Aprendizados sobre monetização

Escrito em 25/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Antes que uma pedra seja atirada em nome daqueles que não agüentam mais falar sobre monetização, o intuito deste post passa longe de ser mais um a incentivar e propor práticas já conhecidas. Na verdade, trata-se de meu último post sobre os aprendizados e conversas durante o Campus Party, e ainda não houve uma reunião grande que não tivesse uma pauta envolvendo o assunto. Depois, voltaremos à programação normal e quase vibrante.

Pelo que deu para constatar em conversas aqui e acolá, a ilusão que tem que acabar é a do dinheiro fácil. Não se mantém um blog com audiência boa o suficiente para gerar alguns dólares no Adsense sem um bocado de trabalho. Alguns fazem disso a sua profissão - os denominados probloggers - passando a destinar muito mais do que um horário comercial em prol de seu(s) site(s) e presença na web.

Não é exatamente este o caminho que eu quero seguir. E não é por vergonha de ser considerado “apenas um blogueiro” - creio que os blogueiros estão consolidando o orgulho de classe. O lance é que não posso dedicar meu tempo integral a esta nobre profissão porque já me divido entre as outras atividades igualmente pesadas de estudante e publicitário. Também não vejo este blog como um exemplo de conteúdo monetizável. Um texto longo como este será invariavelmente lido por pouca gente. Os visitantes daqui são poucos, sim, porém extremamente qualificados. Não é exatamente o perfil de quem confunde o Adsense com um menu. Após o Campus Party, tomei a decisão de tirar a publicidade daqui. Aí sim, foi para parar de passar vergonha.

Eu só vejo exemplos razoáveis de probloggers que investem tempo e dinheiro em várias frentes para conseguir algum ganho. Qualquer outra tentativa de encontrar Eldorado em 1 mês, esquecendo o tempo em que só se coloca dinheiro esperando algum retorno, depende de sorte ou oportunismo incomum. É igual a qualquer empresa. Quem se propõe a trabalhar como blogueiro precisa, de fato, trabalhar. É só perguntar a qualquer um dos probloggers do Brasil.

Em compensação, o retorno via blog pode ser indireto. Graças ao Brainstorm #9, o Merigo conseguiu projeção dentro do mercado publicitário, por exemplo. O mesmo vale para o Cocadaboa e o Mr.Manson, seu autor. Eles ocupam posições importantes nas agências que os contratam, são chamados para coberturas diversas, as pessoas pedem suas opiniões. Eles vendem mais as suas marcas pessoais do que propriamente seus blogs. Outras pessoas que estão fazendo um excelente trabalho em blogs também estão se lançando ao mercado tradicional de trabalho, como é o caso da Baunilha e da Mirian Bottan e, em breve, do Guilherme (isso se alguma empresa já não o contratou entre o dia em que troquei um lero com ele e hoje).

Em suma, são apenas alguns modelos. Não quer dizer que toda pessoa que entrar nessa vai conseguir alguma coisa. Julgo ser necessário investir primeiro em ter um bom produto para ser vendido, e depois pensar em vendê-lo. Nenhum blogueiro que consegue fazer dinheiro com blogs, direta ou indiretamente, começou a brincadeira no mês passado. Numa rápida conversa com o Inagaki lá na Bienal, falamos sobre os românticos e inocentes tempos de blogs pré-2005, época em que eu já conhecia o blog dele e escrevia em meu falecido Frango e Polentas.

E eu paro por aqui. Sem listas de como se fazer dinheiro com blogs porque eu não faço a mínima idéia. E para não dizer que não fiz um post sobre probloggers sem mencionar o Interney, roubei a foto que ilustra este post do Flickr dele.

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Jornalismo e blogosfera

Escrito em 21/02/2008 | 4 comentários | Permalink

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Requentadas e com novos ingredientes, as cutucadas recíprocas entre jornalistas e blogueiros voltaram a ocorrer durante o Campus Party e seguem fomentando opiniões por aí. Acrescento à receita a minha pitada de noz-moscada.

