Batman Dark Knight? Feira da Fruta nele!

Escrito em 08/05/2008 | 3 comentários | Permalink

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Fiéis meia dúzia de leitores deste blog, eu peço desculpas a vocês pelos poucos posts. Os dias andam agitadíssimos e, enfim, não pretendo dar uma desculpa esfarrapada.

Ah claro! Sobre este post: eu estava conversando com uns amigos de faculdade sobre as ações moderninhas e descoladas para o novo filme do Batman, em que coloquei a minha opinião de que o único filme do Batman que vale a pena era o do Bátima na Feira da Fruta, obra-prima de duas mentes adolescentes, hoje tiozões, que foi legitimamente viral na Internet mesmo sem o YouTube.

Aí veio a idéia de, em forma de flash mob, dizer umas falas desta genialidade cinematográfica numa das sessões deste Dark Knight, que só estréia em julho. Pensei em algumas:

- Quando este dito Coringa aparecer pela primeira vez: “Eu sou o palhaço, o coringa, o palhaço, o jóquer, o palhaço…”
- Quando este dito Coringa achar que triunfou: “Uhuhu! O Bátima morreu, viu? Às quatohora da tarde eu tirei o pinto dele fora”
- Finalmente quando o Batman ressurgir para a batalha final: “Não adianta, Coringa. Antes de sair da bat-caverna, eu tirei o meu pinto fora. Eu sou eunuco. Você tá fodido na minha mão agora!”

Intervenções famosas como “como puta paga, porra?” e “minha filha, vem cá. Sabe o que é isso? É o lico que faz cair pinto” serão bem vindas.

Quem está comigo nesta aventura?

PS: Ok. Tem um outro filme do Bátima que presta: aquele que a Nicole Kidman participa.

categorias: Cinema, Colaborativo, Eventos, Internet

 

 

 

Quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João

Escrito em 29/04/2008 | 9 comentários | Permalink

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Quem me conhece há mais tempo sabe que os eventos paulistanos me agradam. Quando surgiu a Virada Cultural, um evento de apanhados culturais da cidade reunidos numa nova embalagem em sua primeira edição, aproveitei para andar por ruas e avenidas que jamais imaginaria caminhar durante a madrugada.

Nas Viradas seguintes, só motivos para eu me orgulhar de estar no evento. O centro estava lindo, em recuperação, quase renascimento. As atrações musicais animavam o público. Mesmo com alguns problemas no ano passado, o evento se consolidava. Tornei-me, então, um grande defensor desta manifestação. “Se não gostou da muvuca, não odeie a Virada Cultural, odeie os fãs de Teatro Mágico”, bradei no Twitter.

E enfim veio a quarta edição. Muitos palcos, muitas atrações e fundamentalmente muita gente.

Foi então que o pano caiu. A ilusão acabou. Em um centro cheirando a urina, não consegui chegar sequer perto de algum palco, exceto o surrado palco de bandas indies, que foi abandonado até pelos moderninhos. No meio daquele povo todo que se apertava em busca de uma melhor visão do nada, eu sambei encoxado e encoxando, sem distinguir raça, credo ou sexo. Os olhos cansavam de ver tanta gente e então, na decisão menos sábia de todo o fim de semana, juntei forças para o último show, com certeza o que estaria mais lotado.

Afinal era o Jorge Ben. Pô! Falei há alguns dias do Jorge! Zazueira! Do meu Brasil!

Aliás, havia mencionado também que queria umas credenciais, pelo simples fato de poder gerar conteúdo sobre o evento de maneira mais tranqüila. Eu teria arriscado levar um laptop para lá se a autorização viesse. O castigo final por tamanho despeito às práticas jornalistas viria no crepúsculo do show de Jorge, quando tive meu singelo equipamento de reportagem apreendido por gente mais esperta do que eu. Calei-me, enfim, rendido à grandeza da maior aglomeração registrada em todas as edições (4 milhões de pessoas).

