Salve Jorge

Escrito em 23/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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Hoje é dia de São Jorge. O santo guerreiro, da Capadócia, que matou o dragão. Lembrado por católicos, xavequeiros de balada (matar o dragão não é fácil) e, principalmente, pelos corintianos de plantão.

O aviso do dia veio via Inagaki e Rafael R, parceiro no Vamos Subir Timão. O Rafael, além disso, enviou este vídeo bacana do samba-enredo da Gaviões da Fiel a São Jorge. Vai, Corinthians!

E nesta semana, um de seus grandes devotos encerra a festa da Virada Cultural 2008. Jorge Ben, novamente em um show gratuito em São Paulo. Eu ali, como da outra vez. Quero fazer um post específico sobre a Virada, e aguardo ansiosamente a resposta da organização sobre uma credencial para assistir aos shows do evento e reportá-los mais confortavelmente. Deve vir um não bem grande, mas esperemos.

Feliz dia de São Jorge.

categorias: Cultura, Futebol, Música

 

 

 

São Luiz do Paraitinga deixará saudades

Escrito em 07/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Este é um daqueles posts com informações esparsas. Ainda estou em fase de recuperação deste bom carnaval. Deve ser melhor se eu passar a elencar o que quero falar em tópicos:

- Ah, sim! Muita música. São Luiz do Paraitinga mantém viva a cultura do carnaval de marchinhas. Lá, existe uma lei municipal que proíbe outros ritmos em praça pública. Se você pretende dar uma passada por lá no ano que vem, vale a pena conhecer a coletânea “De Bloco em Bloco”. As mais famosas marchinhas dos compositores locais e suas respectivas letras. É Maricota com a direita, com a canhota, Juca Teles, amora em flor, boca do povo são palavras de amor, barbosa, esta curva é perigosa, mete o pé neste bondão. Coisas que só fazem sentido para quem viveu um pouco deste carnaval.

- Apesar de manter-me num estado em que as sinapses ocorrem em intervalos mais longos, começo a me preparar para cobrir o Campus Party, que promete ser o maior evento nerd do ano. Haverá um post explicando melhor entre amanhã e domingo.

- E continua a promoção para o filme ‘Juno’. Serão cinco contemplados com um par de ingressos. E desta vez, todo o Brasil pode participar. Leia mais no post anterior.

categorias: Carnaval, Cultura, Eventos, Música

 

 

 

O ano só começa depois do carnaval

Escrito em 10/01/2008 | 3 comentários | Permalink

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Não tem jeito: por mais que a economia esteja aquecida, o mês de janeiro esteja corrido, o reveillon já tenha passado e o BBB8 já tenha começado, entre outros eventos, o ano só começa mesmo depois do Carnaval. Isto é um fato social.

Já começo a fazer os meus preparativos, anunciando que este blog terá uma série de posts especiais sobre o tema. Prometo que não será uma espécie de “ode à bunda, às escolas de samba e ao axé baiano”. Tentaremos trazer coisas para quem não gosta das festas, para quem gosta, para quem fica na cidade, para quem viaja para a praia, para o campo ou para a farra.

Enquanto o feriadão não chega, é o que se pode fazer para controlar a ansiedade.

categorias: Carnaval, Colaborativo, Comportamento, Cultura, Eventos

 

 

 

Eco-fadiga, eco-chatos e umas previsões do futuro

Escrito em 06/11/2007 | 8 comentários | Permalink

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**UPDATE: A notícia a qual me refiro abaixo, sobre a “Eco-fadiga”, é uma trend falsa. Uma piadinha do pessoal do Trend Watching . Bem que as outras 4 da lista eram realmente bizarras, mas esta até que fazia algum sentido (por pior que esta foto de praia acima possa parecer). O post fica, óbvio, como penitência para mim por não ter lido e investigado direito as coisas e sobretudo pela ótima referência cinematográfica a seguir. 

Estava eu por aqui, lendo as últimas tendências apontadas pelo Trend Watching quando comecei a me perder em pensamentos em uma delas. Tratava-se do que eles chamam de “Eco-fadiga”, um certo cansaço das pessoas pela tonelada de mensagens superficiais sobre sustentabilidade que assolam a mídia e o contra-ataque, em que elas pedem autenticidade, ainda que ser autêntico seja ter um SUV beberrão.

A primeira coisa que me veio à cabeça é um rápido passeio pelo futuro. Uma vez que me parece certo que o ser humano não vai se endireitar e continuará a emitir CO2, procurando compensar plantando uma muda ou inventando parafernálias de ficção científica que o eximiriam de qualquer culpa por ter acabado com a atmosfera, o futuro deverá ser o deserto estranho que o advento da computação gráfica nos permite vislumbrar em documentários do Discovery Channel.

Porém…

Em um outro devaneio, imagino o mundo caso alguns ecologistas radicais consigam impor uma política que transforme a condição do ser humano em algo com que toda a flora e fauna do planeta possa conviver. Não contentes em diminuir a poluição da indústria e substituir todas as fontes de energia por opções que não devastem a natureza, eles poderiam alegar, por exemplo, que o gado é um fator de poluição gritante no efeito-estufa, forçando a população a seguir uma dieta vegetariana. Pouco a pouco, um modelo de vida ultra-saudável seria o habitual dos humanos agora preocupados com a saúde, tanto com a sua quanto com a dos outros.

