Amanhã tem reunião de nerds
Escrito em 29/08/2008 | 1 comentário | Permalink

Amanhã, acontece o BlogCamp São Paulo, no Espaço Gafanhoto. Estarei lá. Beijomeblutufa.
Mas falando um pouco mais sério, amanhã acontece mais uma das grandes reuniões de nerds que se comunicam. Não sei se as discussões prometem, mas, na pior das hipóteses, há bares muito bons nos arredores. Não farei cobertura ao vivo, é pouco provável que eu leve câmera e o Twitter anda travando no celular.
Em compensação, vai ser muito bom rever algumas pessoas desse meio. Com elas, vai ser fantástico trocar um lero.
categorias: Aleatoriosfera, Eventos, Internet
Alternativa profissional (6): líder espiritual
Escrito em 25/08/2008 | 2 comentários | Permalink

Eu confesso que hesitei por diversas vezes comentar sobre esta opção, mas numa rápida busca pelo Google, percebi que as questões mercadológicas da fé são estudadas e comentadas tranqüilamente pelos praticantes. Então lhes digo: tomai todos e lede, este é o post número 6 da saga sobre alternativas profissionais. Um post que considerará as práticas do líder espiritual.
Por que você quer ser um líder espiritual?
Estas pessoas são cercadas de carisma. Falar para muitos e, basicamente, ser ouvido e entendido (principalmente depois que o Vaticano desobrigou as missas em latim) faz parte do ego alimentado por qualquer publicitário, seja ele praticante ou desertor.
Além disso, você está pensando em dois caminhos: o primeiro pressupõe uma certa missão de levar a palavra divina. Independente de sua crença, evangelizar pessoas, na sua visão, é algo que se faz necessário. O outro caminho, no entanto, é para gente menos idealista e provavelmente com menos fé, como eu: dinheiro. Você pode acreditar que a fé move montanhas e, portanto, consegue mover algumas verdinhas para o seu lado também. Seja em qual caminho você está, é importante que você faça com que seus seguidores acreditem que você trilha o primeiro. Para quem já trabalhou em departamento de marketing e teve que vender sabão em pó como a coisa mais interessante do mundo, é um trabalho até que fácil.
Esta visão é bem retratada na minissérie da Globo intitulada Decadência, escrita por Dias Gomes, exibida em 1995: o personagem principal, vivido por Edson Celulari, é um pobre garoto que, ao passar em frente a uma igrejinha na hora das ofertas, quando alguns fiéis iam até o altar e colocam umas moedinhas num cesto, tem a brilhante idéia de transformar o cesto em caçambas e as moedinhas em notas altas.
Porém…
Primeiramente, é necessário escolher uma das religiões do mundo. Até existe uma onda de se criar novas crenças e seitas muito loucas, mas elas não acabam bem: se acontece nos Estados Unidos, acabam em suicídio coletivo, e se acontece no Brasil, acabam desmentidas num programa da Luciana Gimenez.
Sobram então as religiões existentes, que não são poucas. De cara, mulheres não tem vez. Em nenhuma das religiões existentes. Talvez em um ou outro resquício de crenças em feiticeiras. Em outras religiões, elas ocupam cargos menores. Acho que a única líder espiritual feminina que eu já vi na vida foi a Menina Pastora.
A escolha por religiões orientais faz com que a sua preparação para líder espiritual tenha que ser em locais afastados da maior parte da humanidade e com inúmeras provações durante a estada nestes templos. Se você se identificou com a alternativa de virar hippie, talvez você se encaixe nesta busca pelo nirvana. Talvez. Se a sua intenção for se tornar líder máximo destas religiões, esqueça: você deve ser, na verdade, a reencarnação de algum líder antigo para se candidatar a tal posto. É sério. A China, por exemplo, proibiu os monges budistas de reencarnarem sem autorização do governo. Imagine que o monge, antes de morrer, deveria dizer num guichê e protocolar em algumas vias que reencarnaria no Brasil e que seria você. Ficou difícil.
