Protegido: Teste
23/11/2009 | Digite sua senha para ver os comentários | Permalink |
categorias: Opinião
Fim da linha
07/10/2009 | 2 comentários | Permalink |

foto: piermario
É, acabou mais um blog meu. Desta vez, o com nome de blog pessoal.
Vou continuar com as minhas ladainhas sim, em outros endereços. Por enquanto, são:
http://www.brainstorm9.com.br
http://www.luizyassuda.com.br
http://fuckyeahcaneca.tumblr.com
http://flickr.com/luizyassuda
http://twitter.com/luizyassuda
Foi um prazer estar com vocês aqui, mas este blog chegou ao fim da linha.
categorias: Sobre o blog
Um novo blog do Yassuda
25/07/2009 | 4 comentários | Permalink |

Desde a estréia do blog, em 2007, não houve uma mudança grande em seu layout. Até agora.
Há muito tempo, eu queria fazer deste espaço algo 100% livre de quaisquer problemas com direitos autorais. No que diz respeito aos textos, consegui, já que todos são meus ou cedidos pelos autores. No caso das imagens, e aí está um grave erro que serve a toda a dita blogosfera, tratam-se, em sua maior parte, de fotos e ilustrações obtidas via Google, infringindo assim alguns direitos autorais de fotógrafos, ilustradores e afins.
E não é por maldade: a imagem já foi tão utilizada por outros sites que sua autoria se perdeu. Por isso, poucas fotos têm crédito por aqui.
Para resolver este probleminha, pensei em fazer algo parecido com o que o Cavallini faz em seu Coxa Creme: ele contrata os serviços de Marcelo Braga e ambos saem ganhando: o blog, por estar adequado e diferente; o ilustrador, por divulgar o trabalho e possivelmente ganhar algum $$$. Teria eu cacife para bancar um ilustrador antes mesmo de ter um currículo invejável neste mercado de comunicação?
Aí, fiquei sabendo, entre uma cerveja e outra, que dois amigos, Breno Ferreira e Shun Izumi, estavam abrindo sua própria empresa, o Estúdio 3, para vender ilustrações. Para começar, precisavam, sim, de algum dinheiro, mas também precisavam expor o seu trabalho.
Então unimos o útil ao agradável: é de autoria deles a nova header, que passa um ar mais moderninho a este blog enfadonho, além da imagem deste post e futuras imagens que possam vir parar aqui. Em outros posts, eu irei me virar com coisas do meu Flickr ou de amigos que liberem o uso. Continuarei dando preferência, quando for usar fotos públicas, para a produção sob Creative Commons ou outro acordo libertário. E quanto aos textos, estes continuarão sendo meus, para desespero dos leitores.
Vale a pena conhecer o trabalho destes amigos e contratá-los quando precisarem de uma ilustração bacana. Aproveite e deixe um feedback sobre as imagens que vierem parar aqui.
categorias: Sobre o blog
Urubus comedores de carniça
03/06/2009 | 14 comentários | Permalink |

“Yellow journalism is a type of journalism that downplays legitimate news in favor of eye-catching headlines that sell more newspapers. It may feature exaggerations of news events, scandal-mongering, sensationalism, or unprofessional practices by news media organizations or journalists” – Wikipedia gringa sobre yellow journalism, o equivalente a imprensa marrom.
A imprensa brasileira, mais uma vez, nos presenteia com um show de horrores, transformando a tragédia pessoal de alguns num espetáculo de todos. O que se assiste na televisão, nos portais e nos jornais é um caldo de notícias desencontradas, não-confirmadas e cruelmente manipuladas para dar um toque de sensacionalismo barato. O blog Salve a Rainha teceu ontem um comentário mirando nas headlines sobre o acidente aéreo que ocorreu nesta segunda-feira de uma maneira que não concordo, mas acabou acertando em cheio nos despropósitos daqueles que deveriam informar em favor da verdade.
A verdade é que o acidente com o voo da Air France deve ter uma explicação, tem que ter investigação e informações oficiais sobre esforços de buscas afim de um desfecho devem ser noticiadas. Só isso? Trata-se de algo que já daria muito trabalho a jornalistas sérios para pesquisar e informar. Entretanto, não é este o único esforço de enormes equipes, que dizem praticar jornalismo sério. É tanta pauta que sobra até para uma Ana Maria Braga entrevistar especialistas sobre aviação e engenharia aeronáutica.
Como o referido post do blog Salve a Rainha insiste, o que adianta noticiar que havia um casal em lua de mel no voo? De que vale para a busca dos fatos saber que um dos passageiros tinha medo de voar? Por trás desta humanização de uma notícia, afim de torná-la mais próxima de nós, reles mortais que poderiam estar num voo com um trágico e igual fim, o jornalismo marrom praticado pela imprensa brasileira exibe cada detalhe de carniça sensacionalista para ávidos leitores, hipnotizados pelo mistério e pela esperança de um desfecho milagroso.
Duas coisas devem ser comentadas sobre o que está ocorrendo neste momento em uma série de redações canarinhas:
1. Nesta busca pela headline mais impactante, quanto esforço está sendo colocado para cutucar a ferida daqueles que estão num momento difícil? Será o mesmo esforço que o jornalista está fazendo para entender laudos técnicos que virão a seguir para não ficar repetindo termos como grooving, reversor ou transponder, entre outros repetidos de maneira vazia no passado, em um infográfico para leigos?
2. Vale mesmo a pena correr atrás da melhor headline em detrimento de dar a notícia corretamente? Se valer, o que impede um jornalista destes de tentar comprar, por exemplo, um assessor de imprensa para que ele forneça comunicados oficiais vazios apenas para que sua equipe tenha um “furo”? Aqui vai uma notícia para vocês: não impede e eu tenho convicção que alguns colegas assessores de imprensa que já passaram por um gerenciamento de crise sério como este já receberam assédios semelhantes.
Há algo muito mais podre do que toda a coleção de discussão sobre ética em blogs elevada ao quadrado nestas fábricas de notícias. E onde há podridão, não podem faltar os urubus de plantão. Eu não desejo uma tragédia pessoal que alardeie a opinião pública na vida de ninguém, pois só quem já viu de perto sabe como lambe o beiço (ou o bico) um jornalista marrom louco pela notícia. Parafraseando os Racionais MCs, urubus filhos da puta, comedores de carniça.
Mas eu ainda não acabei. Nós aqui do time do Social Media, a turminha descolada do Twitter e dos blogs que adora uma confusão, que faz história, vira mito e revoluciona a comunicação, não somos mais do que expectadores deste showzinho sem fim, auxiliando o conteúdo da web com piadinhas de gosto duvidoso, boatos que são espalhados sem a menor noção do que está sendo provocado por ele (deixe que a própria Lalai lhe explique o que o boato fez por ela assim que ela aterrisou em Paris, afinal, até isso virou pauta do acidente), e, claro, a tonelada de posts para atrair paraquedistas torpes querendo fotos de cadáveres. Não é melhor em nada do que as práticas dos jornalistas descritos neste post.
Para finalizar este post grande, uma notícia a todos que esperam pela porra da lista de passageiros, como já ouvi por aí: a França não permite que se espetacularize uma notícia. Cada uma das famílias é acionada e, em geral, opta por não vincular o nome da vítima ao acidente. Lá, a imprensa respeita (ou é obrigada a respeitar) cada uma das famílias e amigos, que não podem ser importunados, tomar microfonada, nada. Como a empresa é francesa, tal qual uma boa parte das vítimas deste voo, investiga-se lá e respeita-se as regras de lá. Se alguém mencionar algum tipo de lei para fazer o mesmo por aqui, provavelmente vai ter que ouvir muita ladainha sobre censura, ditadura e liberdade de imprensa. Que me desculpem os colegas comunicadores e me chamem de direitista, eu opto pelo bom senso.
Desejo força aos familiares e amigos das vítimas e um caloroso abraço aos amigos jornalistas sérios que querem os fatos e que ajudaram com as informações deste post.
Update: Vale conferir também um outro ponto de vista sobre o assunto, de uma jornalista que já foi muito xingada e que aponta outros urubus: http://www.trezentos.blog.br/?p=1583. Boa leitura!
categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Imprensa, Opinião
C_MPL_TE
08/05/2009 | 2 comentários | Permalink |