Enquanto blogueiro, participo de atividades que me aproximam de um Alexandre Fugita ou mesmo de um Rodrigo, vulgo Jacaré Banguela. O que nos separa são as nossas editorias (além, obviamente, de eles realmente fazerem algum troco com essa história de blog, coisa que comentarei a respeito no próximo post), o Fugita falando sobre tecnologia, o Rodrigo, sobre humor, e eu, sobre algo aí no meio, nem de tecnologia de ponta, nem sendo engraçado. São elas, as editorias, que aproximam alguns de nós com alguns profissionais da imprensa.

Dito isto, vamos à opinião de fato: não há futuro se continuarmos falando em jornalistas e blogueiros. Talvez é isto que falte para que alguns jornalistas se assumam como blogueiros e que muitos blogueiros consigam o status de imprensa. É por isso que concordo com o Cardoso quando ele diz que os blogs não devem assumir todas as facetas do jornalismo, mas também devo concordar com o Pedro Dória e achar que o blogosfera brasileira poderia contribuir com mais informação.

Jogo para a utopia, mas isto deve fazer algum sentido: enquanto nos separarmos em jornalistas e blogueiros, perdemos a chance contribuir uns com os outros na hora de dar uma informação. Não tem por que este blog entrar num debate político se eu sei que minha investigação não chegaria aos pés do que o Luís Nassif anda postando, só pelo fato de os blogs precisarem mostrar a cara em um cenário onde poucos deles atuam. É mais fácil que venha ele e outros investigadores e contribuam com o seu conhecimento jornalístico antigo, que jamais poderia ser tratado como inútil, abrindo blogs para escrever fora dos conformes de uma linha editorial polarizada. Esta é a grande vantagem do blog, além da velocidade, claro. Aos atuais blogueiros, caberia recebê-los de braços abertos, respeitando alguns traços que caracterizam o jornalismo.

Tentar opinar em um campo que não lhe diz respeito* acarreta em posts bizarros que espalhavam por aí a boa-nova daquele “grande movimento cívico” que foi o Cansei, entre outras campanhas com claro interesse empresarial/político por trás, mesmo que bem camuflado, como o interesse de um evento em pautar mídia tradicional e blogs sobre um quebra-pau “histórico” entre eles.

Enfim, eu espero ansiosamente que num próximo evento, episódios mais infantis como os fomentados dentro da Campus Party acabem. Que o debate venha para o campo das opiniões, onde todos se sentem à vontade e onde se separa bons articulistas, sejam eles jornalistas, blogueiros, jornaleiros ou bloguistas. Amém.

Momento da errata:
*Escrever um texto aos poucos, nos intervalos do trabalho e revisá-lo de madrugada dá nisso. Antes mesmo que acendam a primeira tocha, em “Tentar opinar em um campo que não lhe diz respeito”, eu não falo sobre blogueiros que querem falar de tudo. Falo sobre blogs que têm uma certa linha editorial e, de repente, resolvem falar de alguma causa, geralmente copiando belos trechos de releases bem montados, mesmo que indiretamente. Achei que o parágrafo poderia ficar demasiadamente ofensivo e, por isso, admito meu erro em não formular uma frase melhor na primeira postagem.

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Campus Party - o dia seguinte

Escrito em 18/02/2008 | 9 comentários | Permalink

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Hora de computar as lições aprendidas, os fatos inusitados e os papos engraçados que aconteceram no Campus Party. O maior evento nerd da história do meu Brasil. Sem sombra de dúvidas, o evento trouxe novas e velhas discussões à tona, e este blog ainda tratará delas com mais cuidado nos próximos dias.

Mas antes que você saia correndo ao ler tags como monetização, blogueiros x jornalistas ou as “farsas” desmascaradas pelas longas noites na Bienal, eu gostaria de agradecer a todos que foram e conversaram comigo pela bela impressão que eu tenho do evento.

Estou realmente ansioso pelas próximas reuniões da cúpula blogueira nacional. Uma ansiedade a mais pelo Blogcamp Uruguai, pela promessa de cerveja artesanal, e pode ter certeza que mais-do-que-apóio esta campanha, Nospheratt.

