que tem que acabar é a do dinheiro fácil. Não se mantém um blog com audiência boa o suficiente para gerar alguns dólares no Adsense sem um bocado de trabalho. Alguns fazem disso a sua profissão - os denominados probloggers - passando a destinar muito mais do que um horário comercial em prol de seu(s) site(s) e presença na web.

Não é exatamente este o caminho que eu quero seguir. E não é por vergonha de ser considerado “apenas um blogueiro” - creio que os blogueiros estão consolidando o orgulho de classe. O lance é que não posso dedicar meu tempo integral a esta nobre profissão porque já me divido entre as outras atividades igualmente pesadas de estudante e publicitário. Também não vejo este blog como um exemplo de conteúdo monetizável. Um texto longo como este será invariavelmente lido por pouca gente. Os visitantes daqui são poucos, sim, porém extremamente qualificados. Não é exatamente o perfil de quem confunde o Adsense com um menu. Após o Campus Party, tomei a decisão de tirar a publicidade daqui. Aí sim, foi para parar de passar vergonha.

Eu só vejo exemplos razoáveis de probloggers que investem tempo e dinheiro em várias frentes para conseguir algum ganho. Qualquer outra tentativa de encontrar Eldorado em 1 mês, esquecendo o tempo em que só se coloca dinheiro esperando algum retorno, depende de sorte ou oportunismo incomum. É igual a qualquer empresa. Quem se propõe a trabalhar como blogueiro precisa, de fato, trabalhar. É só perguntar a qualquer um dos probloggers do Brasil.

Em compensação, o retorno via blog pode ser indireto. Graças ao Brainstorm #9, o Merigo conseguiu projeção dentro do mercado publicitário, por exemplo. O mesmo vale para o Cocadaboa e o Mr.Manson, seu autor. Eles ocupam posições importantes nas agências que os contratam, são chamados para coberturas diversas, as pessoas pedem suas opiniões. Eles vendem mais as suas marcas pessoais do que propriamente seus blogs. Outras pessoas que estão fazendo um excelente trabalho em blogs também estão se lançando ao mercado tradicional de trabalho, como é o caso da Baunilha e da Mirian Bottan e, em breve, do Guilherme (isso se alguma empresa já não o contratou entre o dia em que troquei um lero com ele e hoje).

Em suma, são apenas alguns modelos. Não quer dizer que toda pessoa que entrar nessa vai conseguir alguma coisa. Julgo ser necessário investir primeiro em ter um bom produto para ser vendido, e depois pensar em vendê-lo. Nenhum blogueiro que consegue fazer dinheiro com blogs, direta ou indiretamente, começou a brincadeira no mês passado. Numa rápida conversa com o Inagaki lá na Bienal, falamos sobre os românticos e inocentes tempos de blogs pré-2005, época em que eu já conhecia o blog dele e escrevia em meu falecido Frango e Polentas.

E eu paro por aqui. Sem listas de como se fazer dinheiro com blogs porque eu não faço a mínima idéia. E para não dizer que não fiz um post sobre probloggers sem mencionar o Interney, roubei a foto que ilustra este post do Flickr dele.

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Jornalismo e blogosfera

Escrito em 21/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Requentadas e com novos ingredientes, as cutucadas recíprocas entre jornalistas e blogueiros voltaram a ocorrer durante o Campus Party e seguem fomentando opiniões por aí. Acrescento à receita a minha pitada de noz-moscada.

Enquanto blogueiro, participo de atividades que me aproximam de um Alexandre Fugita ou mesmo de um Rodrigo, vulgo Jacaré Banguela. O que nos separa são as nossas editorias (além, obviamente, de eles realmente fazerem algum troco com essa história de blog, coisa que comentarei a respeito no próximo post), o Fugita falando sobre tecnologia, o Rodrigo, sobre humor, e eu, sobre algo aí no meio, nem de tecnologia de ponta, nem sendo engraçado. São elas, as editorias, que aproximam alguns de nós com alguns profissionais da imprensa.

Dito isto, vamos à opinião de fato: não há futuro se continuarmos falando em jornalistas e blogueiros. Talvez é isto que falte para que alguns jornalistas se assumam como blogueiros e que muitos blogueiros consigam o status de imprensa. É por isso que concordo com o Cardoso quando ele diz que os blogs não devem assumir todas as facetas do jornalismo, mas também devo concordar com o Pedro Dória e achar que o blogosfera brasileira poderia contribuir com mais informação.

Jogo para a utopia, mas isto deve fazer algum sentido: enquanto nos separarmos em jornalistas e blogueiros, perdemos a chance contribuir uns com os outros na hora de dar uma informação. Não tem por que este blog entrar num debate político se eu sei que minha investigação não chegaria aos pés do que o Luís Nassif anda postando, só pelo fato de os blogs precisarem mostrar a cara em um cenário onde poucos deles atuam. É mais fácil que venha ele e outros investigadores e contribuam com o seu conhecimento jornalístico antigo, que jamais poderia ser tratado como inútil, abrindo blogs para escrever fora dos conformes de uma linha editorial polarizada. Esta é a grande vantagem do blog, além da velocidade, claro. Aos atuais blogueiros, caberia recebê-los de braços abertos, respeitando alguns traços que caracterizam o jornalismo.

Tentar opinar em um campo que não lhe diz respeito* acarreta em posts bizarros que espalhavam por aí a boa-nova daquele “grande movimento cívico” que foi o Cansei, entre outras campanhas com claro interesse empresarial/político por trás, mesmo que bem camuflado, como o interesse de um evento em pautar mídia tradicional e blogs sobre um quebra-pau “histórico” entre eles.

