Sexta-feira…

Escrito em 28/09/2007 | Sem comentários | Permalink

Depois de uma semana pesada, de textos muito longos (tanto os que eu escrevi aqui quanto os que eu tive que ler e os que eu ainda tenho que escrever para ganhar nota na faculdade), é bom termos um momento para relaxar e olhar para a vida de uma maneira mais positiva. Não, não retirei este trecho de um livro de auto-ajuda, tampouco estava falando do vídeo abaixo (engraçado, porém meramente ilustrativo). Falo da cerveja que será servida daqui a pouco por aqui.

categorias: Hahaha

 

 

 

Influência do c****** na arte fálica contemporânea

Escrito em 27/09/2007 | Sem comentários | Permalink

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É notável a influência do falo humano em todas as artes. Freud deve explicar. O fato é que todo mundo quer pintar, pegar na caneta, colocar para fora e mostrar ou mesmo fazer piadas infames com a genitália masculina. Mas ainda estou falando de arte. Sim, a nobre arte da literatura, da música erudita, da fotografia, da ilustração e da pintura, incluindo também algumas artes orientais menos óbvias que o kama sutra.

Vou por partes ou já coloco tudo de uma vez?

Há uns 2 anos, o bróder Evandro trouxe um CD com uma coletânea de poemas declamados por seus autores em algum tipo de festival. A pérola do CD era do hoje VJ da MTV e CEO da Gafanhoto:

Quando fico de pau duro
Sinto-me Deus
Não Deus como Zeus no Olimpo
Deus como Jesus
Como o homem no garimpo ao achar a maior pepita
Como o médico que o cardíaco ressuscita
Sinto-me Deus
Sinto-me forte
Sinto o poder
Toda a grandeza de ser de um povo
Sinto-me um ovo fecundado
Como um viado ao dar o rabo
Sinto-me alado
Sinto-me sábio
Sinto-me luz cuspida de meus lábios
Sinto a explosão dos teus
Quando me coloco Deus
No meio de tuas pernas

(Cazé Peccini)

ImageShackUm ano depois, vi um registro fotográfico da arte milenar do origami peniano. O registro é feito por dois loucos autralianos e pode ser encontrada no livro The Puppetry of the Penis. Tratava-se de dobraduras feitas com o órgão. As figuras formadas variavam de óbvias cobras e monstros do lago Ness a hambúrgueres. Creio que a parte mais chocante falava sobre as técnicas de aquecimento para evitar contusões no jorgador.

ImageShackAchei que tudo pararia por aí, quando conheci o Penis Pokey, um simpático livro de ilustrações com um furo no meio (veja a figura). Além de boas ilustrações, tratava-se de uma arte interativa, digna de exposição, por fazer com que o leitor completasse a ilustração com a roliça e fálica protuberância do púbis. Por exemplo: numa das ilustrações, havia um vendedor de barraquinha lhe servindo um delicioso cachorro-quente, mas faltava uma coisa: onde estava a salsicha?

ImageShackMas veja agora uma notícia que a Ligia me enviou pelo Twitter: um pintor que produz uma obra utilizando como instrumento o seu próprio “instrumento”. Ele faz apresentações ao vivo também. Creio que tudo isso é só para poder fazer aquela piada idosa “e aí? Quer pintar como eu pinto?”. Eu estou acostumado a ler notícias inacreditáveis no Terra, mas a cada dia que passa, uma supera a outra no quesito do limite da criatividade humana.

Na música, temos esta dupla que interpreta grandes sucessos no piano. Melhor que eu fazer mais uma piada é que você mesmo assista:

E tudo isso para termos a clara certeza de que a arte busca inspirações fálicas. Mas não pense que é só ir abrindo a braguilha e aí gritar “parla”. A arte é algo que precisa de envolvimento, que entra na cabeça das pessoas aos poucos para enfim romper com a estética a que estamos habituados e sangrar as certezas que tínhamos. Em outras palavras, tem que rolar uma preliminar.

categorias: Comportamento, Hahaha, Internet

 

 

 

Plágios, referências e afins

Escrito em 26/09/2007 | Sem comentários | Permalink

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A chefia começou a discussão, primeiro com o caso do filme de Halls e a sua referência Tetris Humano Japonês (aqui), depois com o filme do portal Terra e um clipe do Beck (aqui) e finalmente com o café Três Corações e o clipe do Blur (aqui). Isto sem falar naquela jogadinha sensacional espalhada pelos tubos da Internet, colocando o jingle do Terra no filme do Guaraná Antarctica e vice-versa (aqui). A pergunta era simples: referência ou plágio?

