Cagando regras para a “Bliposfera”
31/01/2009 | 5 comentários | Permalink |

Eu não tenho dúvidas de que existem uma série de grupos utilizando social media que a dita blogosfera sequer pode imaginar. A descoberta mais recente foi a real existência de uma Bliposfera que, pasmem, não utiliza este nome.
Diferente do Twitter, o Blip.fm é facilmente explicável, tem um uso intuitivo e a entrega é palpável. Os blippers, como se denominam, realizam encontros regados a muita cerveja e alegria, os Blip’n Beer. Diferença para o Blogcamp? Site unificando os encontros mundialmente. Outra grande vantagem deste grupo é que as picuinhas resumem-se a gosto musical, se é que #mimimis existem.
Mas sempre tem alguém que dispara a cagar regras para algo tão simples que não precisa delas. Aconteceu com os blogs quando o papo ficou complexo, já que os blogs vieram “para substituir a grande mídia”. Até necessário, pensando bem. Mas também aconteceu recentemente com o Twitter, que tem uma natureza complexa por não explicar para que ele serve ou o que se deve fazer com ele, mas uso simplificado pelo fato de ser muito fácil “desligar” quem não estiver agradando (é só não seguir as atualizações da pessoa), permitindo que o Twitter, para quem o vê, seja feito apenas das atualizações de seus amigos, seus favoritos e do @vitorfasano, claro. =)
No caso do Blip.fm, que não veio para substituir nada, a lógica das músicas que se pode escutar obedece o mesmo sistema do Twitter. Mas como é necessário criar alguma etiqueta que provavelmente não será seguida pelos mais populares, deixo apenas uma: não bliparás Stairway to Heaven. Talvez seja bom discutir alguma ética de blipadas contendo jingles: deverão vir com a tag #blipadapaga. Tal indicação deverá vir também quando uma empresa pagar um blipper para publicar uma canção do David Bowie, por exemplo.
Brincadeiras à parte, esta tal de Blip-roda parece ser muito mais agradável. Bem confraria mesmo. Os encontros não levam em consideração o número de listeners ou a relevância na meritocracia informal da Internet. Pegou da aleatoriosfera o que ela tinha de melhor (o #NoB) e limou o conversê sobre blogs. Gostei e repito a requisição feita no Twitter: tem lugar para mim, @camilakise?
Escute algumas mazelas sem vozes chinfrins em meu Blipinho.
categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Internet