E calo-me agora, em fotos no Flickr, em memória de mais um celular furtado. Não existe show de graça.

categorias: Comportamento, Eventos, Opinião

 

 

 

MBV: Aprenda a utilizar os labels associados a filtros de seu e-mail

Escrito em 28/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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Um pouco atrasado o meu post em contribuição ao Movimento Blog Voluntário, que faz parte das comemorações do Dia Global do Voluntariado Jovem. Pois bem. Falarei sobre como utilizar filtros de e-mail para tornar a caixa de entrada deles um ambiente mais amigável, tornando-a espaço de e-mails realmente importantes, e não dos avisos diários de que fulaninho lhe enviou um scrap no Orkut, cicrano lhe enviou um serviço especial de compartilhamento de qualquer coisa e, no meu caso, os milhares de e-mails dos grupos de e-mail que participo (3 deles me enviam mais de 10 e-mails por hora).

Separei aqui um serviço grande de e-mail, o Gmail. Caso você utilize outro serviço que possua filtros, o procedimento é parecido. Creio que a maioria tem (inclusive abri uma conta no Yahoo Mail só para testar os filtros deles e tive o mesmo resultado). Se não tiver, considere trocar o seu e-mail.

Comecemos do começo: os labels (traduzidos para marcadores na versão em português do Gmail) servem para dar uma melhor definição ao objeto. Como no caso do whisky, com a mesma cor, mesma fabricante e tal. Mas qualquer amante de um bom scotch sabe a diferença entre um Red Label (envelhecido por 8 anos, mistura de grãos) e um Blue Label (envelhecido por 21 anos, puro malte).

Os filtros, por sua vez, têm a função de separar os objetos. Quem define como ele será separado é você, aplicando regras de filtro. É igual aquela experência que você faz na escola, em que se monta um filtro de algodão, areia e cascalhos para filtrar uma água barrenta. O barro fica, a água passa. Ensinaremos o Gmail a colocar a areia, os cascalhos e o aldogão e, associado aos labels, dizer para onde vai o barro.

Então vamos ao Gmail. Vou utilizar como teste tirar da minha caixa de entrada todas as mensagens inúteis que o Orkut envia. Seria mais fácil eu configurar o próprio Orkut para isso, mas fica a título de exemplo. Aplique este conhecimento toda vez que você quiser filtrar e marcar mensagens.

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1) Vamos criar um label ou marcador. Procure a caixa dos marcadores à esquerda no menu e clique em Editar Marcadores:

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2) Abre-se uma página para que criemos um nome de filtro. Vou criar um nome qualquer para este filtro:

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3) Clique em Criar e veja a mágica se realizando na próxima página:

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4) Antes de você voltar para a caixa de entrada, vamos configurar os filtros? Pois bem: clique na aba ao lado de marcadores, chamada Filtros:

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5) Nesta página de filtros, clique no link “Criar um filtro”:

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6) Agora veremos a mágica acontecer. Abrem-se alguns campos para configurações do filtro. Entenda estes campos como “todo e-mail que chegar ao seu e-mail com as seguintes características serão filtrados e jogados em algum lugar”. Portanto, é também uma hora para se pensar com cuidado no que preencher. Eu escolhi preencher via título as palavras que sempre estão em algum e-mail enviado pelo Orkut: orkut, para e você (talvez não seja a melhor escolha, mas funciona neste caso). Também poderia mandar bloquear no campo De: o e-mail @orkut.com.

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8) Clique em “Próxima etapa”. Agora é hora de dizer ao Gmail o que fazer com estas mensagens. Você pode orientá-lo a fazer qualquer função possível em um serviço de e-mail (marcar como favorito, deletar, jogar em uma pasta ou aplicar uma label e ainda apenas marcar como lida, entre outros). Escolhi aqui as seguintes funções ao meu filtro: aplicar a label que eu criei e pular a caixa de entrada, para que eu só veja estas mensagens quando eu quiser. Quando você configura o filtro, o Gmail seleciona as mensagens que se enquadram nas condições determinadas. Por isso, eu optei também por aplicar o filtro a todas as mensagens que o Gmail pré-selecionou para mim:

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9) Clique em “Criar Filtro”. E acabou. Você é redirecionado para uma tela que confirma a criação do filtro:

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10) Agora vamos ao teste: clique na caixa de entrada e verifique se os e-mail que eram para sumir de lá de fato sumiram. Depois, clique no marcador e veja se as mensagens filtradas estão lá. Se tudo der certo, great success!