Então ficamos com as religiões ocidentais, que são três e que foram criadas pelo mesmo povo no Oriente Médio: os hebreus. O cristianismo, o judaísmo e o islamismo têm bases muito semelhantes, mas se separaram e criaram dogmas próprios durante a história da humanidade. Mas voltando às questões mercadológicas, o Brasil conta com uma série de práticas religiosas, mas a maioria esmagadora ainda se divide entre os católicos e os protestantes, ambas ramos do cristianismo. Você pode até ser um líder espiritual que acredita na Long Tail e optar pelas outras duas, mas foquemo-nos no maior número de fiéis em potencial deste país.
Tornar-se um líder católico envolve algo que eu não encararia: castidade. Do padre ao papa, ninguém pode fazer sexo. Pelo menos não abertamente.
No caso do protestantismo, existe algo que poderá atraí-lo: a livre interpretação da Bíblia. Isso acontece para o bem, quando o fiel pode interpretar o que o livro está querendo dizer, ou para o mal, quando alguém quer convencer que videogames, Rock’n Roll e roupas confortáveis são coisa do demônio e que a Bíblia pode provar. Ainda assim, trata-se de uma das escolhas mercadologicamente mais respeitadas, uma vez que provações e sacrifícios não são necessários. Na verdade, tudo o que é necessário, em alguns dos variados tipos de igreja evangélica, é um curso, que envolve noções de administração de empresas e teologia, e capital inicial para abrir a igreja, coisa que deverá ser estudada minuciosamente, incluindo ciências bem terrenas como demografia do local escolhido. Achei este texto que explica um pouco do crescimento dos templos e de como se dá a abertura de uma igreja.
Eis aqui mais uma opção profissional. Até a próxima e amém.
Acompanhe todas da série Alternativa profissional neste link.
categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade
Numa reunião de brainstorm
Escrito em 13/08/2008 | 6 comentários | Permalink

Antes de mais nada, algo sobre o que é o brainstorm:
Não me considerem um pessimista, mas é fato que o que se vê por aí é desesperador. Numa metáfora que o Merigo utiliza, reunião de brainstorm, em diversas oportunidades, é como uma bola alçada na área, com todo mundo se jogando de peixinho, ou para marcar um gol, ou para cavar um pênalti. Pior: a prática de todo mundo se jogar na área é incentivada. Não nego que um brainstorm pode render idéias. O problema é quando toda reunião em que você está vira uma reunião dessas. Imagine um monte de Ronaldinhos se jogando na área para aprovar orçamento, plano de mídia, apresentação para cliente, metas do marketing, etc.
Conto algumas dessas deliciosas histórias. Algumas aconteceram comigo, outras com amigos. Ou talvez não e todas sejam obra de ficção (de preferência ficção científica) e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
A primeira delas é recente. O script é padrão: representante do cliente liga para a agência, querendo marcar reunião para apresentar um briefing e aguardar uma proposta. O atendimento colhe algumas primeiras informações e chega à sede da corporação na hora marcada. Entra então em uma sala com os diretores, supervisores e gerentes. Só cacique. Passada meia-hora, contada em xícaras de café vazias em cima da mesa, o atendimento conclui que não sairá da sala com um briefing, afinal o departamento de marketing ali presente sabia que as metas de venda aumentaram, mas não sabiam muito bem o que pedir para a agência. Não prepararam nenhum papel, nem apresentação. Nada. A deixa do cliente para o atendimento foi “o que você acha que nós devemos fazer?”
A partir de então, começou um brainstorm de análises de ameaças e possibilidades, de posicionamento do produto, etc. Tanto cacique para tão pouca informação previamente definida. Um monte de gente se jogando na área: “e se adotássemos uma linha mais cool, visando os jovens?”, “e se adotássemos uma linha tradicional para atingir os tradicionalistas?”, “podemos determinar o target como 18-50 anos, classe ABC, ambos os sexos?”, e por aí vai. Deve ser culpa da colaboratividade que a web pressupõe hoje. Aí todo mundo quer que o resto colabore num trabalho cujo único responsável não tem ânimo ou competência para executar.