E saiu o novo disco do Móveis Coloniais de Acajú, banda que não vive o mesmo hype de um Teatro Mágico ou de um Cansei de Ser Sexy, mas que com certeza é uma das grandes revelações musicais neste Brazilzão de Deus. Intitulado C_MPL_TE, ele mantém vivo o ska que a banda apresentou em canções anteriores, mas não deixou de fora canções de trabalho, mais próximas do pop rock, para costurar uma aproximação da banda com a programação mainstream. Foi a impressão que tive de O Tempo, single disponibilizado anteriormente pela banda, e que mantive ao ouvir a canção de abertura, Adeus.
Estou escutando o disco neste exato instante, que está disponível no Álbum Virtual da Trama. Se você gosta de ska, vale bastante a pena. Mas entusiastas de rock brasileiro e de MPB poderão se identificar facilmente. Download altamente recomendado, de graça e sem a sensação de pirataria.
Enquanto continuo escutando o disco por aqui e você executa o download do disco por aí, veja um dos clipes de C_MPL_TE abaixo. Na opinião do Maestro Billy, a que ele gostou de cara no disco. Por enquanto, a que mais chamou a minha atenção também. Sem palavras:
Outra muito bacana, Para Manter ou Mudar (A do piano):
Você também pode procurar tudo o que a banda já publicou no YouTube clicando aqui.
categorias: Cultura, Música, Vídeos
Radiohead, Radiodread, Sgt. Pepper e Lonely Photographers
02/04/2009 | 2 comentários | Permalink |

Vou tentar compensar a ausência de posts com um que vale por uns três. E para manter a vibe muito mais musical do que publicitária, trouxe algumas coisas que vi e ouvi nas últimas semanas.
A começar pelo relato mais atrasado de todos, o Just a Fest, evento caótico realizado na Casa do Chapéu, também conhecida como Chácara do Jockey. Como se não bastasse a ressaca de uma noite intensa de comemorações do quase-fim da vida universitária, ainda encarei com alguns amigos trânsito para ir, poucas opções de comes e bebes, lama, chuva, trânsito para sair. Óbvio, vi um Thom Yorke do tamanho de um caroço de pitanga, como a maior parte das pessoas.

Eu não o vi, mas o amigo Silvio Tanaka o viu e disse que foi muito bom.
Mas as bandas estavam ótimas. A começar pelo Los Hermanos, banda chata com fãs chatos da qual eu sou fã. Visivelmente, não estavam à vontade como grupo, mas executaram bem as canções e saíram rápido, sem bis ou conversa. O provável último show. Já durante o Kraftwerk, sem querer desmerecer a história e influência da banda, rolou um bom momento para eu colocar o sono em dia e tentar disputar um copo de água. Enfim, o Radiohead veio e fez um dos shows mais impressionantes que já tive oportunidade de assistir. O que foi a galera em coro cantando Paranoid Android? Gênios. Outro bom relato do show você pode encontrar no blog dos bróderes do Vereda Estreita.
Durante os dias que se seguiram, coloquei Radiohead para tocar, sim. Mas também o iTunes tocou à exaustão o som do Easy Star All Stars, um grupo que conseguiu meu respeito por fazer versões dub dos discos Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, e Ok Computer, do Radiohead. Aliás, as versões ganharam nomes sugestivos: Dub Side of the Moon e Radiodread. Foi Karma Police no repeat por aqui durante alguns dias.
Via Twitter, soube então que eles estavam preparando o lançamento de seu terceiro trabalho cover, uma ousada gravação do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que virou Easy Star’s Lonely Hearts Dub Band. A partir de então passei a aguardar ansiosamente a maior viagem de LSD dos Beatles numa versão bem viajante que é natural do dub.