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Abordei um assunto que me parecia óbvio até eu me tornar moderador de um grupo de e-mails mais movimentado (daqueles que recebem várias mensagens diárias e dezenas de novos membros semanalmente). Por falha do sistema do Googlegroups, parece que as pessoas não estavam conseguindo se descadastrar automaticamente. Elas então enviavam e-mails raivosos ao grupo e aos moderadores, pedindo a exclusão manual do grupo. Ok. Tudo isto não interessa muito. O ponto que me chocou é que elas reclamavam da hiperlotação de suas caixas de entrada, mas a maior parte delas utilizava Gmail. Creio que este post poderá, no mínimo, ajudar estes seres humanos. Espero que ajude mais gente também.

categorias: Colaborativo, Internet

 

 

 

Salve Jorge

Escrito em 23/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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Hoje é dia de São Jorge. O santo guerreiro, da Capadócia, que matou o dragão. Lembrado por católicos, xavequeiros de balada (matar o dragão não é fácil) e, principalmente, pelos corintianos de plantão.

O aviso do dia veio via Inagaki e Rafael R, parceiro no Vamos Subir Timão. O Rafael, além disso, enviou este vídeo bacana do samba-enredo da Gaviões da Fiel a São Jorge. Vai, Corinthians!

E nesta semana, um de seus grandes devotos encerra a festa da Virada Cultural 2008. Jorge Ben, novamente em um show gratuito em São Paulo. Eu ali, como da outra vez. Quero fazer um post específico sobre a Virada, e aguardo ansiosamente a resposta da organização sobre uma credencial para assistir aos shows do evento e reportá-los mais confortavelmente. Deve vir um não bem grande, mas esperemos.

Feliz dia de São Jorge.

categorias: Cultura, Futebol, Música

 

 

 

Sobre um mercado em evolução

Escrito em 22/04/2008 | 5 comentários | Permalink

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Este post surge com a esperança de colocar mais alguns pingos nos is de questões levantadas por mim desde o Campus Party que, depois de idas e vindas, culminaram num dos posts mais polêmicos da história curta deste blog. No fim das contas, o que se quer saber é o que pode, o que não pode e como proceder se ainda existir dúvidas no trato entre os “homens da maleta” e os blogs. Creio que o post vai ficar melhor topicado:

- Ideologia é o primeiro filtro. Quer ganhar alguma grana, não importando se é apenas para manter o site ou para ficar rico? Ok. Continue lendo o texto. Se o seu blog não quer fazer um centavo sequer diretamente, vivamos em paz com o hino da Segunda Internacional e com as cuequinhas do Che Guevara. =)

- Se não há nada de errado em fazer dinheiro com um blog, falemos sobre os tratos que as agências estão tomando: faço questão de anunciar as resoluções éticas que o Womma (cuja tradução literal seria Associação do Marketing de Boca-a-boca) tem para a interação com as mídias sociais, um tipo de trabalho mais próximo de RP do que de pulbicidade por não haver compra de mídia, e sim de diálogo direto com a comunidade. Falo dela e não mais do Conar porque as agências de marketing difenciado daqui muitas vezes não se parecem com uma agência de publicidade, mas ainda assim têm o Womma como referência.

Quando anunciei que gostaria de postar sobre o assunto lá na firrrma, o Wagner Fontoura disse que falaria a respeito e fez um bom post falando do Womma e de como a questão do dinheiro estar chegando aos blogueiros está mudando tudo. Imediatamente, falei com pessoas de outras empresas desta indústria vital, que me passaram as mesmas impressões: em nosso negócio de mídias sociais, e aqui entram blogs, fotologs, Orkuts e afins, as abordagens se darão mediante a ética do Womma. Concordo no ponto levantado pelo Wagner, de que existem os riscos do pioneirismo, mas é justamente uma das premissas básicas das mídias sociais que devem apontar os caminhos: a crítica aberta dentro do diálogo e a escolha da comunidade.