Outros agradecimentos especiais:

- Ao hiperativo Rafa Barros, principal patrocinador deste blog, levando muitas latas de Coca-Cola à minha bancada.
- Ao Bruno Allucci e à Babi Franzin, por protagonizarem o mico que me garantiu um ano de conta pró no Flickr.
- Ao Anderson Costa, por participar do mico em que perdi para ele um ano de conta pró no Flickr.
- Ao Ricardo Cavallini, pelo livro.
- Ao Gabriel Jacob, que patrocinou os talões de Zona Azul da semana.
- À Lucia Freitas, por tomar conta desta turminha blogueira de humor inconstante.
- A Baunilha, MrManson, Rodolfo Castrezana, Carlos Merigo e Marquês de Casanova, por garantirem noites mais engraçadas ao evento.
- Ao Marco Gomes, que tirou a foto que ilustra o post.

Queria passar o resto da tarde linkando todo mundo, mas tenho a certeza que, após o evento e o primeiro contato com tantas pessoas novas, tenho a certeza que outros posts trará toda esta moçada.

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Dias de muitas conversas

Escrito em 14/02/2008 | Sem comentários | Permalink

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Tecnologicamente, creio que o que mais estou aproveitando no Campus Party é a conexão utópica. Entretanto, boas conversas, daquelas tête-a-tête, démodés ao extremo, tornaram-se minha fonte de informação, diversão e, por que não, o motivo pelo qual eu estou gostando do evento.

Na terça-feira, por exemplo, participei junto com outros tantos de uma conversa chamada pelo Interney, de tema provocador: “a farsa da monetização”. Ainda estávamos no ambiente do politicamente correto e todos concordaram com todos sobre o que motiva uma pessoa a blogar, e o motivo não pode ser fazer um blog para ganhar dinheiro rápido e fácil via Adsense. Ainda falamos um pouco sobre o relacionamento entre agências de publicidade e blogueiros e as formas de publicidade em blogs.

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O próprio Interney palestraria, no dia seguinte, sobre audiência e conteúdo. Aqui, mais discussão sobre o conteúdo: opinião ou notícia? Não sei, para mim os dois andam juntos. Dar furos é importante, mas o furo só é relevante dentro de um contexto que envolve a própria opinião do blogueiro sobre o fato, afinal é ele que já está atribuindo alguma importância ao fato.

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E na madrugada alta, com temas mais provocativos e politicamente incorretos, começou o meu papo com o Mr. Manson, o Rodolfo Castrezana e a Baunilha. Claro que o Manson não estava em seu estado mais centrado, e talvez por isso, a conversa foi a mais engraçada até agora. “Os blogs são uma farsa!”, bradava o garoto carioca. Aqui, minha opinião é a de que o real ganho com blogs se dá fora dele. Este blog, por exemplo, não me rende um centavo diretamente, mas arquiva os meus textos e proporciona contatos e eventos interessantes.

Em suma, esperemos por muito mais até domingo.

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Campus Party - dia 1

Escrito em 12/02/2008 | 2 comentários | Permalink

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São só algumas impressões, já que cheguei à noite e não vi o tal fusuê que foi a entrada das pessoas à tarde. O Campus Party pareceu-me extremamente bem organizado, a ponto de eu ter que mostrar 3 vezes o meu laptop antes de deixar o prédio da Bienal. Fora isso, é sempre bom reencontrar ex-colegas de trabalho, atuais (leia-se a chefia) e as interessantíssimas pessoas que conheci naquele fatídico InterCon. Aos poucos, linko todo mundo.

Quais são os destaques do primeiro dia, então?

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Um deles é o nosso exmo. sr. Ministro da Cultura, Gilberto Gil, presente na abertura oficial. Claro que a presença dele teve direito a berros musicais juntamente com uma fração da bateria da Nenê de Vila Matilde (o carnaval não vai acabar nunca mais em minha cabeça) e a Reactable, um aparato que emite sons eletrônicos ao simples encaixar de blocos na superfície.

A presença dele também nos deu uma nova palavra para o dia-a-dia: bandalarguizar. O também presente presidente da Telefônica deve ter dado dois sorrisos marotos: um pelo neologismo de som estranho e outro porque, aé, bandalarguizar o Brasil depende dele, né? Ah, tá ok, então… E vaias para ele e para o prefeito Gilberto Kassab.