Curioso? Eles me disseram que vêm para o Brasil ainda neste ano.
O detalhe é que o disco, que será lançado no dia 14/4, já vazou e a informação foi repassada também via Twitter. Vale a pena escutar e vale a pena comprar depois, até para ajudar os músicos.
Ainda neste clima de show, viagem e piração, os amigos Daniel Possa, Thiago Dragoni, Gabriel Kalup e Caio Paganotti organizaram uma saída fotográfica na USP. O ponto fraco do programa foi a chuva, mas nada que impedisse alguns bravos de observar coisas incríveis. O Flickr do Dragoni e o do Kalup não me deixam mentir. Até que eu não fiz tão feio, mas obviamente não dá para comparar.
Em uma semana tão atribulada como a de um comunicólogo, nada como fins de semana como estes descritos, além de um sonzinho bom para descontrair. No mínimo, referências interessantes, ainda que eu não tenha falado do Kraftwerk.
categorias: Cultura, Eventos, Música
Alô? É, é sim da casa do c%$@$!
15/03/2009 | 1 comentário | Permalink |

Se alguém tinha dúvidas de que 2009 seria um grande ano, falo de algo que já deveria ter comentado antes:
Para comemorar a lei que impede que as operadoras de telemarketing liguem para telefones cadastrados que não queiram receber ofertas inoportunas, republico um post de maio de 2007, originalmente colocado no Estalo. A lei entrou em vigor no primeiro dia de 2009 e para não receber mais encheção de saco, basta cadastrar o seu número no PROCON-SP.
—
Eu martelava letras quando tiririm, tiririm, tiririm, alguém ligou pra mim… digo, o telefone tocou:
- Boa noite, senhor. O senhor foi escolhido entre muitos para estar ganhando uma incrível bolsa de estudos de inglês aqui com a Nossa Empresa. A Nossa Empresa Cursos de Idiomas tem o prazer de lhe oferecer este desconto especial assim que o senhor efetuar a confirmação de interesse para estar dando início ao seu processo de aprendizagem no nosso sistema de e-mail learning. Estaremos confirmando agora o seu cadastro. O senhor gostaria de estar começando o curso no momento?
- Olha, minha filha – tentando ser educado – não preciso de um curso de inglês neste momento.
- Neste caso, quer indicar a bolsa para algum amigo especial.
Até pensei em indicar algum inimigo, mas recuei:
- Não, não.
Então voltei ao que fazia. Alguns garranchos depois e o telefone toca:
- Boa noite senhor a Nossa Empresa Provedora de Internet está com promoções incríveis fazendo um incrível desconto na assinatura deixando os dois primeiros meses de graça (pausa) Com o provedor de Nossa Empresa associado ao seu serviço de banda larga o senhor pode (pausa) jogar online (pausa) baixar músicas vídeos mp3 visitar (pausa) sites do mundo todo e ainda conferir as novidades no nosso exclusivo portal de conteúdo (pausa, parece que ela vai concluir!) O senhor estaria interessado?
- No momento, não. Estou razoavelmente satisfeito com os serviços que a Outra Empresa me propõe, Sendo assim…
- Mas o senhor não vai querer perder esta super promoção que lhe dá dois e eu disse dois meses de provedor gratuito com o conteúdo inteirinho do portal de conteúdo da Nossa Empresa o senhor já tem e-mail? Pois o exclusivo Nossa Empresa Mail vem com proteção anti-spam e o senhor vai poder…
- Não, minha cara, você não me entendeu! Eu não tenho interesse. Passar bem.
Alguns minutos e o telefone toca de novo:
- Senhor! Nós somos da operadora de telefonia celular Nossa Empresa e estamos oferecendo um convite irrecusável para o senhor trocar de operadora. O senhor pode até levar um celular de graça apenas passando em uma de nossas lojas e apresentando o código que irei lhe passar. Para isso, o senhor pode me informar qual é a sua média mensal de gastos com celular?
- (Contas rápidas: vinte dividido por doze…). Um pouco mais de um real.
- (Engasga) Certo. O senhor tem interesse em estar adquirindo o incrível modelo que custa oitocentos reais por (leve risada) setecentos e noventa?
- Não, obrigado – e desligo.
Não passou muito tempo e aquela merda tocou de novo:
- Boa noite! Para a sua segurança, esta ligação está sendo gravada, ok? É com prazer que informo que o senhor foi selecionado para receber em sua casa um incrível cartão de crédito do Banco Nossa Empresa, que pode ser de qualquer operadora, mesmo que o senhor não tenha conta em nosso banco. Com este cartão o senhor poderá desfrutar do melhor das compras com um limite de crédito pré-aprovado para enfim adquirir a sua independência financeira, com a primeira anuidade totalmente gratuita. O senhor estará recebendo o cartão em casa em poucos dias. O senhor prefere receber o boleto no dia 10 ou no dia 20?
- Não, não. Não quero boleto, você está me entendendo?
- Mas o senhor não quer adquirir a sua independência financeira?
- Cartão de crédito não é nada disso, ô moça! E esta conversa está sendo gravada, não é? Então anota aí: não quero receber o cartão em minha casa. Não quero, ok?
- Mas este cartão é gratuito por um ano…
- Eu sei que você é só uma pobre trabalhadora de uma operadora de telemarketing, mas… (muitos palavrões).
E eu nem lembro mais o que eu queria botar na merda do papel e também foda-se.
Eu sempre me perguntei se alguém compra algo por telemarketing sem que seja ludibriado. Via em meus primeiros estágios umas empresas adotando isso e até querendo que eu fizesse este tipo de “atendimento direto ao cliente, focado em suas necessidades, para estudantes com perfil de marketing”, como descreviam as vagas que brotavam nos murais da faculdade. Comecei a pensar nas empresas e percebi que elas são sempre as mesmas. Como todo ser humano, eu tento não querer xingar estes filhos da puta, safados, pilantras, sem-vergonhas, enfadonhos (respiro), mas não posso cuspir para cima, porque um redator promissor pode virar roteirista de telemarketing nas viradas da vida. Por ora, anuncio que estou boicotando todo e qualquer produto da Nossa Empresa e se esses putos persistirem, passarei a dar nome aos bois.
categorias: Comportamento, Crônicas, Publicidade
Carta de @vitorfasano aos fãs
10/03/2009 | 23 comentários | Permalink |