Meu parecer? Abro o post com uma frase de efeito, para você usar na sua próxima reunião e impressionar a sua chefia: as linhas são tênues.

Tênue porque é muito impreciso falar sobre até onde vai a referência e onde começa a criação nesses dias pós-modernos, em que se tem a clara impressão de que “tudo já foi visto, experimentado e inventado”.

Mais tênue ainda quando pensamos que certos processos criativos, calcados principalmente em clichês de pensamentos da sociedade, tendem a chegar no mesmo lugar. É por isso que a sua pasta estagiária tem um anúncio igual ao que vai ao ar alguns meses depois com a assinatura de algum criativo dez estrelas.

Entendo um pouco de como ficou difícil criar nesses tempos de informação democrática. Imagine como devia ser fácil a vida do criativo dos anos 80, cheio de referências, leituras e experiências que um brasileiro médio jamais teria. Ele NUNCA seria flagrado se utilizasse referências demais. Hoje em dia, qualquer blogueiro pé-de-chinelo pseudo-publicitário como eu conhece Beck, Blur, os programas da televisão japonesa e mais uma porção de coisas que vemos todos os dias circulando por aí.

Meu parecer, enfim: criação não é um processo mágico que envolve luzes, divindades e encantamento.

Mensagens variam de acordo com o repertório da equipe responsável pela criação, que deve sempre primar por ter um nível de conhecimentos que o separe do brasileiro médio tal qual o publicitário dos anos 80 estaria. Variam também de acordo com as clientadas, que geralmente encrencam em coisas inúteis como tamanho do logo e splashs, mas esquecem de conferir se o pacote que estão empurrando-lhes goela abaixo está fresquinho. E, finalmente, com o advento da comunicação colaborativa, variam com o público que esta mensagem atinge, já que ele não guarda mais para si o que ele entendeu. Uma vírgula a menos numa frase faz com que as pessoas acusem de plágio ou de sem-vergonha algo que poderia ter o claro objetivo de lembrar a origem. Em outras palavras: o recado poderia ter sido algo como “sabe aquele vídeo engraçadinho no YouTube/ aquele clipe da banda? Você gosta? Você conhece? Se sim, você faz parte do meu universo também”.

Fico com a sincera opinião de que devemos primar por estar, sim, com referências acima do brasileiro médio, mas sem esquecer que os anos 80 acabaram. Só os clientes não mudaram.

categorias: Opinião, Publicidade

 

 

 

Sobre a dificuldade de se encontrar ícones

Escrito em 25/09/2007 | 8 comentários | Permalink

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Um comentário no post sobre a Legião Urbana provocou um estalo interessante, que me fez pensar, discutir com algumas pessoas e ainda assim não chegar a uma conclusão. Este post mesmo não é nada conclusivo e por isso, peço que você contribua com comentários, mesmo que ache que não entenda do assunto.

O Dirceu Jr. comentou a respeito da idolatria de Renato Russo pelo pessoal da minha idade, que já o conheceu morto: “a falta de ícones da minha geração me obriga a buscar referências das juventudes passadas. e o Renato é um dos meus preferidos”.

Há muito para se extrair de uma frase como esta: será que não tenho heróis que morreram de overdose? Será que não há alguém para se espelhar durante a dura fase da vida que é a criação de uma identidade própria? Será que vamos conseguir vencer?

Trago a discussão sobre a música por um entendimento que não limita o objeto (a música, no caso) em definições fechadas de quem influencia ou é influenciado pelo momento da sociedade. Ela é um retrato do mundo em que vivemos, ao mesmo tempo que ajuda a construir e divulgar o pensamento que irá mudar ou perpetuar o que é vigente.