Uma outra reunião genial aconteceu há mais tempo. Após inúmeras outras em que se definiram as linhas criativas da campanha, cada uma das agências foi para a sua “casa” planejar as ações que lhe cabiam. No caso, eram as agências de ATL e BTL, numa separação menos modernete. Os senhores da agência BTL pegaram as linhas criativas propostas e desenvolveram as ações.
Quando se reuniram novamente, a agência de ATL tinha exatamente nada, mas quem é que quer perder a verba de mídia? Então, ficou acordado que se uma agência não conseguiu entregar seu plano, era melhor refazer a linha criativa e pensar em outras coisas, porque o que não prestava era a linha criativa, e não a agência em questão. O que era para ser uma reunião de apresentação de propostas tornou-se uma intensa pelada entre as equipes criativas e o representante do cliente. Já brincaram de “três dentro, três fora” na infância? Parecido.
Acredito que todos que trabalham na área (ahn, ahn? Sacou? Na área!) têm alguma história parecida. Aproveitem os comentários para me contar os lamentos e, caso estejam quase desistindo, aproveitem para ler um pouco da série de posts sobre outras práticas profissionais.
categorias: Comportamento, Corporativo, Crônicas, Publicidade
Alternativa profissional (5): Funcionário público
Escrito em 07/08/2008 | 8 comentários | Permalink

Continuando a nossa grande viagem por este vasto campo das alternativas profissionais, a profissão a ser comentada é o grande porto seguro do Brasil. Um “mercado” que cresce a cada ano e que chama grande atenção de todo mundo que anda trabalhando demais: o funcionalismo público.
Por que você quer ser um funcionário público?
O seu negócio é ser índio, não cacique. Você reconhece que há gente demais querendo mandar no mundo, coisa que nunca passou pela sua cabeça. Tem até um pouco de relação com a sua escolha pela faculdade de publicidade, quando você almejava ser, no máximo, diretor de área, ainda abaixo dos VPs e CEOs. E mesmo que almejasse ser dono de agência, seria sempre dependente de um cacique maior, o cliente. Que tal ter, então, o maior cacique do Brasil, inclusive para a publicidade (as contas publicitárias das instituições públicas, somadas, colocam os governos como os maiores anunciantes do Brasil), como chefe?
As vantagens são extremamente atrativas: salário inicial bom, estabilidade no cargo (se não sobe, pelo menos não desce jamais), todas as nuances das leis trabalhistas bem respeitadas, poder abrir um processo judicial contra o empregador sem que isto lhe custe a saída de todo o mercado, horário fixo, hora-extra registrada e paga, e por aí vai.
Porém…
Se o funcionalismo público funciona de maneira diferente do mercado, saiba que um verdadeiro mercado se consolidou para levar as pessoas aos cargos almejados: uma indústria de concursos.
É uma matemática até simples: o número de formados em cada universidade de esquina no curso de Direito, elevado ao talento natural das pessoas para ser índio comum. Então subtrai-se o número de aprovados na OAB e obtem-se um número-base de pessoas que estão aptas a duas coisas: mercado informal ou concurso público. As claras vantagens do funcionalismo público fazem de você apenas mais um a concorrer por uma ou outra vaga que abre. E estamos falando das vagas para pessoas com curso superior. Existem também as vagas para pessoas com Ensino Médio Completo, aptas a mais e mais brasileiros.
Todos eles lotarão as salas dos cursinhos, comprarão jornais específicos. Decorarão a Constituição e as citações de algum guru da auto-ajuda. Por uma vaga, você terá que passar por isso.
Passada essa fase, você entrou em seu primeiro cargo. Certo. Se não gostar muito do que faz ou das pessoas que lhe passam tarefas, você pode até optar por fazer corpo mole, mas fará aquilo ou conviverá com estas pessoas por anos e anos. Mas supondo que você goste, não poderá se empolgar muito, porque empolgação não é muito bem vista e uma promoção depende mais do seu tempo de casa, cursos extra-curriculares e resultados em provas internas do que propriamente ser o funcionário mais eficiente. Pode não soar justo, mas num mundo ideal, desprezando-se motivação, talento e eficiência como os exercícios de Física do seu concurso desprezavam o atrito, faz todo o sentido.
