Montando a sua própria banda de garagem

22/10/2007 | 2 comentários | Permalink |

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Abri o Itunes aqui no serviço e comecei a fuçar o playlist de outros colaboradores da agência, coisa que raramente faço. Achei uma com muita coisa que eu ouvia nos tempos de moleque: Bad Religion, Misfits, NOFX e outras bandolas de hardcore.

Eu, que já estou numa onda nostálgica dos tempos da adolescência, imediatamente relembrei daqueles projetos que você vai ter orgulho de contar para o seu neto que fez parte (mas apenas para ele): minha(s) própria(s) banda(s) de garagem.

É. Não foram poucas, mas a maioria delas mudava pouco em relação aos integrantes. Na época, era até matemático saber de que banda se tratava:

Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby
Rubens – Pakito + Kyu + eu = Somekidz
Rubens + Pakito + Kyu – eu = Glue
Rubens + Pakito – Kyu + eu = The Punk Rock Band Project
- Rubens + Pakito + Kyu + eu = Chubby Boy

No melhor espírito do DIY (expliquei ele aqui, mas sou bonzinho e deixo novamente o link da wikipedia), aventurávamos semanalmente na escola. Mas creio que o meu ápice em emoção musical foi tocar num Vila Rock Bar (saudoso bar da Vila Madalena) lotado (cerca de 30 pessoas). A foto deste memorável show ilustra o post.

Você que ainda nutre o sonho de ter a sua própria banda de garagem, deve saber de algumas coisas que aprendemos na marra:

1) Aprender a tocar o instrumento é algo fundamental. Escolha um e se esforce para aprender a tocar guitarra, bateria, baixo, gaita-de-fole, seja o que for. Esta regra deve ser ignorada se o gênero escolhido for o punk rock.
2) A estética do rock é displicente. Não aplique seus conhecimentos de design para fazer site, cartaz do show, etc. Sua banda poderá ser taxada de emo à toa. Se você tiver uma banda emo, meus pêsames.
3) Divirta-se. É sério. Fazer um showzinho para os amigos é legal. Não pode virar obrigação.
4) Leve uma vida regrada de ensaios e torne-os tão divertidos quanto o show. É difícil arrumar um baterista que more numa casa isolada nas grandes cidades, é verdade. Mas alguns estúdios alugam espaço por algumas horas num preço bem camarada.

Bateu uma vontade de reativar a bandinha de garagem. Será que aproveito que ainda sou moleque, idealista e universitário ou esqueço porque sou corporativo, sem-graça e fundamentalmente sem tempo? Coisa que só os próximos dias irão responder.

categorias: Comportamento, Cultura, Música

 

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