E é aí que entra este papo de eco-fadiga. Este mundo que estou imaginando, de extremo valor à própria saúde e tecnologia sustentável é o mesmo mundo em que John Spartan acordou em O Demolidor (minhas referências cinematográficas rumam ao escatológico, eu sei):

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Num dos clássicos diálogos deste filme, o policial interpretado por Sylvester Stallone encontra o líder rebelde Edgar Friendly. Sinta o que é eco-fadiga, healthy-fadiga ou qualquer coisa que o valha na fala do rapaz:

“De acordo com os planos do governador, eu sou o inimigo, porque gosto de ler e de pensar. Quero a liberdade de me expressar e de escolher. Sou o tipo de cara que pensa ‘devo escolher o T-bone ou as costeletas de porco assadas com uma porção de batatas fritas?’ Eu quero colesterol alto, quero comer bacon, manteiga e um monte de queijo, ok? (…) Por quê? Porque, de repente, eu acho que eu preciso de tudo isso.”

E a melhor parte:

“Eu vi o futuro. Sabe como ele é? É um virgem de 47 anos, sentado por aí com seu pijaminha, bebendo um shake de banana com brócolis, cantando algum jingle publicitário”

Conclusões: Será que teremos que caminhar rumo ao deserto? Ou será que teremos que virar eco-healthy-chatos a ponto de bebermos um shake de banana com brócolis enquanto cantarolamos “Dooooolly! Dolly guaraná Dolly!”? Acho que tem que haver um meio termo, em que empresas poluidoras não nos empurrem discursos vazios de sustentabilidade e que as pessoas realmente se preocupem com o meio ambiente e com suas vidas pacatas, porque uma influi na outra. Talvez tenhamos um futuro diferente, mas que para mim soa mais utópico ainda…

categorias: Cinema, Comportamento, Cultura, Publicidade

 

 

 

Montando a sua própria banda de garagem

Escrito em 22/10/2007 | 2 comentários | Permalink

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Abri o Itunes aqui no serviço e comecei a fuçar o playlist de outros colaboradores da agência, coisa que raramente faço. Achei uma com muita coisa que eu ouvia nos tempos de moleque: Bad Religion, Misfits, NOFX e outras bandolas de hardcore.

Eu, que já estou numa onda nostálgica dos tempos da adolescência, imediatamente relembrei daqueles projetos que você vai ter orgulho de contar para o seu neto que fez parte (mas apenas para ele): minha(s) própria(s) banda(s) de garagem.

É. Não foram poucas, mas a maioria delas mudava pouco em relação aos integrantes. Na época, era até matemático saber de que banda se tratava:

Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby
Rubens - Pakito + Kyu + eu = Somekidz
Rubens + Pakito + Kyu - eu = Glue
Rubens + Pakito - Kyu + eu = The Punk Rock Band Project
- Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby Boy

No melhor espírito do DIY (expliquei ele aqui, mas sou bonzinho e deixo novamente o link da wikipedia), aventurávamos semanalmente na escola. Mas creio que o meu ápice em emoção musical foi tocar num Vila Rock Bar (saudoso bar da Vila Madalena) lotado (cerca de 30 pessoas). A foto deste memorável show ilustra o post.

Você que ainda nutre o sonho de ter a sua própria banda de garagem, deve saber de algumas coisas que aprendemos na marra:

1) Aprender a tocar o instrumento é algo fundamental. Escolha um e se esforce para aprender a tocar guitarra, bateria, baixo, gaita-de-fole, seja o que for. Esta regra deve ser ignorada se o gênero escolhido for o punk rock.
2) A estética do rock é displicente. Não aplique seus conhecimentos de design para fazer site, cartaz do show, etc. Sua banda poderá ser taxada de emo à toa. Se você tiver uma banda emo, meus pêsames.
3) Divirta-se. É sério. Fazer um showzinho para os amigos é legal. Não pode virar obrigação.
4) Leve uma vida regrada de ensaios e torne-os tão divertidos quanto o show. É difícil arrumar um baterista que more numa casa isolada nas grandes cidades, é verdade. Mas alguns estúdios alugam espaço por algumas horas num preço bem camarada.

Bateu uma vontade de reativar a bandinha de garagem. Será que aproveito que ainda sou moleque, idealista e universitário ou esqueço porque sou corporativo, sem-graça e fundamentalmente sem tempo? Coisa que só os próximos dias irão responder.

categorias: Comportamento, Cultura, Música

 

 

 

Fim-de-semana com cultura

Escrito em 19/10/2007 | Sem comentários | Permalink

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Fim-de-semana chegando é sinônimo de atividades bacanas pela cidade de São Paulo. Pretendia usar o meu ingresso para assistir a O Homem que desafiou o diabo, ganho numa promoção do Sedentário & Hiperativo da Baunilha, mas o bróder Marcão, da Brazucah (responsável pela disponibilização dos ingressos para a promoção) alertou-me que só poderia utilizá-lo de segunda a quinta.

Hora então de ver os guias. Mas sempre fico com um pé atrás com possíveis jabás que bares e eventos dão. O negócio é ver quem disponibiliza dicas sem fins lucrativos: vou checar o site de dois amigos.

Um deles é uma revelação blogueira interessante: o Olegário, colega de ECA, começou recentemente a postar no Vereda Estreita, um blog sobre as suas impressões culturais. Dentro de um conceito “vim, vi, gostei”, o Olé fala sobre coisas que estão acontecendo por aí ou que sejam downloadáveis. Excelente, o próprio garoto diria.

O outro é um desses projetos bacanas, à espera de um patrocínio legal: o Culturando é um guia de opções de lazer gratuitas em São Paulo. O mantenedor é o Emmo e vale a pena conferir, comentar, registrar-se e anotar as boas dicas de espetáculos.

Com guias na mão, vou alimentar a alma com boas produções neste fim-de-semana. Até segunda-feira!

categorias: Colaborativo, Cultura

 

 

 

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