InterCon 2007 – a digestão
29/10/2007 | 12 comentários | Permalink |

Domingo à noite, mesmo que o relógio já marque segunda-feira: começo a escrever o provavelmente longo post sobre o InterCon 2007. Conforme eu prometi no último post, cobri o evento ao vivo pelo Twitter e já postei as minhas fotos descoladamente no Flickr. Lá, vocês podem ver mais detalhes do que rolou por este ótimo “desevento”.
As Palestras
Num apanhado geral, as palestras não apresentaram nenhuma grande novidade.
Tudo bem: eu já conhecia a apresentação sobre o marketing de guerrilha da Espalhe, que abriu o InterCon com a palestra do Gustavo Fortes. Vi a galera saindo com boas impressões sobre a ex-chefia. Justo. Ele teve um probleminha aqui ou ali com o botão de passar os slides, mas os cases sempre passam uma ótima referência desta agência.
A segunda palestra foi do Elcio Ferreira, da Visie. Ele começou animado e parecia que ia ser a pessoa a desvendar a Torre de Babel que nós, os comunicólogos de plantão, e eles, os desenvolvedores de software, construímos juntos. Não foi. A palestra acabou tomando um rumo mais técnico para quem quer administrar projetos de desenvolvimento. Como ele mesmo mostrou em um slide, ele estava definido pelo lado direito do slide, ainda que conhece um pouco sobre o esquerdo porque contratava designers. Eu estou do lado esquerdo, ainda que entenda alguma coisa do lado direito para saber até onde é possível ir com web e quem devo contratar.
Depois do almoço, foi a vez de Raphael Vasconcellos, o novo Diretor de Criação da AgênciaClick, trazer os conceitos que ele e a agência acreditam quando o assunto é criação para a web. O ponto era óbvio: a maior parte dos publicitários ainda não sacou a Internet. O posicionamento da agência, denominado Creating Time, tem um bom discurso. Momento de nostalgia ao ver algumas peças para a Fiat. Geralmente, palestras publicitárias são sempre ricas em cases próprios e referências e esta não foi diferente. Gostei muito de ver um dos discursos esquerdistas bastante panfletados pelos muros universitários (logicamente, trata-se de uma criação dos anos 70) perfeitamente incorporado ao fazer publicidade. Revolution will not be televised.
Fechando o primeiro dia, tivemos a presença do Marco Bebiano, do Google. Via a euforia das pessoas correndo para dentro do auditório. Tratava-se da palestra mais esperada. Boas informações, mas nenhuma novidade. Algum esclarecimento sobre o posicionamento do Google, mas nada que, no fundo, as pessoas não soubessem. Ainda assim, gostei da apresentação.
O segundo dia começou muito bem com a bela apresentação da trupe da chefia: Carlos Merigo, Cris Dias, Fabio Seixas e Mauro Amaral gravaram ao vivo um BrainCast com forte interação com a platéia. Perguntas poderiam ser feitas a qualquer momento, inclusive via Twitter, ferramenta incentivada pelos despalestrantes. Empolgante!
Ao fim desta despalestra, seguimos em ritmo de desconferência para uma conversa convocada pelo Gilberto Jr, da Desta.ca. O tema passou por novos negócios na web, com exemplos de outras start-ups ali representadas. Alguém tocou no ponto de publicidade na web, e quando vi eu estava falando sobre cervejas. Ah, que modelo fascinante este o da desconferência!
Após o almoço, a palestra de Marcello Povoa e José Luiz Martins, da MPP Solutions. Eles cometeram um pecado mortal: o material parecia querer ensinar o que era web 2.0 em meio a gente mais-do-que-cansada de saber o que esta palavrinha significa. Quando digo pecado mortal, foi mortal mesmo: escapei da palestra e me juntei a outras pessoas para novas conversas. Desconferência e Twitter realmente combinam.
Fechando o InterCon, Sergio Mugnaini da Almap BBDO trouxe uma coleta de cases interessantes desenvolvidos pela agência. Não fugiu à regra que mencionei sobre palestras publicitárias, mas tinha cases realmente muito bons.
Twittermania
Este é o meu ponto de destaque para o evento. Além de mim, outros tantos presentes fizeram a cobertura do evento via Twitter. Mas mais do que isso: twitteiros presentes se comunicaram e se organizaram durante os dois dias de InterCon.
Eu já o utilizava há algum tempo, e o InterCon foi ótimo para eu conhecer ao vivo alguns dos follows de Twitter, entre outras pessoas muito interessantes. Uma galera bem bacana, que com certeza ainda encontrarei em outros eventos e camps da vida.
Blogar ao vivo parece ser bacana, mas dá trabalho e demanda tecnologia. Fica muito mais fácil utilizar o Twitter e qualquer celular tijolão sem grandes problemas e depois fazer um post melhor trabalhado sobre o que foi o evento.
Sou um dos que esperam por esta profecia anunciada ainda durante o InterCon: o evento servirá para fazer esse negócio de Twitter entrar num hype desgraçado aqui no Brasil. Será que ele agüenta? Será que eu vou agüentar?
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