Ao menos aproveito a utópica conexão do evento para conseguir proezas como 2.8 mb/s no download da terceira temporada de House ou um jogo parecido com Counter Strike, de 19 mb, baixado em menos de 10 segundos.

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O álcool também não está liberado lá pelas bandas do Campus Party. O “Bar” é apenas uma reunião de nerds e o único líquido possível de ser adquirido era Coca-Cola. Após às 23h, todos os vendedores sumiram, deixando os campuseiros na mão de cruéis vending machines. Uma delas me levou R$ 2,50 e ficamos por isso mesmo. A outra cuspiu minha nota de R$ 1,00 inúmeras vezes até rasgá-la na ponta.

Sim, comemorei feito criança quando consegui, após uma hora de tentativas, uma maldita lata de refrigerante.

Vamos ver o que acontece por lá hoje. Enquanto isso, minhas fotos estão no Flickr e eu estou fazendo uma piada atrás da outra na seção Ao vivo. Acompanhe!

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Coisas que você já deve saber sobre o Campus Party

Escrito em 10/02/2008 | 3 comentários | Permalink

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Passada a ressaca deste blogueiro, chegou a hora de falarmos quase que exclusivamente sobre o Campus Party, um grande evento mundial que terá a sua versão brasileira a partir de 11 de fevereiro em São Paulo. Os 3000 ingressos já se esgotaram e toda a nerdaiada brasileira deve estar fazendo as malas neste momento.

E você não precisa nem perguntar: é claro que eu estarei lá, twittando alucinadamente. Outra parada que estou estando para coisas menores que um post, mais com mas de 140 caracteres é o aovivo.yassuda.org. Uma área que vai dedicar-se a agregar fotos, twittadas e coisas menores que um post.

Sobre as fotos, já deixarei adiantado um set no Flickr. E a tag do evento no Twitter é #cparty.

E segue a promoção para o filme Juno: clique aqui e saiba mais.

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Um feriado mais geek

Escrito em 16/01/2008 | 2 comentários | Permalink

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Continuando a nossa saga sobre o Carnaval, falarei agora sobre o carnaval geek. Este pessoal, já definido por aí como “o nerd com vida social”, antenado e descolado precisa de um canto para descansar ou festejar ou ainda reunir a patota. Só não pode faltar câmera para ter fotos para o Flickr ou vídeos para o YouTube, aparelhagem (básica, avançada, profissional móvel ou “cara, que inveja“) para atualizar blog e Twitter.

A verdade é que o Carnaval em si não deve ser a data mais esperada ou mais lembrada de fevereiro: o Campus Party (doravante denominado CP, para evitar mutretas) acontece na semana seguinte. Não à toa, o evento ganhou o carinhoso apelido de “Nerdstock”. Começo a discordar do apelido, já que proibiram a marvada por lá.

Aqui vão algumas opções de carnaval então. Servem para aqueles que pretendem aproveitar o feriado de abertura da quaresma para alguma coisa e ainda se preparar para a semana geek consecutiva:

Aproveitar o feriado e arrumar as malas para o CP. Publicar posts atribuindo nota a todas as escolas de samba. Beber tudo no carnaval, já que o álcool não está liberado no CP. Aproveitar para descansar, porque acampar durante uma semana na Bienal não deve ser lá muito relaxante. Desligar-se para passar, depois do feriado, uma semana conectado full-time. Se o retiro espiritual incluir corte na bebida, levar uma garrafa escondida na bagagem do CP. Farrear, cair e levantar para mais no Carnaval. Relatar tudo via Twitter. Reclamar durante todo o CP da ressaca e aproveitar a semana apenas para baixar todas as temporadas de suas séries favoritas. No CP, xavecar as blogueiras, tuitteiras, palestrantes, etc. No Carnaval, somente flogueiras. Faça sexo, mas use camisinha. Dependendo da viagem, acontecerá o inevitável teste: será que o seu gadget resiste à água do mar? Caso ele sobreviva, relate a história num post.

Eu, que ainda não decidi se assumo que tenho as minhas nerdices ou que adoro a vadiagem, terei que cobrir os dois. Talvez de maneira confusa como o parágrafo acima. Quase certeza.

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