Alternativa profissional (4): Rock Star
Escrito em 23/07/2008 | 1 comentário | Permalink

Seguimos firmes e fortes com esta saga que promete escancarar todas as opções profissionais idealizadas por jovens desiludidos com o atual mercado de trabalho. A alternativa de hoje já passou pela cabeça de toda e qualquer pessoa que viveu dos anos 70 para cá, seja por influência de grandes bandas, da cultura pop musical ou de toda a linguagem imposta pela MTV. Estou falando sobre ser um membro de uma banda de rock. Mas não qualquer membro: ser um rock star.
Por que você quer ser um rock star?
Artistas de grandes bandas de rock são famosos, coisa que já atrai quase qualquer pessoa. Em termos mais acadêmicos, já dizia Guy Debord em sua clássica obra A sociedade do espetáculo que o modelo estabelecido do espetáculo supre uma série de deficiências de nossa sociedade e não poderia parar, garantindo assim, num grande ícone de sua obra, os 15 minutos de fama a que toda pessoa teria direito.
Mas se você não entendeu nada, você quer ser famoso porque acredita firmemente que a fama é sinônimo de dinheiro, reconhecimento, sexo diversificado, grandes festas, glamour. Não lhe parece com os seus ideais de publicidade antes de seu primeiro estágio na área? De qualquer forma, ser rock star é uma opção que lhe permitiria ter acesso a tudo isso sem uma imagem de politicamente correto que algumas classes artísticas são obrigadas a vender, sem necessariamente depender de um flight de superexposição seguida de um fim precoce da fama como um ex-BBB ou, no caso de uma comparação mais direta com a publicidade, sem a necessidade de penar por anos e anos nos porões das agências, onde o sol não brilha e a alimentação é composta por café durante o dia e pizza durante a madrugada.
Já entrando no mérito do rock, é uma escolha menos efêmera que ser membro de uma boy band; universal, diferente de ritmos que são fazem sucesso neste nosso país; não restritiva, já que há um monte de sub-nichos de roqueiros; e finalmente não lhe obriga a necessariamente ter talento com música, uma vez que um verdadeiro rock star pode se dar ao luxo de ser um poser em vez de efetivamente tocar ou cantar bem.
Porém…
A vida de um rock star de verdade nem sempre é longa. Alguns exemplos são considerados grandes ícones do rock: Elvis Presley, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Keith Moon, entre outros. Gente que se foi cedo, ainda que deixando uma bela e eterna obra.
Na verdade, esta vida de oba-oba, de grandes festas, drogas e sexo ilimitados não foi feita para qualquer ser humano. Se existe um Keith Richards que agüenta o tranco até hoje, existem diversos pés-na-cova como a Amy Winehouse.
Tem uma outra coisa que pode acabar com a carreira de um rock star: o fato de que a cada dois anos, é necessário lançar um álbum novo. E lançamento de álbum é uma coisa que exige um trabalho sério e dedicado. E se o álbum não agradar, é mais fácila banda naufragar de vez do que acertar no próximo lançamento. Aí começa uma carreira de ex-rock star ou de rock star wannabe, que é bem parecida com a anterior, mas com menos glamour.
Mas supondo que você faça um relativo sucesso, existem as turnês. As turnês servem para que você visite um monte de lugares diferentes em pouco tempo, faça os shows e conviva durante meses apenas com os membros de banda e staff, o que pode ser um inferno. Um conflito incessante de egos que com certeza não acaba bem. Você conhece alguma banda com mais de 10 anos com formação original? E se ela realmente completou mais de 10 anos, quantos períodos de pausa de pelo menos 2 anos já houveram?
E finalmente, ser o rock star é algo que provavelmente não acontecerá com você. Em tempos de Long Tail, é melhor você se conformar em agradar uma parcela pequena de gente, suficiente para encher um barzinho na Vila Madalena. E olha que já será muito! Num parelelo com a ingrata publicidade, seria como abrir mão de querer ser o dono da WPP e se orgulhar de ter a sua própria agência de porte médio, com umas contas até que bacanas e vivendo em harmonia com as outras agências do mercado.
E eu nem entrei no mérito de saber efetivamente tocar um instrumento, cantar ou compor. Existem pessoas que sabem fazer isso e elas são contratáveis, fique tranqüilo. Preocupe-se com a pose, seja ela punk, metal, estilo boy band que tanto agrada o público feminino, cult, indie, grunge, etc. Rock´n Roll, baby!