Uma pausa divertida antes de voltarmos às minhas chatices.
Se há alguém que definitivamente entendeu o fenômeno do Twitter, este alguém é o @vitorfasano, disparado o melhor perfil satírico, com sacadas geniais sobre o way of life global, no sentido Rede Globo da palavra.
Faz tanto sucesso que virou nome de prêmio para o melhor perfil fake do Twitter e ontem, na premiação dos Melhores da Websfera, amealhou a taça de Melhor Microblog de 2008. É possível afirmar que ajuda até o verdadeiro Victor Fasano em sua imagem.
Mas, como eu disse, @vitorfasano ontem levou a taça e enviou uma carta, que irei publicar com autorização do próprio. Então ligue a caixa de som, dê um play na música abaixo (que, segundo o autor, tem tudo a ver com a sua trajetória de sucesso) e confira a carta na íntegra:
QUERIDOS FÃS, AMIGOS E COLABORADORES #YOUPIX 2009
Faz muito tempo que deixei de ser pura e simplesmente um ator global.
Hoje, reconheço que sou um ícone mundial. Globalizado para mim ja é como uma roupa que nao me serve mais.
Vejo coisas boas, e as transformo em coisas ótimas ou excelentes. Este é meu estilo de vida.
Eu sei reconhecer um CAMPEÃO quando encontro um – e é o que eu encontro, todo dia, no espelho.
Agradecer por premiações? Acho cafona. Me premiar é algo necessário e procuro fazer disso uma rotina agradavel.
Logo, receber prêmios oferecidos por outros é algo que não considero mais que obrigação.
Tenho visto alguns fakes distorcendo e empobrecendo a verdade pela internet. Pois saibam que eu transo a realidade premium de ser quem eu sou.
Um abraço a todos que acompanham o trabalho da Gló, pura e simplesmente para me prestigiar. A magia da internet em sincronia com a televisao é algo fantastico e fico feliz em poder proporcionar este prazer a vocês e a mim mesmo.
Tenho a maturidade para entender que a noite de hoje me coloca ao lado de grandes eventos da internet. O primeiro brasileiro 100% internacional, juntamente com 1) NAPSTER 2) YOUTUBE 3) GOOGLE 4) my dear friend BARACK HUSSEIN OBAMA
Estou no lugar que me é de direito, nos anais do mundo virtual, pois na vida real isso já ocorre há muito tempo.
Tudo nessa vida é passageiro. Mas, assim como a Amazônia, VF também é para sempre.
ABS!
NASMASTE!
VF
categorias: Aleatoriosfera, Hahaha, Internet
Ano do boi, ano do Twitter, ano da crise?
02/03/2009 | 7 comentários | Permalink |