Eu naturalmente prefiro que este diálogo aconteça e efetivamente mude alguma coisa do que simplesmente ver-me obrigado a fazer algo pela força da lei: na Inglaterra, a próxima atualização do código de defesa do consumidor, em maio, trará regras de como se fazer marketing na Internet. Está tudo aqui.

- Se a parte das empresas estiver sendo feita, é claro que a vigilância deve ser mantida, mas sem paranóias e extremismos. O ex-chefe sempre me advertiu sobre eu não querer fazer dinheiro com este blog, que isto era extremo: se alguém quer pagar para colocar um anúncio, agindo dentro das condutas éticas de mercado, qual era o problema? Concordei com ele.

Da mesma maneira, um blog não pode ser uma ilha. Sejamos honestos: publicidade é uma realidade e o fato de uma pessoa relembrar de jingles tão naturalmente como ela lembra de uma outra canção qualquer, por exemplo, indica que teríamos que ser muito inocentes para acreditar que o que conhecemos por informação e cultura não tem* uma influência severa dos departamentos de marketing deste mundão de Deus. É óbvio alguma ação de uma empresa poderá pautar algum post. Para o bem ou para o mal, se você quer ser maniqueísta. Quando isto acontecer, qual é a ética que está sendo ferida? Nunca mais poderei olhar nos olhos do Che Guevara, pintados em uma camiseta vendida em qualquer banquinha, por ter falado da Microsoft? Oh, não…

Encerro esta argumentação com dois exemplos do mesmo blog, o também polêmico Futepoca: num dos casos, após um post sobre uma ação da Coca-Cola que envolve uma comparação entre Maradona e Biro-Biro, os editores acharam melhor retirar o post do ar e pedir desculpas aos seus leitores por ter falado sobre uma campanha publicitária. Um dia antes, porém, eles descrevem uma vodca canadense filtrada com água de icebergs. Eu perguntei a eles se eles achavam que não havia um centavo de investimento em comunicação desta vodca, para que este fato de ela ser filtrada com água de iceberg se torna-se pauta, ou se eles estariam julgando o tamanho das empresas, postando algo de uma empresa menor e limando a toda-poderosa Coca-Cola da brincadeira.

Em qualquer um dos casos, soa-me inocência (resposta inclusive nos comentários daquele blog). Mas que o diálogo continue: a mim, só interessa a maturidade que, aos poucos, esta área está criando. Tanto as empresas quanto os novos veículos de mídia deste século.

*errata: no post original, faltou a palavra “não”. Um ruído enorme, claro, porque a frase ficava sem sentido no texto. “indica que teríamos que ser muito inocentes para acreditar que o que conhecemos por informação e cultura não tem uma influência severa dos departamentos de marketing deste mundão de Deus” é a leitura correta.

categorias: Aleatoriosfera, Internet, Opinião, Publicidade

 

 

 

Qual é o sabor da pizza?

Escrito em 16/04/2008 | 5 comentários | Permalink

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Obviamente, não se trata de um post gastronômico, mas sim de uma metáfora para explicar as minhas impressões atuais deste mercado ao qual voltei, aquele que envolve o que por aí ganhou uma porção de nomes, denominações que indicam o caminho das crenças e de parte da atuação de seus autores: já ouvi below the line, guerrilha, marketing viral, inteligência digital, novas mídias, no-media, redes e mídias sociais e por aí vai. Não que eu esteja querendo pegar uma série de atuações e colocá-las como farinha do mesmo saco, longe disso. A questão é que são tantos os nomes e pouca gente parou para entender e pensar de fato dos desdobramentos, atuações, conflitos de interesse e, por fim, no que cada um deles importa para o todo de um emaranhado complexo que é a comunicação. E, claro, servem também para confundir quem vê tudo isto de fora.

E também não coloco todas as empresas do mundo num só saco, determinando que todas investem o que é a média em todos os variados segmentos de comunicação. Fica a constatação de que, no todo, o investimento maior ainda fica para as agências tradicionais de publicidade, por mais que o isto comece a caminhar de forma diferente, principalmente lá fora.