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Alternativa profissional (3): hippie ou artesão-e-vendedor-de-rua
Escrito em 21/07/2008 | 2 comentários | Permalink

Duvido que você nunca tenha sido abordado, enquanto estava com alguns amigos no bar ou andando pela Av. Paulista, por algum vendedor hippie de pulseiras, colares e anéis. Estes vendedores, que se auto-denominam artistas, oferecem produtos artesanais feitos de arame, conchas, fios telefônicos e afins. E constituem, a partir de agora, a terceira alternativa profissional proposta por este blog.
Por que você quer ser um hippie?
Às vezes, você não tem uma sensação de que os anos 70 não acabaram para algumas pessoas? Só para exemplificar, eu me lembro de diversas discussões acadêmicas de boteco em que se admitia uma alternativa socialista para o mundo sem levar em conta que não existe mais uma União Soviética. Os hippies estão perdidos nesta grande alucinação coletiva, sendo uma alternativa viável aos nostálgicos.
Além disso, você pode considerar uma alternativa hippie mais, digamos, nova. O movimento teve uma releitura nos anos 90 e virou o que chamamos de hippie-chic. Lembra-se daquela novela em que a Sandy interpretava uma hippie que tomava banho todos os dias, vivia em uma casa grande e fazia arte apenas com seda chinesa e pedras preciosas? Pois é. A verdade é que esta releitura do que é ser hippie tirou de cena a lama de Woodstock, a maconha ou o sexo livre e mesclou alguns sonhos materiais, coisa típica das incorporações ideológicas do capetalismo.
Estou divagando demais. A pergunta era “por que você quer ser um hippie?”. Pois então. Ser hippie é isso aí: poder divagar, viver sem pragmatismos, apenas executando a sua “arte”, vendendo pulseirinhas para sobrevivência (leia-se comprar cerveja e/ou maconha), viajando sem rumo por este Brasilzão de Deus, incluindo em muitas vezes roteiros sul-americanos.
Porém…
O primeiro obstáculo é aprender a fazer pulseirinhas. Até que não é difícil. Eu mesmo, quando era criança, aprendi a fazer umas pulseirinhas utilizando pedaços de fio de telefone (eram bem maleáveis e coloridos) que a Telesp deixava perto daquelas caixas de distribuição na rua. Mas é como fazer publicidade, saca? Aprender a desenhar envolve uma técnica e tem toda a questão de ter repertório, mas é mais fácil acreditar em dom. E quando você desenha bem e, portanto, tem um dom, as pessoas acham que você é criativo (outro dom) e lhe aconselham a fazer um curso de publicidade. Então vamos supor neste primeiro ponto que o obstáculo, na verdade, é ter o dom para ser um artista hippie.
Outra coisa interessante é que virar hippie também envolve trabalho em equipe (já reparou que os hippies sempre andam em dupla?). Bem ou mal, você continuará operando com outros valores corporativos, ainda que a meta estabelecida agora seja um número X de cervejas ou o suficiente para pagar um albergue em São Tomé das Letras ao invés de porcentagem de crescimento.
As viagens realmente são um ponto forte para se escolher pela vida hippie. As melhores praias são sempre descobertas por eles e aí seguem duas linhas: ou tornam-se pontos cults e depois populares, ou são exploradas por gente muito rica, que cerca a praia com um muro e expulsa os hippies de lá.
Como obstáculo final, vem uma aflição real de um “maluco”. Certa vez, quando fui abordado por um vendedor no boteco, chamei-o para uma conversa tranqüila, enquanto ele fazia um brinco para uma das meninas da mesa. Ele estava me contando do filho dele, que, é claro, morava com a mãe e com a avó. Sua fala foi interessantíssima:
“Sabe o que eu queria? Que o meu filho se orgulhasse, saca? Que conhecesse o que é ser maluco e levasse em conta que é uma opção de vida. Por isso, eu levo ele para viajar e tal. Quero que ele chegue na escolinha dele daqui uns anos e, enquanto os amigos se orgulham que os pais são pedreiros ou funcionários públicos, meu filho chegue e diga ‘meu pai é maluco e me leva para umas viagens muito loucas! Já conheci o Brasil todo!’. Ia ser muito legal.”
Tal qual a opção de ser ator pornô, ser hippie também não é uma opção abertamente aceita pela sociedade, guardadas as suas devidas proporções. O problema é que, no caso do hippie, as cifras são menores. E enquanto ser ex-ator-pornô é até uma história bonita de vida para ser contada num programa da Luciana Gimenez, ser ex-hippie é apenas trair o movimento, véio.