Sobre os ídolos musicais, então, podemos dizer que são reflexo do que a sociedade estava produzindo e também que eles foram um dos vetores das mudanças pelas quais o mundo passou. Não há como pensar que o rock´n roll não trouxe, junto com o seu ritmo, uma filosofia. E o mesmo vale para o hip hop (antes que alguém me acuse de só olhar para a Europa branca), reggae, eletrônica e afins. E é fácil identificar pensamentos marcados em ícones fáceis e ideologia forte: o reggae da paz de Bob Marley, o punk do protesto de Sex Pistols, Clash e Ramones, o progressivo da psicodelia subversiva do Pink Floyd, e por aí vai.

Mas hoje? Hoje não há necessariamente um ícone. O pop já não produz nomes de impacto. O rock se perde em todos os seus gêneros, com os substratos de Strokes, filhos bastardos de uma trepa entre Television e Velvet Underground. O reggae virou apenas um motivo para puxar um baseado. E que orgulho negro é esse o defendido por Puff Daddy ou 50 Cent? Sodomia de gostosas e correntes? Soa bem burguês e branco.

As relações entre mundo, ícones e música ficaram mais complexas. Ou customizáveis. Seria a cauda longa? Seria a nossa doutrina cristã iconoclasta se perdendo? Seria a morte da ideologia? Na verdade, estou apenas querendo começar uma discussão.

categorias: Comportamento, Música, Opinião

 

 

 

Todos têm direito à sua própria rede social

Escrito em 24/09/2007 | 3 comentários | Permalink

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Prepare-se para a próxima clientada, amigo publicitário: se o cliente pedir uma rede social “tipo” o Orkut, não vai dar nem para dizer que é difícil e caro fazer.

É. Li no Adrants que o Ning ultrapassou as 100000 redes sociais criadas, o que a torna candidata a febre. A coisa funciona assim: você faz o cadastro, pode entrar nas redes sociais que outros usuários já criaram e pode criar a sua, totalmente customizável, em alguns clicks.

Tamanha facilidade para você reunir a moçada que tem algo em comum com você. Claro que, para o uso comum, ele parece menos prático ainda do que simplesmente abrir uma comunidade no Orkut. Mas, vai saber… Possibilidades mercantis podem ser descobertas. Depois de me cadastrar, faço um update aqui com a minhas redes sociais criadas.

categorias: Aleatoriosfera, Internet

 

 

 

Mais um projeto para me preocupar

Escrito em 24/09/2007 | Sem comentários | Permalink

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Sempre tive uma grande dificuldade de manter algo vivo. Seja de maneira metafórica, como manter um blog no ar ou tocar os mais variados projetos nos quais me enfio, ou de maneira literal, como ter peixes ou plantas. Até quando aconteceu aquela febre dos tamagochis, o bichinho durou um dia vivo na minha mão.

Hoje, fui presenteado com um bonsai, um dos poucos aspectos da minha cultura ascendente que me fascinam (ou outros seriam a culinária, aquele jardim de areia com um mini-rastelo e as técnicas de massagem). O presente é lindo, mas logo me veio o medo: será que vou conseguir deixar a planta viver?

Li atentamente os cuidados básicos e vou tentar seguir cada passo. A última vez que me lembro de ter sido incumbido de cuidar de uma planta foi quando trabalhei com meus colegas de faculdade na empresa júnior de lá e presentearam-nos com uma pimenteira. E não é que a bichinha secou? Se bem que, no folclore popular, quem seca a pimenteira são as pessoas que invejam o dono da pimenteira. Não posso me sentir tão culpado assim.

Espero que este bonsai dure um bom tempo. Vou tentar cuidar direito dele. E deste blog também. É preciso manter a chama acesa (Neste caso, de maneira metafórica tanto para blogs quanto para plantas).

categorias: Comportamento

 

 

 

Momento de nostalgia: Legião Urbana

Escrito em 22/09/2007 | 3 comentários | Permalink

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Há uma semana, a Globo exibiu um especial sobre a Legião Urbana, exibindo entrevistas interessantes com pessoas que estiveram no caminho de Renato Russo. As esquetes que encenavam passagens da vida do polêmico líder da banda tenham, talvez, ficado bem forçadas, mal representadas. Sorte que a Fernanda Lima e aquele sotaque gaúcho são sempre um toque interessante a qualquer programa.