Enfim, eu espero ansiosamente que num próximo evento, episódios mais infantis como os fomentados dentro da Campus Party acabem. Que o debate venha para o campo das opiniões, onde todos se sentem à vontade e onde se separa bons articulistas, sejam eles jornalistas, blogueiros, jornaleiros ou bloguistas. Amém.

Momento da errata:
*Escrever um texto aos poucos, nos intervalos do trabalho e revisá-lo de madrugada dá nisso. Antes mesmo que acendam a primeira tocha, em “Tentar opinar em um campo que não lhe diz respeito”, eu não falo sobre blogueiros que querem falar de tudo. Falo sobre blogs que têm uma certa linha editorial e, de repente, resolvem falar de alguma causa, geralmente copiando belos trechos de releases bem montados, mesmo que indiretamente. Achei que o parágrafo poderia ficar demasiadamente ofensivo e, por isso, admito meu erro em não formular uma frase melhor na primeira postagem.

categorias: Aleatoriosfera, Imprensa, Internet, Opinião, campuspartybr

 

 

 

Campus Party - o dia seguinte

Escrito em 18/02/2008 | 9 comentários | Permalink

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Hora de computar as lições aprendidas, os fatos inusitados e os papos engraçados que aconteceram no Campus Party. O maior evento nerd da história do meu Brasil. Sem sombra de dúvidas, o evento trouxe novas e velhas discussões à tona, e este blog ainda tratará delas com mais cuidado nos próximos dias.

Mas antes que você saia correndo ao ler tags como monetização, blogueiros x jornalistas ou as “farsas” desmascaradas pelas longas noites na Bienal, eu gostaria de agradecer a todos que foram e conversaram comigo pela bela impressão que eu tenho do evento.

Estou realmente ansioso pelas próximas reuniões da cúpula blogueira nacional. Uma ansiedade a mais pelo Blogcamp Uruguai, pela promessa de cerveja artesanal, e pode ter certeza que mais-do-que-apóio esta campanha, Nospheratt.

Outros agradecimentos especiais:

- Ao hiperativo Rafa Barros, principal patrocinador deste blog, levando muitas latas de Coca-Cola à minha bancada.
- Ao Bruno Allucci e à Babi Franzin, por protagonizarem o mico que me garantiu um ano de conta pró no Flickr.
- Ao Anderson Costa, por participar do mico em que perdi para ele um ano de conta pró no Flickr.
- Ao Ricardo Cavallini, pelo livro.
- Ao Gabriel Jacob, que patrocinou os talões de Zona Azul da semana.
- À Lucia Freitas, por tomar conta desta turminha blogueira de humor inconstante.
- A Baunilha, MrManson, Rodolfo Castrezana, Carlos Merigo e Marquês de Casanova, por garantirem noites mais engraçadas ao evento.
- Ao Marco Gomes, que tirou a foto que ilustra o post.

Queria passar o resto da tarde linkando todo mundo, mas tenho a certeza que, após o evento e o primeiro contato com tantas pessoas novas, tenho a certeza que outros posts trará toda esta moçada.

categorias: Aleatoriosfera, Eventos, Internet, campuspartybr

 

 

 

Campus Party - dia 1

Escrito em 12/02/2008 | 2 comentários | Permalink

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São só algumas impressões, já que cheguei à noite e não vi o tal fusuê que foi a entrada das pessoas à tarde. O Campus Party pareceu-me extremamente bem organizado, a ponto de eu ter que mostrar 3 vezes o meu laptop antes de deixar o prédio da Bienal. Fora isso, é sempre bom reencontrar ex-colegas de trabalho, atuais (leia-se a chefia) e as interessantíssimas pessoas que conheci naquele fatídico InterCon. Aos poucos, linko todo mundo.

Quais são os destaques do primeiro dia, então?

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Um deles é o nosso exmo. sr. Ministro da Cultura, Gilberto Gil, presente na abertura oficial. Claro que a presença dele teve direito a berros musicais juntamente com uma fração da bateria da Nenê de Vila Matilde (o carnaval não vai acabar nunca mais em minha cabeça) e a Reactable, um aparato que emite sons eletrônicos ao simples encaixar de blocos na superfície.

A presença dele também nos deu uma nova palavra para o dia-a-dia: bandalarguizar. O também presente presidente da Telefônica deve ter dado dois sorrisos marotos: um pelo neologismo de som estranho e outro porque, aé, bandalarguizar o Brasil depende dele, né? Ah, tá ok, então… E vaias para ele e para o prefeito Gilberto Kassab.

Ao menos aproveito a utópica conexão do evento para conseguir proezas como 2.8 mb/s no download da terceira temporada de House ou um jogo parecido com Counter Strike, de 19 mb, baixado em menos de 10 segundos.

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O álcool também não está liberado lá pelas bandas do Campus Party. O “Bar” é apenas uma reunião de nerds e o único líquido possível de ser adquirido era Coca-Cola. Após às 23h, todos os vendedores sumiram, deixando os campuseiros na mão de cruéis vending machines. Uma delas me levou R$ 2,50 e ficamos por isso mesmo. A outra cuspiu minha nota de R$ 1,00 inúmeras vezes até rasgá-la na ponta.

Sim, comemorei feito criança quando consegui, após uma hora de tentativas, uma maldita lata de refrigerante.

Vamos ver o que acontece por lá hoje. Enquanto isso, minhas fotos estão no Flickr e eu estou fazendo uma piada atrás da outra na seção Ao vivo. Acompanhe!

categorias: Eventos, Internet, campuspartybr

 

 

 

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