Em todo caso, se você você quer uma opção que contemple uma saída não só do mercado, mas também do padrão estabelecido pela sociedade, está aí mais uma alternativa profissional.
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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade
Perguntas rápidas a Antonio Camano, o Róbi.
Escrito em 18/07/2008 | 4 comentários | Permalink

Hoje, dia 18 de julho, acontece a estréia brasileira do novo filme do Batman nos cinemas. Todo mundo está azucrinando uns aos outros, colocando avatares do Coringa no Twitter e no MSN, pintando o 7 nessa Internet muito louca. Por que tão sério, não é mesmo?
Longe de todo este hype, sou um fã incondicional da obra prima Batiman na Feira da Fruta, como já havia relatado anteriormente neste mesmo blog. E não é que, pela existência deste relato, aconteceu algo espetacular? O Antonio Camano, aquele que faz a voz do Róbin neste precursor do vídeo viral na Internet, um dia resolveu entrar em contato.
Aproveitando então o hype do filme, fiz algumas perguntas a ele, hoje um senhor, mas outrora uma putinha relaxada.
categorias: Cinema, Entrevista, Hahaha, Internet
Promoção “Só entre nós”
Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

Promoção encerrada! Os vencedores foram Bárbara Franzin e Patrícia Moura. Obrigado a todos que participaram!
categorias: Divulgação, Música
Alternativa profissional (2): ator pornô
Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

Continuando a saga iniciada no último post, vamos desbravar uma outra atividade profissional intimamente ligada ao alugar um pedaço do que é seu para a exploração de uma indústria. Caso você não obtenha grandes feitos virando um blogueiro de aluguel ou uma putinha do mercado publicitário, vamos à segunda alternativa profissional da série: tornar-se um ator pornô.
Por que você quer virar um ator pornô?
A resposta é óbvia: você adora sexo! E quem não gosta? Virar ator pornô é, na sua concepção, passar a ganhar dinheiro com a coisa que mais lhe dá prazer, sem nenhum compromisso emocional, atuando ao lado de um monte de atrizes gostosas. A única exigência será manter o corpo sempre em forma, a não ser que você prefira ser escalado em filmes de gosto menos ortodoxo, como sexo com gordos, anões, travestis, coprofagia, etc.
Outra coisa importante: é fato que uma série de atrizes pornôs eram também prostitutas. Porém, pelas últimas entrevistas das moças, a indústria do cinema adulto anda pagando muito bem, permitindo a estes atores que eles vivam exclusivamente de seus filmes. Esqueça os bicos, freelas de madrugada, consultorias mambembes e afins.
Porém…
Nem tudo são flores para alguém que vive de sexo. Primeiro porque a sociedade não aceita muito bem a profissão. Não que você mantenha uma vida social muito saudável trabalhando com publicidade, mas como ator pornô, você vai preferir continuar dizendo que trabalha em agências para os seus parentes e amigos. Até que um tio ou amigo tarado lhe descubra numa madrugada mais solitária e a fofoca se espalhe.
Outro ponto negativo é a própria filmagem. Creio que todos gostam de sexo e alguns até alimentam fantasias com voyeurs. Mas lembre-se que num set de filmagem tem diretor, câmera, cabo-man, assistente de fotografia, assistente de direção, assistente de filmagem, maquiador, entre outros profissionais que poderão interromper a sua performance se algo não estiver adequado. Para que a câmera capte os melhores ângulos, é necessário ter algumas noções de contorcionismo, o que não tem necessariamente muita relação com testar as posições do Kama Sutra. A Leila Lopes, nova estrela do segmento, afirmou em entrevistas que as veteranas de mercado lhe deram dicas sobre analgésicos ótimos para o consumo pré-cena.
Por fim, faço ressalvas sobre o que você terá que encarar em seu começo de carreira. Filmar com as rainhas devassas de seus sonhos adolescentes é para atores mais avançados na indústria, então é bom se preparar para começar a carreira em filmes de gosto duvidoso e atrizes não-tão-bem-delineadas. Se parar por aí, ótimo. Duro é se você for escalado para filmar com pessoas e opções/acessórios que nunca fariam parte de seu repertório sexual. E não tem chance para deixar o tesão cair! Provavelmente, será um início de carreira movido a Viagra (ou seus concorrentes Levitra e Cialis). Ou como se diz no popular, uma fase para você enrolar a bandeira do Brasil na cara e fazer por amor à pátria.