No mais, bateu uma saudade de um tempo em que eu comecei a conhecer o que era o rock, a política, as ideologias. A Legião Urbana tinha que ser questionada, exigia um pouco mais de estudo de um Brasil que eu não vivi, tinha mais poesia que o habitual do rock brasileiro. Apontava para referências que eu, talvez, devesse conhecer.

Como toda febre, o final dos anos 90 foram marcados pela volta maciça das canções da banda às rádios e à MTV, formando fãs chatos que sequer conheceram a banda. Sei lá se eu era um deles, mas sei que não me mantive nessa por muito tempo. Ouvir Legião Urbana ou ser fã dela era tão pejorativo quanto ouvir “toca Raul” virou motivo de vergonha alheia. Ah, a adolescência é uma época tão exagerada…

Ainda assim, nesta época, no ano sem adjetivos de 2001 (um ano que deverá ocupar muitas páginas de minha biografia, caso ela seja escrita por alguém), lembro-me de estar tocando violão com o amigo Rubens. Tocamos Legião Urbana das 9h da manhã às 12h30, sem intervalo, naquelas manhãs ociosas do Centro Federal de Educação Tecnológica. Toda a discografia da banda esteve representada com pelo menos 1 canção. As pessoas iam se juntando àquela rodinha, cantando junto. Ao terminarmos, nos surpreendemos com o set list arranjado na hora e com o tempo em que ficamos ali. “Por que diabos tocamos só Legião Urbana por 3 horas e meia?”

Para aqueles que acreditam em qualquer força espiritual, esta manhã ensolarada era um dia 11 de outubro, data do falecimento de Renato Russo. Para nós, foi só mais um daqueles dias em que tocávamos violão, discutíamos qualquer questão aleatória e víamos o tempo passar sem pressa. E qualquer coisa que nos faça lembrar de um desses dias é sempre bem-vinda.

categorias: Comportamento, Música

 

 

 

Playboy das blogueiras? Já ouvi este papo antes

Escrito em 21/09/2007 | 1 comentário | Permalink

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A aleatoriosfera está em polvorosa com as campanhas por uma blogueira na capa da revista Playboy. Analisando o material colocado para o deleite dos leitores de blogs, concordo que todas as “candidatas” têm o que mostrar. Mas uma pulga atrás da orelha me lembra: eu já ouvi este papo antes.

No não-tão-longínquo ano de 2005, um outro nicho ao qual eu pertenço esteve no alvo de uma história parecida: houve um concurso REAL, promovido pela própria revista, para eleger uma universitária da USP para colocar na capa. Só poderiam concorrer as bonitinhas da USP. Deveria ser algo para desmentir folclores como “não existe mulher bonita e inteligente” ou “Na USP é igual navio pirata: só tem barbudo e canhão”.

Na época, a notícia circulou. Chegou até à Folha de S.Paulo, veja só (o grifo é meu):

Mais de 20 universitárias da USP (Universidade de São Paulo) querem posar nuas e já se inscreveram em um concurso promovido pela “Playboy”.

A intenção da revista, que está completando 30 anos no Brasil, é colocar a escolhida na capa. Só alunas da USP podem participar. A universidade tem o vestibular mais concorrido do país.

Os nomes das universitárias inscritas estão sendo mantidos em sigilo. Boa parte das candidatas vem do curso de Relações Públicas.

Eu, que estudo na ECA e adoro as estudantes de Relações Públicas, já imaginava quem seria a garota que estaria ali estampada: seria a delicinha do meu ano? Seria a coisinha fofa da turma da noite? Enfim. Houve uma bela corrente-pra-frente à espera da Playboy.

Mas esta Playboy nunca foi às bancas.