Dito isto, o óbvio que salta é que todas as especialidades do mercado de comunicação não-tradicional não têm uma pizza para dividir, e sim alguns pedaços dela. É até meio besta, mas serviu para eu pensar um pouco a respeito do que ouvi na semana passada sobre uma das modalidades que come um pouco da borda da pizza: os blogueiros. Falávamos sobre algumas questões pontuais deste agora mercado e uma declaração sobre já estarmos vivendo uma bolha me incomodou (no sentido de me tirar da acomodação da concordância).

Por um lado, os números animam. Nunca na história deste país se deu tanta importância aos blogueiros. Audiência consolidada, tanto pela Long Tail, que explica no gráfico como o fato de “bombar” na blogosfera atinge mais pessoas que um anúncio na Veja, quanto por alguns exemplos de blogs com audiências dignas de algumas revistas e jornais. Isto gerou uma série de investimentos neles. Grana entrando, ex-escritores-de-diários-adolescentes ganhando a alcunha de empresários, consultores e o escambau. Se eu estivesse ali, também desconfiaria: parece bolha.

Entretanto, e aí vai um pensamento raramente otimista deste que vos escreve, os investimentos estão longe de ser considerados altos. Saborearemos o momento em que, por exemplo, as agências de publicidade terão que ter em suas equipes uma pessoa pelo menos em cada departamento que saiba lidar com esta realidade. Talvez não só com blogs, mas com uma inteligência digital que abrange a forma de se fazer propaganda em qualquer mídia e comunicação a qualquer custo. Chegará o dia em que toda a conta de uma determinada empresa, ou pelo menos a maior parte dela, deixará uma agência tradicional e se instalará numa agência modernete. E eu nem falei nada sobre Relações Públicas ou Jornalismo. Tampouco pisei no campo dos produtores de conteúdo como os estúdios de filmes e séries, as bandas de música, etc.

Até lá, a história ensinou que o processo de evolução e amadurecimento nem sempre é algo que acontece para todos e ao mesmo tempo, tornando-o cruel aos desfavorecidos. É possível que o primeiro fator de seleção seja aquele que apontar uma saída ética para o retorno financeiro de quem investir. Talvez seja a formação de grandes grupos de mídia blogueira. Talvez seja quem sobreviver quando o grau de impacto de um post exigir responsabilidade proporcional. Talvez não seja nada disso, mas uma coisa é certa: vai mudar. Você não pode querer mudar o mundo achando que o mundo não vai mudar você.

Do contrário, comeremos borda achando que estamos comendo a pizza. Para sempre.

categorias: Aleatoriosfera, Internet, Opinião, Publicidade

 

 

 

Um bocado mais offline?

Escrito em 14/04/2008 | 1 comentário | Permalink

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A ex-chefia, tirando um sarro com a melhor das intenções, anunciou o motivo de não haver nenhum post desde o domingo passado e até poucas twittadas durante a semana: minha mudança de emprego. Mudei, fui bem recepcionado, estou tranqüilo e feliz, mas agora é pra valer. Algo como “No Twitter, Yes PowerPoint”.

Surge um desafio para este blog: conseguir manter postagens e assuntos num ritmo diferente de trabalho. Eu acredito que conseguirei, até porque continuo trabalhando perto das discussões aleatoriosféricas, e agora, ainda mais imerso neste mundo fascinante das mídias sociais. Ganhei também um novo endereço para postar coisas bacanas que eu vejo por aí: http://booked.tumblr.com, junto com um jovem time de feras.

Torçam por mim e por este blog! =)

categorias: Aleatoriosfera, Corporativo

 

 

 

O café acabou

Escrito em 07/04/2008 | 3 comentários | Permalink

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Pessoas têm um certo costume de se lembrar com saudades de tempos passados, como a infância e a adolescência ou mesmo alguns momentos pontuais, como o instante do primeiro beijo, da primeira trepa ou afins. Eu não sou diferente, e tenho cá comigo uma série de momentos em que viajo na nostalgia apenas para relembrar os caminhos que me trouxeram até aqui.