São algumas coisas a se considerar quando você pensar em trocar sua carreira de punhetas criativas por uma carreira de sexo por dinheiro.
Por último, gostaria de agradecer aos comentários e dizer que estou considerando textos sobre as opções sugeridas. Valeu pessoal e até a próxima!
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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade, Textos aleatórios
Alternativa profissional (1): abrir um boteco
Escrito em 16/07/2008 | 8 comentários | Permalink

Começa agora no blog uma série de posts (não necessariamente seqüenciais) sobre algumas alternativas para você que já pensa em desistir de seu mercado corporativo. Creio que, por este blog atrair alguns publicitários de variados escalões e agências, esta série tem tudo para ser comentada e até posta em prática por muito mancebos desiludidos.
A primeira alternativa profissional apresentada é o sonho de aposentadoria para algumas pessoas. Mas aqui, abordaremos que sair do mercado para abrir um boteco pode ser uma prática deveras pesada. Como a publicidade, ter um boteco pode inspirar algum glamour, mas a maior parte do tempo você terá de conviver com trabalho repetitivo, privado dos prazeres e agüentando papinho de gente bêbada.
Por que você quer ter um boteco?
Primeiro, porque você adora beber. É. E quando bebia, achou que poderia, como naquele brilhante texto do Antônio Prata, resolver quinhentos anos de história com um tapinha nas costas do dono do boteco, ou ainda do garçom. Viu que ele lhe foi simpático (afinal, não é todo dia que um zé deixa uma nota de R$ 50 achando que tinha pago apenas R$ 5) e achou que estar do outro lado do balcão era tudo o que você queria: bebida à vontade e gente feliz como você ao seu lado, o dia todo.
Porém…
Abrir um boteco não é tão simples assim, meu caro. Primeiro, tem que arrumar um local e se ver em dia com prefeitura (habite-se). Aí entra o investimento inicial no imóvel, estoque, pessoal, infra-estrutura, etc. Por pior que seja o seu boteco, pelo menos uma chapa para fritar toucinho e uma geladeira tem que ter, não é mesmo?
Uma vez estabelecido, é importante controlar os estoques à risca. Por exemplo: uma garrafa de cachaça deve servir X doses, garantindo o lucro de X reais. Cada bêbado que lhe der um calote coloca em risco o seu lucro, portanto lembre-se de colocar um aviso bem simpático como “fiado, nem a c******” ou “cerveja grátis, só amanhã”. E o dono do boteco não é o ser simpático: para isto você tem os garçons, que provavelmente não farão a saideira de graça, atribuindo a culpa a você. É a função deles.
Tive um colega que realizou ainda na faculdade o sonho de abrir o boteco próprio. Quebrou em 3 meses. Erro clássico de qualquer negócio é não se estruturar e precisar de lucro logo no primeiro mês. Se você souber de algum negócio que gere retorno de 100% do dinheiro investido logo nos primeiros meses, me avise. Boteco e, defitivamente, publicidade, não são.
Com isso, se você quer abrir um boteco, segue uma lista de dicas: sim, pode ser bom, mas você precisa se estruturar financeiramente, psicologicamente (afinal, não poderá tocar na birita do estoque) e emocionalmente, para agüentar os pingaiadas. Terá que ser duro com eles, como um segurança de balada ao constatar que você perdeu a comanda ou tem cara de maconheiro, mas doce ao servir a próxima dose. Em palavras mais esquerdistas, endurecer sem perder a ternura jamais! E não abra o boteco pensando no shortlist da premiação de petiscos da cidade, a Cannes dos botecos, e sim em atender bem o cliente e obter lucro.
E não perca os próximos capítulos!
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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade
Chegou a hora de lançar um media kit
Escrito em 14/07/2008 | 8 comentários | Permalink

Os papos blogóricos sobre monetização até me inspiraram, mas um contrato como o feito entre Senado e portal da Paraíba, conforme os detalhes dados pelo Cardoso, foi o que realmente fez com que eu optasse por um media kit. E um media kit à altura dos futuros contratos entre empresas ou instituições públicas e websites em geral depois deste divisor de águas firmado entre Senado e Paraiba.com.br.