No lugar, lançaram uma daquelas edições “especiais” que nunca vendem muito, chamada Universitárias. No lugar de nossas “bigodudas” que conhecemos e que queríamos ver ganhando o mundo, universitárias de variadas faculdades de renome no aspecto qualitativo de suas alunas. Um diretor qualquer deve ter dado uma ordem parecida com esta:

“Ah! Desencana desse concurso. Vai na FAAP, seleciona aquelas gostosas e faz o encarte!”

Por isso, caso a Playboy resolver se render aos apelos da esfera blogórica, haverá um dos desfechos propostos:

- Chamam todas elas e fazem um ensaio do tipo “e elas se conheceram pela Internet”. Logicamente, vai virar apenas um encarte.

- Chamam uma miguxa, dona do blog miguxeeenhuuu.blogspot.com, que por acaso é modelo de alguma agência internacional, apresentadora e atriz.

- Chamam a Cleo Pires, que também é blogueira.

categorias: Aleatoriosfera

 

 

 

Bruno Divetta é só um estagiário

Escrito em 20/09/2007 | 10 comentários | Permalink

Sucesso há alguns dias no YouTube, Bruno Divetta existe. Pelo menos, segundo as confiáveis fontes da Central de Fofocas aqui da agência. Não sei o quanto as histórias são verídicas, mas foi por meio dela que eu soube do meninão.

A história seria a seguinte: o rapaz teria ido a duas renomadas agências de publicidade aqui de São Paulo se apresentar, trajando um belíssimo terno verde. Após mostrar sua apresentação num laptop, deixou com as casas um DVD com a pérola que foi parar na boca do povo (de publicidade, claro).


VA ou VPP, dá no mesmo.

Sendo real ou não, a verdade é que Bruno Divetta é apenas um mero principiante no bizonho e competitivo mundo empresarial. O roteiro é coerente: ele se apresenta e depois coloca a sua carta de clientes para dizer o que é que Bruno Divetta fez por eles. Parece que todo mundo está satisfeito, que o cara é herói.

Parece.

Eu pergunto: deveríamos dar tanta importância a Bruno Divetta se ele não é o homem mais inteligente do mundo?

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Transformador, o logo de Caio Ares, o homem mais inteligente do mundo.

Deveríamos considerar as soluções de comunicação e de criação de Bruno Divetta se ele não é nem ator, nem inventor?

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Daltony: empresário, ator, compositor, inventor. Mais em daltony.com.br

Por fim, deveríamos contratar de cara os serviços de Bruno Divetta ou poderíamos procurar currículos mais rodados?

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Carlos Magalhães, o salvador da humanidade

Por isso, eu digo: Bruno Divetta ainda tem muito o que aprender. Só não sei se, depois desse bafafá todo, alguém vai querer ensinar.

categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Hahaha, Publicidade

 

 

 

Escreva o seu livro sobre design

Escrito em 19/09/2007 | 3 comentários | Permalink

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Confesso que pego um pouco pesado nas críticas ao atraso dos acadêmicos perante as questões do mundo. O blog mal tem posts e em dois deles, eu questiono certos projetos (que na verdade são um só). Para não dizer que não falo das flores, trago hoje um projeto acadêmico que achei muito interessante, para variar um pouco.

A questão básica é: design é um campo vasto demais. Boa literatura sobre o tema existe, mas comprar variados livros de conteúdo expressivo para um bom start na área (e não guias rápidos de logomarcas ou o fabuloso Design para quem não é designer, que é bom, mas para um pré-start, um aperitivo para abrir o apetite) não é para qualquer bolso. Falta para a molecada que está começando a se aventurar nas praias do design, da fotografia e da direção de arte algo que aproxime o discurso físico de ondas, radiação e espelhos do fazer design de qualidade. Algo que, no fim, dê a eles mais embasamento para explicar cores, formatos e desenhos do que o raso “laranja modernidade, ilustrações da moda, não gosto de Comic Sans”.

Para preencher esta lacuna educacional de qualquer curso de publicidade e propaganda deste país, os acadêmicos começaram um trabalho de pesquisa de design em variados aspectos. À frente do projeto está o prof. Luli Radfahrer, da ECA-USP. Ele chamou alguns estudantes para iniciar as pesquisas e incentivar as discussões na rede. O primeiro deles a trazer material para a web é Danton Porto, que montou o bom umpoucosobrecor.wordpress.com. Os textos tratam, por enquanto, de noções de percepção de cores, contrastes e texturas.