Em suma, serão anos com algumas emoções: a cada quatro anos, acontece uma movimentação da alta diretoria das instituições, devido às eleições e possíveis interesses partidários em mudanças. Mudam os caciques, mas o índio continua índio. E um amigo seu da Petrobrás não poderá lhe indicar por lá porque, mesmo que você já tenha passado num concurso da Caixa Econômica Federal, é necessário prestar um novo concurso. Seria como prestar um vestibular toda vez que alguma agência lhe oferecesse um cargo novo.
E eu nem comecei a falar em maracutaias e negociatas. Mas vamos manter o papo no mundo ideal, desprezando politicagens, desvio de verbas públicas, esquemas e atrito, com G = 9,8 m/s². Também não vale nesta suposição que se admita a existência de um funcionário-fantasma, este sonho louco de ganhar dinheiro sem esforço, típico dos spams e dos e-mails pedindo dicas de monetização de blogs…
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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade
Repita 47 vezes: sou uma diva!
Escrito em 04/08/2008 | 3 comentários | Permalink

Eu realmente não tenho nada, absolutamente nada contra aqueles que preferem continuar sendo chamados de blogueiros, mas uma vez que descartei o rótulo, é bom reafirmar. O que eu tenho contra certos tipos de pensamento é uma espécie de miopia coletiva que é repetida ao melhor estilo “meme” e acaba por se transformar em verdades completamente absurdas. Não haveria problemas se essa história de blogs continuasse a ser um passatempo juvenil, mas já que com dinheiro de empresa todo mundo quer brincar, a fantasia terá que ser deixada de lado.
A fantasia é mais ou menos assim: você não é uma diva, mas acha que é. E precisa ficar olhando para o espelho e repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.
Os blogs são importantes? Sim. São a coisa mais importante do mundo? Jamais. Pense nisso. O que rege a ferramenta é o seu conteúdo. O blog foi só a forma que você encontrou de colocar conteúdo na Internet. É muito diferente de traçar a idéia de um blog sem pensar no que se vai colocar nele.
Assim como blogs não substituirão mídia alguma. Sempre haverá espaço para a mídia tradicional, ainda que ela tenha que se reinventar. E é importante, não só para o blogueiro, mas para qualquer pessoa, que não se admita dois pesos e duas medidas num julgamento: a imprensa não presta quando escorrega no quiabo com a dita blogosfera, mas todo mundo adora ganhar uma menção num jornal. De preferência no impresso, que tem grande circulação e você pode mostrar para a família.
Quanto às métricas, um caminho obscuro a ser percorrido na Internet como um todo, resta aos blogueiros se agarrarem naquelas que lhe parecem interessantes. Tal qual a Globo com o Ibope, o blogueiro casa com a lista de blogs mais populares que lhe posicionar melhor, não importando muito se as métricas são questionáveis. É óbvio que eu não estou desmerecendo quem sempre aparece no topo da lista, mas por que é que nunca apareceram blogs da Globolog? O Tiago Dória aborda o tema de maneira mais específica neste post.
O problema é que quando a métrica utilizada é questionável e na verdade não interessa, ela é sumariamente descartada. Imagine se eu lhe contar que este blog é o preferido por 100% da família Yassuda. Isso importa a alguém? Pouco provável. E uma lista de 200 blogs retirados de uma lista de 200 blogs cadastrados em um sistema e apenas reordenados conforme uma equação? Esta sim é importante? Apenas para o blogueiro que ali aparecer, provavelmente. Se eu utilizasse a mesma métrica numa pesquisa acadêmica, eu seria rechaçado.