Agora que o carnaval acabou, podemos dizer com certeza que o ano começou. E, claro, todo o tipo de especulação sobre o que acontecerá durante 2009 está sendo feito. Diferentemente dos entusiastas das previsões, quero compartilhar aqui com vocês um pouco de história que está a uma busca no Google de distância do vosso conhecimento.
Uma história sobre uma pauta gasta.
Em agosto de 1999, surge o Blogger, um dos serviços para a Internê que se tornaria símbolo da auto-publicação. Não só isso: o que o Blogger e seus similares propunham era um sistema de publicação que qualquer macaco treinado pudesse administrar sem grandes dificuldades, mantendo facilmente diários pessoais. Não que não existissem diários virtuais antes disso, mas o sistema realmente determinou que qualquer leigo pudesse ter um espaço facilmente atualizável na web de graça. A diferença que eu, então adolescente, pude observar foi a troca dos domínios cjb.net para os estranhos blogspot.com nas páginas dos coleguinhas. Faz um bom tempo que isto aconteceu e de lá para cá, os blogs ganharam alguma importância. Importância o suficiente para ganharem até um ano em que eles foram o centro das atenções da grande mídia.
Você se lembra quando foi este ano? Pois eu lembrei de algumas datas:
- Em 2001, conheci o termo “blog” via imprensa. Uma notícia muito parecida com esta. Blogs eram, portanto, “mania” em 2001.
- Em 2002, abri o meu primeiro blog, assim como muita gente já havia feito ou ainda iria fazer. Falei apenas para não pular o ano do pentacampeonato brasileiro.
- Em 2003, o todo-poderoso Google comprou o Blogger e sua já respeitável base de blogueiros. O fato serviu para termos relatos sobre o ano dos blogs na época.
- Em 2004, a imprensa já destacava o lado jornalista por acidente dos blogs, em que muitos deles pautaram a grande mídia com assuntos destacados em posts. A Time elegia um “Blog of the Year”, e a ferramenta foi bem explicada em sua tradicional edição da personalidade do ano.
- Em 2005, já haviam empresas de olho em publicações. Os blogs corporativos engrenam no exterior e os blogs continuam ganhando relevância. Encontrei um post falando sobre o ano dos blogs corporativos, ano dos blogueiros, ano dos blogs colaborativos, etc.
- O oba-oba chegou a 2006, ano que começou com a famosa capa da Exame, cuja matéria intitulada A Sua Empresa está Nua deu a letra da entrada dos blogs no mercado de comunicação no Brasil. A colaboratividade está tão em alta que a Time elege você como personalidade do ano.
- Finalmente, chegamos a 2007, ano que o Inagaki chamou de… o ano dos blogs no Brasil, justamente porque começavam a se tornar relevantes e influentes.
- Obviamente, não seria difícil encontrar relatos chamando 2008 de “O ano dos blogs”, como encontrei em sites de entusiastas de RPG.
Chegamos a 2009 com pessoas querendo fazer de 2009 mais um ano dos blogs. Quem diria que seriam pessoas que pensam tão diferentemente como o Cardoso e a União dos Blogueiros Evangélicos, não é mesmo?
Mas a verdade é que este ano que está começando já tem suas novidades. Uma delas é o Twitter, que já foi muito comentado em 2007, aqui mesmo no Brasil. Em 2008, um artigo da Wired apontava-o como o destino certo para quem antes pensava em blogar e, finalmente, achei este interessante relato sobre a experiência de blogueiros portugueses que migraram para o Twitter e mantiveram resultados igualmente bons. Novidade há pelo menos dois anos que foi finalmente descoberta pela imprensa brasileira que faz pautas e mais pautas sobre o universo da ferramenta.
Não há algo de estranho em tudo isso? Seja na história dos blogs, que faz com que o caso de implantação do MSN Messenger no Brasil ou da violenta ascensão das Redes Sociais pareça pequena diante de tanta auto-afirmação, ou seja na repetição do lero-lero que as pautas do Twitter têm trazido, há algo que não se encaixa com a realidade.
Realidade que faz das tendências apontadas há um ano um punhado de novidades que as pessoas sequer sonham em descobrir.
E é esta realidade mais real que traz o acontecimento que deverá guiar 2009: a dita crise. Esta sim está mudando mercados, redirecionando verbas, afetando pessoas. Uma mudança eu já estou assistindo de camarote: a Internet, como canal a ser utilizado para comunicação de marcas, vai ter uma fatia de verba em relação às outras mídias e métodos maior do que em anos anteriores. Isto, com certeza, alocará desde gurus mequetrefes das Mídias Sociais a pessoas sérias e competentes. É possível que meritocracia, ainda que em fase embrionária, seja mais do que um termo num discurso vazio em 2009.
Uma vez ganhando ou consolidando importância, quem estiver trabalhando com isto deverá dar uma resposta às questões éticas frequentemente levantadas hoje por formadores de opinião, amanhã por grandes alas de consumidores.
E, finalmente, fica a esperança de que aqueles que se dizem gurus passem a discursar sobre o que as ferramentas do hype realmente estão trazendo de mudanças no comportamento das pessoas. Se houve nos blogs algo que deu às pessoas uma efetiva mudança em sua relação de consumo e produção de informação, parece que há algo de novo no Twitter. E precisamos entender o que é.
Para encerrar, o ano, segundo o horóscopo chinês, é do boi. Eu, que sou chegado num churrasco, só posso esperar boas coisas para o período. =)
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Você acha que o Twitter tem potencial para explodir de fato no Brasil?
09/02/2009 | 9 comentários | Permalink |

Acabei de fazer uma pergunta aos meus followers no Twitter: “você acha que o Twitter tem potencial para explodir de fato no Brasil?”. Eu tenho uma opinião formada sobre o assunto, a qual compartilharei com vocês, meus caros doze leitores, nos parágrafos a seguir. Mas antes, abro o espaço para as respostas que chegaram:
“Tomara que não. O que estragou o orkut foi… todos juntos agora… ESSA MALDITA INCLUSÃO DIGITAL!” – @Ricardo_Ono
“Popularizar, não. Eu acho que não tanto quanto o Orkut. Ele não tem muitos recursos de interação. Seria apenas um scrapbook e só” – @rafabarbosa
“Estou apostando nisso, tentei contribuir na forma de um belo post explicando como se tornar uma web-celebrity aqui” – @justplay
“Sim. Principalmente qdo pessoas que vc acha que nunca usariam o serviço começam a te seguir em massa.” – @babifranzin
“Definitivamente acredito, minha irmã que adorava o orkut, leiga em qualquer outra rede social, agora usa direto o Twitter” – @denisecastro
“Eu não só acho …. eu acredito que já está bem encaminhado para uma explosão logo logo :)” – @vivoverde
O que eu acho? Depende. Em vez de ficar entre sim ou não, é melhor dizer que eu acredito muito no Twitter também, mas não em seu potencial de popularização no Brasil. Podem dizer que ele é um canal mais rápido para compartilhar informações, que sua conectividade com o mundo mobile abriu novos horizontes ou que os trendsetters brasileiros o escolheram. Mas são justamente as coisas que tornam o Twitter um grande barato que, em minha opinião, o deixam longe de ser acolhido pela massa.