Já seria excelente se parasse por aí. Mas a intenção do projeto é que internautas pitaqueiem sobre os posts e aumentem os dados ou a bibliografia a ser pesquisada pelo Danton. No futuro, todo o material coletado por ele e por outros estudantes, com o apoio do Luli, será transformado em um manual de design aberto a todos gratuitamente graças a idéias simples como o Creative Commons. Ou seja: você acessa, ajuda com os seus conhecimentos de design, vê o banco de informações crescer e, no fim, ainda vai poder dizer por aí que escreveu o melhor material brasileiro para o estudo do design.

Apesar do resultado esperado parecer grandioso, o projeto é baseado em coisas simples, de fácil acesso a todos. É por isso que ele deverá render bons frutos. Bons projetos são aqueles que as pessoas se lembrarão depois de muito tempo por ainda os utilizarem, e não aqueles que fazem grande barulho na mídia para se perder no limbo do esquecimento em questão de meses.

Acesse o blog montado pelo Danton para conhecer. Não precisa baixar nenhum client de 21MB, nem ter uma conexão à Internet muito veloz.

categorias: Colaborativo, Design

 

 

 

Acordem! O Second Life já era!

Escrito em 18/09/2007 | 3 comentários | Permalink

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Não vou ser o primeiro a dizer que o Second Life morreu. Mas, claro, ainda há quem aposte na plataforma. Existem projetos em universidades sérias baseados em Second Life. Para variar, a academia chegou atrasada, mas não vou entrar nesta discussão.

Uma ou outra empresa ainda mantém casas virtuais ativas nessa terra de ninguém. A IBM, por exemplo, entrou em 2006 e investiu uma bela grana, anunciando expansão dos serviços oferecidos no Second Life em 2007.

Agora vão ter que agüentar os apuros que uma série de empresas já passou: as críticas de uma comunidade colaborativa. Pior: são os seus próprios colaboradores que realizarão um protesto virtual contra o corte nos salários.

Vale como mais uma prova de que os jornalistas ainda dão um pouco de bola para os releases que incluam as tags Second Life e ação. Mas as ações terão que tender sempre ao bizarro, como no caso aí descrito ou como a intervenção da equipe do Pânico na TV numa festa virtual da Globo.

E protesto virtual poderia ser feito com tanta ferramenta mais interessante que o Second Life. Um blog explorando as entranhas da filha-da-putice dos diretores financeiros em relação aos cortes salariais ofereceria muito mais conteúdo para nós, reles mortais, que teríamos mais argumentos na mão para não engolir a nota que a IBM deverá soltar daqui uns dias, dizendo que cortes salariais são estímulos a equipes de produção ou algo que o valha.

Se for só para fazer uns cartazes de protesto vazio e uma pirraça, tenho que corrigir o meu primeiro parágrafo: foram os colaboradores privados que chegaram atrasados ao mundo de protestos que envolvem a academia pública e as instâncias sindicais.

Que sirva de reflexão aos diretores financeiros citados de que valeria muito mais a pena não cortar salários do que investir numa plataforma morta como o Second Life já nos meados de 2007.

categorias: Internet, Opinião

 

 

 

É tendência, Brasil #1 - Elas estão com tudo!

Escrito em 17/09/2007 | 4 comentários | Permalink

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Bom, ganhei esse espaço pra falar de moda. Já de cara, olho pra mim e vejo que estou de bermuda surfista e camiseta (hummm) surfista! Ok, vestir moda não é exatamente o meu forte. Por isso, que ninguém espere uma super-análise-mega-antenada do que é fashion e do que é over. Vou pegar alguma coisa que seja totalmente hype (seja pra homem seja pra mulher) e em cima disso mostrar um pouco mais do que o simples, dizer mais do que “evite usar roupas brancas se você é branco demais” ou “saias balonê são a tendência das ultimas três estações” (e sim! Elas são!!!).

