Momento de nostalgia: Legião Urbana
22/09/2007 | 3 comentários | Permalink |

Há uma semana, a Globo exibiu um especial sobre a Legião Urbana, exibindo entrevistas interessantes com pessoas que estiveram no caminho de Renato Russo. As esquetes que encenavam passagens da vida do polêmico líder da banda tenham, talvez, ficado bem forçadas, mal representadas. Sorte que a Fernanda Lima e aquele sotaque gaúcho são sempre um toque interessante a qualquer programa.
No mais, bateu uma saudade de um tempo em que eu comecei a conhecer o que era o rock, a política, as ideologias. A Legião Urbana tinha que ser questionada, exigia um pouco mais de estudo de um Brasil que eu não vivi, tinha mais poesia que o habitual do rock brasileiro. Apontava para referências que eu, talvez, devesse conhecer.
Como toda febre, o final dos anos 90 foram marcados pela volta maciça das canções da banda às rádios e à MTV, formando fãs chatos que sequer conheceram a banda. Sei lá se eu era um deles, mas sei que não me mantive nessa por muito tempo. Ouvir Legião Urbana ou ser fã dela era tão pejorativo quanto ouvir “toca Raul” virou motivo de vergonha alheia. Ah, a adolescência é uma época tão exagerada…
Ainda assim, nesta época, no ano sem adjetivos de 2001 (um ano que deverá ocupar muitas páginas de minha biografia, caso ela seja escrita por alguém), lembro-me de estar tocando violão com o amigo Rubens. Tocamos Legião Urbana das 9h da manhã às 12h30, sem intervalo, naquelas manhãs ociosas do Centro Federal de Educação Tecnológica. Toda a discografia da banda esteve representada com pelo menos 1 canção. As pessoas iam se juntando àquela rodinha, cantando junto. Ao terminarmos, nos surpreendemos com o set list arranjado na hora e com o tempo em que ficamos ali. “Por que diabos tocamos só Legião Urbana por 3 horas e meia?”
Para aqueles que acreditam em qualquer força espiritual, esta manhã ensolarada era um dia 11 de outubro, data do falecimento de Renato Russo. Para nós, foi só mais um daqueles dias em que tocávamos violão, discutíamos qualquer questão aleatória e víamos o tempo passar sem pressa. E qualquer coisa que nos faça lembrar de um desses dias é sempre bem-vinda.
categorias: Comportamento, Música