Em comparação com o Orkut, o Twitter apresenta um hype maior, mas uma procura cinquenta vezes menor.
Vamos a alguns pontos sobre o Twitter:
As pessoas compartilham informações mais rapidamente: o Twitter permite fluxos de informação instantâneos, mas necessita de filtros adequados de acompanhamento. Ainda que seja verdade que algo caia primeiro no Twitter, os seus usuários funcionam como disseminadores em outras redes, impactando o usuário padrão via imprensa, Orkut e outros canais. Os usuários do Twitter estabelecem filtros de informação e funcionam como filtros para os outros usuários de Internet, por assim dizer.
A sua conectividade com o mundo mobile abriu novos horizontes: o Twitter é aquela ferramenta que faz algum sentido de uso se associada a outros aplicativos e serviços. Basicamente, o usuário pode escolher o que quer receber e como quer receber, associando a sua conta a clients como o TwitterFox no computador ou o Fringe no celular. Além disso, ele possibilita a associação com outros meios de postagem de informação, espalhando as twittadas por outras redes e concentrando no Twitter o que o usuário produz por aí. É fascinante, mas é difícil. Nenhum uso do Twitter ainda se fez didático o suficiente. Além disso, se formos imaginá-lo como uma grande rede de conexão de pessoas numa era de Internet móvel, devemos lembrar que pouca gente usa mais do que as funções de telefone e SMS num celular.
A popularidade que o Twitter venha a alcançar (ou já tenha alcançado), ao meu ver, não se dará em números de usuários, mas em como algo que lá começa impacta o usuário padrão longe dali. Em outras palavras, o que devemos medir não é tanto o número de followers, mas a capacidade de uma simples twittada mover algumas coisas. Seja para o bem ou seja para o mal, como já havia comentado em meu post intitulado Cultura de meme é comportamento de rebanho.
Eu o vejo como um grande roteador de conteúdo, com alguns poucos produtores de conteúdo exclusivo para ele e a maior parte retransmitindo informações recebidas. Seu uso atual tem a cara do que é ser trendsetter e, apenas no caso de uma grande reformulação, este deverá ser o grande nicho usuário. Aos comunicólogos de plantão, sugiro prestar atenção em como podemos pautá-lo, tirando o foco de povoar determinado perfil aberto para uma ação ou esperar que ele se torne, como ferramenta, algo mais popular.
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Cagando regras para a “Bliposfera”
31/01/2009 | 5 comentários | Permalink |

Eu não tenho dúvidas de que existem uma série de grupos utilizando social media que a dita blogosfera sequer pode imaginar. A descoberta mais recente foi a real existência de uma Bliposfera que, pasmem, não utiliza este nome.
Diferente do Twitter, o Blip.fm é facilmente explicável, tem um uso intuitivo e a entrega é palpável. Os blippers, como se denominam, realizam encontros regados a muita cerveja e alegria, os Blip’n Beer. Diferença para o Blogcamp? Site unificando os encontros mundialmente. Outra grande vantagem deste grupo é que as picuinhas resumem-se a gosto musical, se é que #mimimis existem.
Mas sempre tem alguém que dispara a cagar regras para algo tão simples que não precisa delas. Aconteceu com os blogs quando o papo ficou complexo, já que os blogs vieram “para substituir a grande mídia”. Até necessário, pensando bem. Mas também aconteceu recentemente com o Twitter, que tem uma natureza complexa por não explicar para que ele serve ou o que se deve fazer com ele, mas uso simplificado pelo fato de ser muito fácil “desligar” quem não estiver agradando (é só não seguir as atualizações da pessoa), permitindo que o Twitter, para quem o vê, seja feito apenas das atualizações de seus amigos, seus favoritos e do @vitorfasano, claro. =)
No caso do Blip.fm, que não veio para substituir nada, a lógica das músicas que se pode escutar obedece o mesmo sistema do Twitter. Mas como é necessário criar alguma etiqueta que provavelmente não será seguida pelos mais populares, deixo apenas uma: não bliparás Stairway to Heaven. Talvez seja bom discutir alguma ética de blipadas contendo jingles: deverão vir com a tag #blipadapaga. Tal indicação deverá vir também quando uma empresa pagar um blipper para publicar uma canção do David Bowie, por exemplo.
Brincadeiras à parte, esta tal de Blip-roda parece ser muito mais agradável. Bem confraria mesmo. Os encontros não levam em consideração o número de listeners ou a relevância na meritocracia informal da Internet. Pegou da aleatoriosfera o que ela tinha de melhor (o #NoB) e limou o conversê sobre blogs. Gostei e repito a requisição feita no Twitter: tem lugar para mim, @camilakise?
Escute algumas mazelas sem vozes chinfrins em meu Blipinho.
categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Internet
Ah, a Campus Party…
24/01/2009 | 9 comentários | Permalink |

Entre 19 e 25 de janeiro, acontece em São Paulo a Campus Party, mas mesmo sendo hoje o penúltimo dia dela, eu entendo que ela já acabou. Pretendo desfrutar de muito descanso durante o domingo.
E o que marcou a Campus Party 2009? A resposta é fácil: a entropia. Diferente da concepção do ano passado, em que a Arena (área destinada aos computadores) se dispôs em um enorme corredor de bancadas, a festa deste ano ocorreu em um espaço quadrado, em que todo e qualquer som produzido pelas diversas palestras e pelo palco principal era direcionado para o centro do pavilhão. Ou seja: muito, mas muito barulho o tempo todo, mesmo com fone no ouvido.
Tal dinâmica atrapalhou consideravelmente a todos que quiseram assistir às palestras de qualquer área. Eu evitei todas, principalmente as mais perto do palco principal. Acabei encontrando muitos amigos na rápida passada que dei pela área do CPLabs, uma espécie de incubadora gerada para as muitas start-ups aqui representadas.

CPLabs: pouco público, mas simpático.
E por falar em empresas, outro tópico da entropia foram os diversos banners de marcas que atrapalharam (e muito) a localização de cada área dentro do Campus Party. No ano passado, eu achei que a demarcação de área foi muito rígida, mas neste ano ela simplesmente não aconteceu. Descobri que passei o evento todo na área de vídeo e design. Talvez tenha lados bons e ruins. Particularmente achei até bom. Um outro aspecto negativo para as empresas foi tentar aparecer no meio de tanta gente querendo gritar. A maior parte dos stands dentro da área Arena passaram batido pelos participantes.