Pra começar, elas estão aí. A primeira vez que que eu vi tem uns três anos. Na rua. Depois um desfile aqui, outro acolá e esse acessório (será que é um acessório?) voltou. Na verdade, voltaram: as polainas. Alguém aí não conhece? São aquelas tornozeleiras de tecido que as mulheres usam. Ou melhor: USARAM muito e agora voltaram…

Pra quem não conhece um vídeozinho mais que clássico (Nunca viu Flashdance? Se mata!) com elas em ação.

Achar exemplos hoje em dia delas também não é difícil:

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Aqui, ela com saia no desfile da Ellus da última edição do SPFW

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Polainas sendo usadas por homens. Sim, apesar de consagradas nas mulheres, polaina também é coisa de macho! (desfile de Alexandre Herchcovitch).

Com saia ou calça Skinny, as polainas ganham destaque como acessório bonito e muito marcante. Fica a Dica.

POSTS RELACIONADOS:
Contratação de colunista

categorias: É tendência, Brasil

 

 

 

Contratação de colunista

Escrito em 17/09/2007 | 1 comentário | Permalink

Ganho uns trocados neste estranho mundo publicitário com um cargo que rotineiramente vira chacota entre a gurizada da escola: analista de tendências. As piadas variam de “e aí? você tem tendência?” a “me diz qual vai ser a tendência do verão”.

Já estou acostumado, mas pensei que eu poderia oferecer um pouco de conteúdo de moda, comportamento e outras coisas que você acha super hype ou in com um toque de pitacos velhacos, como os que anunciam que no” seu” tempo, “as coisas eram muito melhores”.

Obviamente, se eu escrevesse sobre moda, roupas e combinações, eu aumentaria ainda mais o número de piadas sobre as minhas “tendências”. Para resolver o problema, contratei um colunista para a seção que será facilmente reconhecida por este selo abaixo:

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O nome do homem é André Sobreiro, que também mantém um blog. Ele é estudante de jornalismo, mas encontrou nas Relações Públicas a sua paixão (ou teria sido na Psicologia?). Administrou por longos anos o setor de eventos e baladas da Atlética da ECA, tendo como hobby apontar o dedo no que considera luxo, tendência ou brega.

A princípio, a coluna é quinzenal e estréia daqui a pouco.

categorias: Sobre o blog

 

 

 

I Encontro dos Blogueiros Publicitários (ou vice-versa)

Escrito em 16/09/2007 | 7 comentários | Permalink

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É verdade que o meu contato com blogs começou cedo, mas o envolvimento com a causa esférica é, de certa forma, recente. Recebi durante a semana um convite do Ziggy para receber as mensagens de um e-group denominado Clube dos Blogs Publicitários. Antes mesmo da primeira pauta, as pessoas queriam se conhecer e, sobretudo, bebericar uma boa cerveja no sábado à noite.

Uma vez marcado o encontro, num simpatico bar com rodízio de esfihas, muitas pessoas apareceram. Um animado papo que percorreu as instâncias do marketing de guerrilha (um assunto que fascina uma boa parte deles), do Estadão e do papel das mídias, a própria blogosfera e até uma saudável reflexão sobre canibalismo contra colaborativismo de aleatoriosfera, numa mostra que há muitas opiniões interessantes num mundo blogueiro de PR abaixo de 5.

Fui lá para “representar” o Estalo, mas também este bloguinho simpático. E gostei muito das conversas que tive com cada uma das pessoas com quem conversei.

Prometi a todos ali um post sobre o evento, mas como péssimo repórter que sou, tinha poucas fotos, nenhum link e um ou outro nome que consegui guardar. Não consegui configurar o celular para funcionar com o Twitter, tampouco este blog para receber posts via e-mail. Levanto aqui alguns trechos de conversa que achei interessantes:

- O ponto da paixão por blogar. Fazer dinheiro só com blogs deve ser ótimo, mas não era a realidade de ninguém ali. A realidade de grana com blog é ainda mais distante no meu caso (não há adsense nem visitantes por aqui). Blog geralmente dá gasto, tira horas de sono, demanda esforço por bons posts. Por isso, tem que se gostar demais. Tem que acreditar naquilo. E gostei bastante das histórias contadas pelo Alessandro Temperini, de uma época em que ele queria fazer um troco na marra.

