Amigos à venda e um grande negócio na web
Escrito em 29/06/2008 | 4 comentários | Permalink

Como a imagem diz, a Internet é um lugar onde se vende qualquer merda, seja em doletas, doletas brasileñas ou dinheirinho da Barbie, que tem outros nomes que você já ouviu falar por aí, como por exemplo, Linden Dollars. Entretanto, poucas negociatas me chamaram tanto a atenção como o fenômeno Friends for Sale, um aplicativo para Facebook que propõe uma compra e venda de seus contatos na rede social, garantindo ganhos em dinheiro de mentirinha àqueles que vendem e ao vendido (que no programa ganha a alcunha de pet).
Por que chama a atenção?
Para começar, é um aplicativo inútil, para não dizer bobo. Mas caiu nas graças de uma moçadinha descolada e realmente vicia. Veja aí uma de minhas últimas aquisições:

Dani Koetz era propriedade deste que vos fala até o fechamento desta edição.
Por ter caído na mão de gente que, bem ou mal, forma opinião do que vai ou não estourar em Internê no Brasil, houve um sensível aumento, se não das inscrições na rede social, da atividade dos usuários brasileiros cadastrados. Num emblemático exemplo, com os convites que recebi esta semana de pessoas me adicionando como contato, tenho mais amigos no Facebook do que no Orkut. Não há por que não acreditar que este fenômeno é explicado pelo aplicativo. Em conversas entre amigos, os termos Friends for Sale e Facebook já se confundem, sendo que até este estouro, pouca gente apostava fichas no concorrente do Orkut ou sequer gastava tempo para falar sobre ele com os mais chegados.
Entretanto, quero falar sobre o que realmente chama a atenção. O Techcrunch noticiou em abril um belo investimento recebido pelos desenvolvedores do Friends for Sale: US$ 4 mi, desta vez em verdinhas de verdade. A moda que lá pegou primeiro é o quinto aplicativo com maior número de usuários ativos, com mais de 600.000 acessos diários. Se considerarmos que o quarto colocado é uma cópia do Friends for Sale (denominada Owned),temos um negócio babaca de compra e venda virtual de amigos movimentando mais de um milhão de acessos por dia dentro do Facebook. De repente, fica bem mais atrativo vender banner, widget e planos descolados numa parafernalha dessas.
Ganha fôlego também a migração de usuários brasileiros para esta rede, pois poderá interessar às pessoas se cadastrar no Facebook apenas para jogar o Friends for Sale. Um processo clássico de evangelização, tal qual a Paciência para ensinar a mexer no mouse ou, numa jogada mais recente, aquela que me levou ao Twitter.
Outra coisa que me chamou a atenção ontem foi o Orkut ter liberado as apps para usuários do Brasil. Imaginei que teria sido a contra-reforma de um repentino aumento no movimento do Facebook em terras tupiniquins, mas simplesmente a opção sumiu de meu menu quando reabri meu perfil para fazer um print para este post. Fico agora com este discurso delirante de continuar acreditando em Open Social sem ter provas…
Em todo caso, se você gostou deste papo de comprar amigos e influenciar pessoas, instale o aplicativo em sua conta do Facebook e experimente. Aproveite para comprar um Luiz Yassuda para você e inflacionar o meu passe. Caso você realmente se empolgue e decida sair comprando amigos no mundo real, saiba que é fato que todos têm um preço, mas o do Toni Sá é muito mais barato.
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A casa está abandonada
Escrito em 23/06/2008 | 2 comentários | Permalink

Definitivamente a casa está abandonada. Depois de muitos dias sem um post sequer, este também não terá muita coisa. Na verdade, este post tentará falar um pouco de tudo o que eu deveria ter falado por aqui, mas que acabou sendo feito em links alheios. Se estiver com saco, saia clicando com gosto:
- No começo do mês, fui convidado para um evento da Chevrolet, e o dia foi realmente agradável. O Jonny Ken fez um podcast sobre a campanha e o brand experience em que eu participo (nos minutos finais e ainda fazendo graça). E tem fotos minhas no Flickr.
- Aconteceu também o EBP no começo do mês. Acabei ficando pouco tempo por lá por causa do jogo do Corinthians, dia em que finalmente reunimos a patota toda do Vamos Subir Timão para umas cervejas durante a partida (no meu caso, refrigerante por causa de antibióticos). Valeu Rafael e Merigo! E também conseguimos uma camisa autografada pelo Dentinho que daremos numa promoção em breve!
- Quem reparou na sidebar viu que a “rede de blogs” tinha novidade: no dia 2, entrou no ar o Nos 90, blog dedicado ao revival da década de minha infância e puberdade. Agradeço ao pessoal que está comentando, à Juliana Garcia Sales por colaborar com o site e ao Inagaki por tê-lo linkado como blog da semana mesmo com o pouco conteúdo que ainda temos.
- Por último, tivemos o #NoV, organizado pelo @correioelegante em pleno dia dos namorados. Foi legal pelos twitteres que eu ainda não havia conhecido, como a @anarina e a @mellancia.
Espero que o próximo post tenha mais conteúdo. E que seja em breve.
categorias: Aleatoriosfera, Eventos, Publicidade, Sobre o blog
Eventos e eventos
Escrito em 02/06/2008 | 6 comentários | Permalink

Esta semana foi bastante atípica para um blogueiro pequeno que não ganha $$$ via blog. Estive presente a dois eventos voltados a esta galerinha do barulho que apronta altas confusões que até Deus duvida.
O que quero dizer é que ambos os eventos me ganharam pelo meu ponto mais fraco: o estômago. Sim. Ele, que já foi tão maltratado em épocas de caça pelo PF mais barato da Berrini, agora pede tudo do bom e do melhor. A prova disso é que mesmo durante o JUCA, época em que a alimentação básica se resume a cerveja, achei um fantástico restaurante de frutos do mar ao lado do alojamento e não poupei esforços em me satisfazer com moquecas de camarão, filés de abadejo e afins.
Sem mais delongas, falemos sobre os eventos:
Na terça-feira, fui convidado para o lançamento do site S2 (sim, é um coração) na Casa Pizza, um lugar agradável no Itaim Bibi que eu ainda não conhecia. Estivemos presentes para conhecer um pouco mais sobre o portal de relacionamento, que terá artigos, auxílio de profissionais de psicologia e neurolingüística, além de um chat chiquérrimo utilizando a plataforma Flex.
Sobre os quitutes: pizza excelente, com massa fina e recheios cuidadosos. Destaque especial para o bolinho de mortadela com queijo, que conquistou os corações dos blogueiros presentes.
Na quinta-feira, antes de adoecer e ficar alguns dias longe da internê, fui ao suntuoso escritório da Microsoft em São Paulo para o Mix Essentials, um evento que traria à realidade brasileira alguns pontos abordados no Mix realizado pela matriz.
Discussões até interessantes, com gente muito bacana no púlpito, como o Jean Boechat e o André Passamani. Mas um dos comentários que ouvi logo que cheguei de um anônimo foi que “a Microsoft pode não fazer software direito, mas sabe servir uma mesa como ninguém”.
Não faço pouco caso dos softwares, mas de fato a parte da mesa comprovou-se. Tivemos em um só dia um belo café da manhã, um razoável almoço e um delicioso coffee break, além do coquetel de encerramento que eu tive que deixar de lado em prol de outras atividades.
Evento bom é isso aí: todo mundo saindo satisfeito e feliz.
E daqui a pouco, coloco o link de um post mais sério sobre o evento da Microsoft.
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