Jogo das 7 marcas
Voltando ao problema do som, a pior estratégia, em minha modesta opinião, foi forçar o som durante a balada, intitulada Sarau Digital. Uma barulheira ensurdecedora, com artistas de gosto duvidoso. Obviamente, não estou justificando a briga entre o cantor De Leve e um dos campuseiros, e sim jogando a culpa deste infeliz acidente na infeliz decisão de transformar o espaço barulhento em um grande show, sendo que a maioria das pessoas veio aqui para conversar com outros participantes, apresentar seus projetos ou desenvolver novos aparatos tecnológicos.
Também foi bem infeliz o episódio entre um campuseiro e uma das atrações de um dos stands, uma coelhinha da Playboy que foi bolinada pelo participante. Não vale a pena nem fazer mais comentários sobre o ocorrido.
O evento também contou com aspectos positivos: os livestreams foram muito divertidos. Deixei alguns arquivos do programa que transmiti com o amigo Bruno Allucci e as participações especiais de Rafa Cst, Bruno Divetta e outros. Assista lá.
Outra coisa bacana foi conversar com pessoas que só encontramos em eventos como este: Mafra, Lúcia Freitas, Nospheratt, Rafael R, entre tantos outros.
E utilizando a palavra blog pela primeira vez neste post, só para não dizer que não falei deles, deixo registrado os meus parabéns à Babi Franzin e toda a equipe do Velocidade, eleito o melhor blog de sua categoria em uma premiação por aqui. Ainda que não signifique muita coisa, o reconhecimento ao trabalho para lá de competente realizado pela equipe de bróderes vale a menção. Não preciso nem dizer que é um orgulho tê-la na Chapelaria.

Parabéns, Babi!
A premiação que eu realmente queria ganhar, mas não consegui, foi o Campeonato Brasileiro de Rick Roll, concebido pelo Jonny Ken. Tudo bem, o sexto lugar foi honroso.
Também não poderia terminar o post sem mencionar o real motivo que leva as pessoas a se enfurnarem neste evento:

Veja mais conteúdo produzido por mim no Flickr e no Twitter.
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Cultura de meme é comportamento de rebanho
17/01/2009 | 6 comentários | Permalink |

O título é provocativo, mas entendam que eu não estou aqui para me opor à memética ou à eficácia delas como ação. Para falar a verdade, um outro publicitário menos avisado gritaria “eureca” se descobrisse como tais coisinhas fazem a festa na Internê. Alguns talvez nem gritem, mas já realizaram alguma coisa. Eu prefiro continuar lendo tudo com boa vontade e cuidado antes de passar para frente alguma idéia e, como função que me cabe neste blog, dividir este cuidado com a minha meia-dúzia de leitores.
Não é uma questão também de ser contra passar as coisas para frente na Internê. A mobilização rápida é algo que veio para ficar e tem exemplos ótimos por aí. Quando aconteceu o temporal em Santa Catarina, um apanhado de pessoas filtrou e juntou informações sobre as regiões atingidas. Fizeram do Alles Blau uma das melhores iniciativas da curta história blogueira canarinha. A comoção nacional, como um todo, fez valer a pena passar informações para frente.
Mas, como eu disse, é preciso entender os interesses por trás de um inocente meme. No ano passado, por exemplo, eu assisti à tentativa mais-do-que-estranha de transformar o então candidato à prefeitura Gilberto Kassab em uma espécie de Barack Obama tupiniquim. O site, recuperado pelo cache do Google, pediu o apoio de alguns blogueiros ao candidato, com direito a selinho e tag no Twitter. Na época, registrei minha opinião e ainda fiz piada. A questão não é entrar em méritos políticos, mas sim pensar em como disparar um monte de opiniões rapidamente na web impede que se pense um pouco a respeito do assunto. Não quero aqui desmerecer o trabalho daquele que coordenou os esforços em Mídias Sociais da campanha, do blogueiro que o ajudou e de quem apoiou o candidato. Apenas achei estranho, assim como achei estranho o Cansei, que foi mais engraçado pela contra-campanha que teve, ainda que os posts pró-Kassab também tenham ótimas pérolas.
Além disso, numa onda mais recente, tivemos um ruído causado por pessoas contra a dita blogosfera, que via twitter tentaram aterrorizar uma campanha publicitária. Novamente não estou aqui desmerecendo quem quer ser contra campanhas na Internê nem julgando a qualidade da campanha alheia. Apenas achei estranho, porque no meio de quem protestou havia gente que já foi a eventos patrocinados ou mesmo recebeu brindes de empresas, retribuindo com posts.
Tudo bem, eu mesmo já fiz parte, certa vez, de uma campanha para um candidato político de quem eu não era partidário, coisa que me deixou em crise por uns tempos. Podia ter negado e talvez ter sido demitido, mas era um bocado novo e covarde para tanto. Hoje só tenho a certeza de negar qualquer proposta deste tipo que eu receba no futuro. Como também já fui contra a exploração publicitária de blogs, mas hoje vejo que, se feita de forma ética, não há problema algum.
O que realmente me incomoda é ver que a maior parte das pessoas que integram uma ação destas realmente não param para refletir. Vira comportamento de rebanho, massa de manobra ou outro sinônimo. Comportamento que me faz lembrar do que aconteceu há alguns anos, quando “invadi” a Assembléia Legislativa junto com diversos colegas da USP, para reivindicar a votação contra o veto do governador ao aumento do repasse de impostos para as Universidades paulistas. Causa linda, se explicada até aqui. Quando voltei para a escola, começamos a discutir se o departamento deveria aderir à greve e um colega se dispôs a trazer os dados de arrecadação de ICMS do período em questão. A matemática era simples: o aumento da porcentagem pedido de acordo com os números do ano anterior e o aumento da arrecadação devido ao aumento da produção no Estado e, portanto, do repasse às universidades era igual. O que estava errado ali era ignorar que a briga real deveria ser com a transparência nas contas da USP, e não com o Estado. Mas limpar a casa é sempre mais complicado do que falar dos outros…
Por isso, leia, reflita e, se possível, discuta antes de aceitar um call to action. Serve para propaganda política e para propaganda em blogs. Criar polêmica no Twitter pode ser divertido e em alguns casos funciona, mas enviar denúncia ao PROCON, ao CONAR ou ONGs como o IDEC quando se sentir lesado com qualquer tipo de campanha pode ajudar a mudar as coisas também. Se acatam a sua denúncia, o anunciante é obrigado a tirar a peça do ar, sem choro. Será necessário apresentar uma argumentação melhor do que “sou contra publicidade em geral”, mas se realmente o anunciante estiver sendo anti-ético, funciona. Não é o que penso dos casos mencionados aqui, mas se você acredita nisso, tente provar e seja feliz. Ou não. Apenas fuja desta cultura de passar para frente porque é meme quando o assunto é mais sério.
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Iniciando 2009 com novidades: Chapelaria
03/01/2009 | 9 comentários | Permalink |