Fiz umas contas interessantes por aqui: o valor de R$ 48.000,00 faz o selo custar R$ 6,66 por pixel quadrado, mas este valor está aí apenas a título de curiosidade, por causa da piada fraca, porém pronta, do preço da besta. Nas contas de custo por mil usuais no mercado, que numa média ficam na casa de uns R$ 25,00, a promessa é de cerca de 2.000.000 impressões por mês pelo valor total pago. Claro, este meu blog é muito menor do que o portal contratado. Levaria 40 meses para eu oferecer este número de impressões.
Portanto, supondo que este valor pago ao portal é um valor correto de mercado, posso me basear nele para estabelecer o meu media kit e assim iniciar uma vitoriosa campanha de e-mail marketing a senadores e congressistas.
Se eu vou levar este tempo todo para atingir 2.000.000 de impressões, nada mais justo que uma campanha de banner 120×60 aqui no Blog do Yassuda custe 40 vezes menos, ou seja, R$ 1.200,00 mensais, com o tal do custo ilusório por pixel quadrado de R$ 0,17.
Segue então minha tabela de preços por tipo de banner:
Full Banner (468×60): R$ 4.773,60 por mês
Half Banner (234×60): R$ 2.386,80 por mês
Selo (120×60): R$ 1.200,00 por mês
Superbanner (728×90): R$ 11.138,40 por mês
Skyscraper (120×600): R$ 12.249,00 por mês
É mais ou menos o que os outros blogueiros cobram?
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Eu não sou blogueiro
Escrito em 04/07/2008 | 12 comentários | Permalink

Diante de um monte de coisa falada por aí graças à polêmica entre o famoso site de notícias de importância duvidosa Blue Bus e alguns blogs bróderes (9 ao todo) que ganharam um press kit modernoso da Coca-Cola, decidi que não quero ser blogueiro.
Primeiro, porque demora tempo demais para explicar que tudo o que une os blogs são a ferramenta pela qual seus editores decidiram prover algum tipo de conteúdo na web. É bem possível que alguns concordem comigo, que eu concorde com alguns, mas a semelhança termina aí. Então fica mais fácil dizer que “eu tenho um blog, sim, mas meus únicos rendimentos vêm de meu emprego, na área de comunicação, portanto sou publicitário (provavelmente, piora a imagem que a pessoa tem de mim, mas a vida é composta de escolhas…)”.
Confesso que às vezes bate uma vontade de ser blogueiro apenas, mas não tenho vocação para isso. Os encontros no El Malak são bem legais, o pessoal é bacana. Mas não é necessário ser blogueiro para estar lá.
Concordo algumas causas levantadas por blogueiros (o título do post eu roubei daqui, um manifesto de muita gente nobre), mas não sou obrigado a concordar com tudo. Nem todo jornalista escreve inutilidades como o Blue Bus, nem todo blogueiro produz conteúdo ou é defensor de uma relação transparente com o seu público. E principalmente, nem toda empresa deveria utilizar alguns suportes web como ferramenta. Os blogs caíram no oba-oba, tem evento bacaninha toda semana, press kits luxuosos, um monte de coisa legal acontecendo. Às vezes, eu penso que todo esse investimento vale mais para que uma pequena parcela de formadores de opinião não fale mal do produto (efeito causado por aqueles cases desastrosos de RP que todo mundo tem medo, como o do moleque que abriu cadeados com uma caneta Bic), ainda mais se levar em conta que o investimento das empresas nesta moçadinha esperta é pequeno, bem pequeno, coisa que eu já havia ensaiado há algum tempo.
No meio deste vendaval de coisas, não posso negar que é muito legal estar no meio do oba-oba, como já até comentei em posts anteriores, mas entre tantas discussões infrutíferas e tanta gente perdida (eu também posso estar estar entre eles, quem sabe), melhor ficar de fora.
Reitero que é melhor tratar com cada blog individualmente, estudar cada caso, assim como com qualquer coisa. Claro que ri da piada do Merigo, mas não são as notícias toscas que me fazem não ler o Blue Bus, e sim quando ele resolve dar opinião sobre alguma coisa séria. Nessa hora, você vê que ele não consegue se aprofundar. Na hora de dar uma opinião séria, você percebe que o Merigo vai longe, e são poucos os blogueiros que conseguem chegar perto disto. Seria injusto colocar o jornalismo no patamar do Blue Bus e os blogueiros no patamar do Merigo. Prefiro chamá-lo pelo nome e quando me perguntarem “quem é Merigo?”, responderei que é um bróder.
categorias: Aleatoriosfera, Opinião
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