- Muitas idéias e a vontade de fazer um social, ou melhor, um benchmarking. E por isso o encontro. Valeu a conversa com o Gabriel Jacob sobre o que fazer para abrir um blog na agência em que ele trabalha e até pelas idéias que ele tem para aprimorar o seu blog.

Prometo que a lista de links será atualizada em breve, assim como o meu Netvibes.

categorias: Aleatoriosfera, Ao vivo, Colaborativo, Internet, Publicidade

 

 

 

Aonde é que o Tuíti vai parar?

Escrito em 14/09/2007 | 1 comentário | Permalink

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Em uma época em que não havia tempo para recolocar este blog no ar, eliminei-me de uma dessas redes sociais infestadas de miguxos e piadas sem graça. Afim de trocar um vício por outro (e sem um espaço digno para que o vício fosse um blog), aceitei o gentil convite da chefia para entrar numa nova onda da internet. Foram exatos 2 dias de uso para pulularem posts na blogosfera sobre o Twitter.

Espantoso? Não é propriamente o que eu achei. Afinal o fato era lógico: as pessoas comuns, tipo assim, eu, se inscreveram e começaram a acompanhar tuiteiros de vanguarda ou da velha-guarda, que por acaso também eram blogueiros da mesma estirpe. O aumento no número de followers dos garotões resultou nos primeiros ranqueamentos. Aí foi só esperar umas horinhas e até mesmo o surdo ouviu, o cego viu e o cético (aqui também sou eu) acreditou: o Twitter vinha para causar.

Não se sabe ainda ao certo o que ele veio causar. Posso arriscar alguns palpites:

A troca de informação dentro da twittosfera se dá de forma tão rápida e prática que empolga mesmo. Por enquanto, está saudável, mas eu já cheguei a ler twittadas de gente que está deixando os blogs um pouco de lado, mesmo que isto não seja intencional. Alguém mais animado ou paranóico poderá gritar que é o fim dos blogs. Poderá sair proclamando a nova esfera tuítica como a única e fundamental forma e manter o fluxo de informações do indivíduo eterno. De tanto post que chega via e-mail, messenger ou SMS, ele também diria que as pessoas agora querem ler até o que não querem! As empresas passam a twittar. Os Twitters corporativos iriam compor uma boa parcela da informação dos indivíduos e terão que ser extremamente rápidos e eficazes para apresentarem novidades a qualquer momento. A Apple anuncia novos Ipods diariamente. Os rankings elegem o que é mais cool hoje, mas a principal diversão passaria a ser o “top 10″ da obsolescência. As nostalgias deixam de ser uma questão de décadas para virarem uma saudade aguda do que se fez ontem. Aí eu vou lembrar que a pergunta inicial era “o que você está fazendo?” e eu só queria ficar o dia todo respondendo que não estava fazendo nada, e acreditava que ninguém se importaria com isso.

Obviamente, trata-se de uma brincadeira sem qualquer fundamento prático. As pessoas utilizam ferramentas assim com muita parcimônia. Todos buscam sempre uma análise mais completa dos cenários. Não existem gurus que tecem conclusões precipitadas para fazer dinheiro com quem não sabe surfar nas tsunamis de mudanças midiáticas. Nem quem arrisque que qualquer ferramenta que surge vai mudar o mundo.

A última vez que ouvi um papo assim foi sobre uma ferramenta com visual 3D disposta a ser uma espécie de simulação da vida que, no fim, transformou-se em espaço para onanistas a procura de sexo virtual e empresas querendo empurrar qualquer porcaria. Ouvi um espasmo de uns acadêmicos dizendo que transformariam o tal ambiente num completo local para a troca de pesquisas e conhecimento. Não é muito óbvio que você aí baixe um programa pesado, que roda mal nas conexões brasileiras, para discutir McLuhan ou Pierce às 4 da manhã, em inglês, com algum canadense perdido e mal-amado?

Acho que estou alucinando. Vou tomar mais um pouco da minha dose de Twitter, que você pode acompanhar clicando aqui.

categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Internet, Opinião

 

 

 

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