Finalmente, vamos aos eventos. Sabe qual a diferença entre um evento com artistas e um com blogueiros? Quando acontece um evento com artistas, a imprensa especializada aparece para cobrir e aquilo vira notícia (tudo bem, de importância questionável) espontaneamente (também questionável). Um evento com blogueiros parece virar notícia porque os convidados, na verdade, são aquelas pessoas que irão escrever sobre o assunto. Ou seja: se eu chamar umas 100 pessoas que escrevem em blogs e no Twitter, eu terei um evento reportado em 100 blogs e parecerá que não se fala em outra coisa. Ou então se cria uma intriga com, vejamos, a imprensa. Aí temos uma notícia espontânea (e você não irá questionar?).
Mas ok. Como eu disse lá no começo do texto, os blogs são importantes. E dialogar com eles também é. Mas se a força, na verdade, está no volume da dita blogosfera do que em um ou outro blog, por que, de repente, passar a tratar um ou outro como estrela? Um irá receber um convite especial para o evento e o outro terá que ligar para pedir a credencial, sendo que ambos fazem parte do plano?
Não sei. Parece-me que há algo de podre no reino da Dinamarca. E não é só com a intenção vil de certas empresas em ganhar algum troco com blogueiros. Mas se tudo lhe parece bem, é só continuar repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.
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Blogs corporativos: por que a sua empresa não precisa de um?
Escrito em 01/08/2008 | 4 comentários | Permalink

É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação explicam por que uma empresa precisa de um, eu lhe pergunto: a sua empresa realmente precisa de um blog?
Claro, todos querem que a sua empresa seja achada. Todos querem comunicar sobre os diferenciais de marca. Mas aí é que está: você realmente precisa de um blog para isso? Blog é apenas uma ferramenta. Se você não tiver conteúdo para ele, não vale mais a pena pensar num site em Flash, bonito e encantador?
Mas tudo bem. Supondo que você acredite que a sua empresa tenha algo realmente relevante para falar, como os super-diferenciais de sustentabilidade e responsabilidade social, você pensa em montar um blog? Não seria melhor um site com seções fixas? Uma só seção chamada, vejamos, “Empresa, pensando no amanhã”, daria conta desta demanda.
Ah, a sua empresa realmente produz conteúdo? Ela tem um estagiário na área de marketing que levanta dados sobre o mercado todos os dias, faz benchmark de ações no exterior e teria tempo para alocar este conteúdo num site. É um bom motivo para querer ter um blog. Então vamos a outro ponto de nosso interesse: a sua empresa está preparada para ter um blog?
Quando um leitor decidir entrar em contato para reclamar sobre o produto/serviço, ele será ouvido ou ele será arquivado? E eu nem cogitei a hipótese do moderador simplesmente apagar o comentário e esquecer do caso, passando um relatório com um enorme carimbo “sem problemas!” para a sua chefia.

“Gentlemen, we appreciate your concern. Here at HBC the general goal is providing the highest and most thought-provoking entertainment. How great it is that we live in a country where an artist can express himself freely. That’s not only the American spirit, it’s the HBC spirit. Which allows us to make great family programs like Halo The Turtle, and of course, everyone’s favorite show, Cop Drama. We can’t thank you enough for bringing your concerns to our network, for it is you, the loyal HBC viewer, who makes this great network, and indeed, the great country that it is.” - em português: balela. Esta cena é hilária e você pode assistir clicando aqui, a partir de 12m55s.
O blog não vai salvar a sua lavoura. Se o seu produto faz feio contra os concorrentes, não é melhor pegar este investimento e realocá-lo para a Engenharia? O blog está ali justamente para propor opções de experiência com a marca. Se o consumidor tem uma experiência ruim com o produto, todos aqueles textos que o seu estagiário separou com tanto carinho não servirão para nada. E se isto é normal para os consumidores de quinta categoria que somos aqui neste país, por que abrir um canal para facilitar a vida do insatisfeito? Não é muito melhor esperar a ligação num SAC e enviar uns brindes a ele? Faz bem menos barulho que uma ação desastrosa na Internê…
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