Mais um ano se inicia de acordo com o calendário gregoriano. E já que adotou-se, muito antes de 1582, o costume de se comemorar o ano novo com rituais de renovação, nada mais justo do que eu realize esta tradição explicando um pouco mais sobre um projeto tão despretencioso quanto este blog, mas novinho em folha.
Trata-se da Chapelaria. Não me perguntem sobre o porquê do nome, que foi gerado num brainstorm via MSN há alguns meses. A idéia era juntar uns camaradas ecanos sob um objeto comum que linkasse a todos. Não exatamente uma rede de blogs aos moldes das existentes: não existe acordo comercial, vantagens de hospedagem ou quaisquer benefícios diretos envolvidos. Também não exatamente um portal, já que o que importa é divulgar o conteúdo produzido, e não agregá-lo em um só canal.
Os outros culpados da existência do projeto são Daniel Possa e Olé Azevedo, do Vereda Estreita. Conversávamos sobre o formato da brincadeira e inspiramo-nos n’O Esquema. Entretanto, achamos que não seria adequado abrir mão cada um de seu querido layout. Justamente o contrário: seria necessário manter a identidade visual de cada um, conforme o gosto de cada dono de blog. Outro experimento interessante que serviu de inspiração foi o Lablogatórios, apresentado no último BlogCamp SP. O caminho era mais ou menos este: juntar algumas pessoas que poderiam ajudar umas às outras a divulgar o conteúdo de todos.
Saímos em busca de pessoas para compor o rol de blogs a serem linkados. Inicialmente, éramos eu e o pessoal do Vereda, mas coloquei também um outro blog que participo (Nos 90). O Possa indicou e contatou Rafael Lavor e Diego Senise (Logopéia) e eu resolvi dar uma força ao novo blog do ex-colunista daqui, o sr. André Sobreiro, e seus intrépidos amigos, que incluem a coisinha mais fofa deste mundo (Palpitando). Chamei também o modeeeerno Kato, com quem trabalhei na FischerAmérica (Space Invaders) e a Babi Franzin (Velocidade). Por último, conversei com os meus parceiros de Estalo. Todos eles toparam e ganharam, com exceção dos blogs temporariamente hospedados no wordpress.com, uma barra superior discreta e charmosa.
Reitero: não há pretensão com grana ou métrica. Cada um que cuide de seus acordos comerciais ou verifique seus acessos. Creio a maioria dos blogs participantes, para não dizer todos, não nutrem esta paranóia. Também não queremos, com esta ação, subir no ranking do BlogBlogs, já que o número de blogs será limitado, inicialmente e provavelmente para sempre, a dez.
O site da Chapelaria existe somente para o caso de algum desavisado tentar acessar o domínio. Conteúdo mesmo quem produz são os blogs ali linkados. Sugiro a leitura de cada um deles, que são bróderes e, sobretudo, têm conteúdo bacana.
E antes que eu me esqueça: feliz ano novo a todos!
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Já que o ano está acabando, férias
15/12/2008 | 3 comentários | Permalink |

E o ano de 2008, tão rico em novas experiências, está acabando. Foram muitas as discussões lançadas e eu realmente espero ter agregado alguma coisa a quem passou por aqui, mesmo que tenha sido apenas para buscar a letra da canção “Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians”.
O ano de 2009 será um ano de novos projetos. Alguns já estão em fase adiantada de planejamento, o que me fará “desligar” durante as próximas semanas, aproveitando os últimos dias do ano na gloriosa Pompéia-SP. Este é, provavelmente, o último post de 2008. Como fiz no ano passado, destaco os posts mais lidos durante os últimos 340 dias. Se você não os leu, é uma boa oportunidade para conhecer um pouco do que escrevo por aqui.
Os posts mais lidos em 2008:
1° Aqui tem um bando de louco (2/12/2007)
2º Alternativa Profissional (2): Ator Pornô (17/7/2008)
3º As agências de publicidade e a propaganda nos blogs (6/3/2008)
4º É tendência, Brasil #4 – O verão 2008 já chegou (1/11/2007)
5º Alguns textos adolescentes (23/3/2008)
Outros destaques:
- E quem diria que uma das boas lições do BlogCamp seria dada por uma miguxa? (1/9/2008)
- Publicidade não é vanguarda (29/10/2008)
- Numa reunião de brainstorm (13/8/2008)
- O menino do Photoshop (12/10/2008)
categorias: Sobre o blog