Há também, em dosagens mais homeopáticas do que apenas parar uns cinco minutos para relembrar, umas raras ocasiões em que podemos reunir os elementos destas remotas lembranças e fazer uma comemoração, no sentido mais literal da palavra: lembrar junto com todos. Eu quis fazer, nestes últimos dias, um destes momentos. Na verdade, eu quis mais: queria viver novamente certas coisas.

Com esta intenção, corri para a faculdade, tendo em minha cabeça os bons tempos nem tão antigos assim em que eu trabalhei dentro da empresa júnior de lá. Foram treze meses de convivência intensa com colegas, atividades e festas que não me deixam negar que curti muito o meu período universitário. Claro que não tinha na cabeça farrear em um dia o que farreei durante todo este tempo, mas queria sim voltar a viver algumas coisas, só para ter uma sensação egoísta de que o tempo, este fanfarrão, passa apenas para mim.

Mas não passa.

Ao chegar, fui recepcionado pela molecada que hoje toca aquela empresa júnior. Andei pela sala, vi os projetos que eles andam tocando e até fico feliz de ter deixado algumas sementes plantadas e que deram frutos vigorosos uns anos depois. Então, saí da sala e me dirigi à copa do departamento, em busca de um cafezinho. Antes mesmo que eu entrasse, me alertaram:

- Não sei se tem café. A dona Nívea se aposentou.

A dona Nívea chegava bem cedo à faculdade, como eu. Antes de começar a primeira aula, ela preparava o café para as salas dos professores e chefias do departamento. Aos funcionários, era reservada uma garrafa térmica dentro da copa. Eram nos momentos em que a vigia das secretárias baixava que eu entrava na copa, dizia “bom dia” à dona Nívea e surrupiava um copinho. Claro que, trabalhando por lá, as visitas se tornaram muito freqüentes, das 8h às 18h. Nunca tive longos papos com ela, mas também sempre fui cordial ao puxar um pouco de conversa enquanto enchia o copo com os borrifos da garrafa. Beber o café era também um tempo para conversar com quem viesse junto, enquanto bebericávamos o líquido quente e curtíamos uns cigarros. Era, por fim, uma metonímia destes dias simples em que eu achava mais complicado do que realmente era conciliar estudos, a “longa” jornada de quatro horas de trabalho e as festinhas.

Era. Mas dona Nívea se aposentou, o café acabou e eu um dia vou achar estes dias atuais mais simples.

categorias: Comportamento, Crônicas, Textos aleatórios

 

 

 

Depois de um longo inverno

Escrito em 04/04/2008 | 2 comentários | Permalink

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Salve, moçada. Não postei durante esta semana e, definitivamente, não posso culpar a falta de tempo. Em todo caso, faltou um pouco de dedicação a este blog, mas aproveitei as longas noites sem sono para modificar um coisa ou outra e integrar um pouco mais a minha vidinha online.

A primeira coisa bem visível são os ajustes no layout deste blog, bem como a transferência de toda a área do Ao vivo para o Tumblr. Em breve, mais alguns ajustes deverão acontecer e o enfim portalzim yassuda.org deverá emergir.

Mas antes disso, claro, anunciarei minhas atividades desta semana, bem como a minha mudança de “casa”. Quem viver, verá.

categorias: Sobre o blog

 

 

 

Bug do Milênio?

Escrito em 29/03/2008 | 2 comentários | Permalink

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Encerrei o dia de hoje no Twitter com esta mensagem falando a respeito de minha twittada de número 2000. Em tempo, este post também tem uma “virada” simbólica: trata-se do 99º artigo, segundo as contas do WordPress, neste blog.

Aproveito este momento de temerosos bugs do milênio para uma pausa. Sim. Não é exatamente um medo do século passado, mas na verdade, um merecido momento para reflexões como não tenho há mais de 3 anos.

Assim, voltarei a este blog com o 100º post comemorativo para anunciar algumas novidades, bem como a twittada de número 2000 será para anunciar a postagem. Até lá, verei alguns de vocês em eventos offline. Ou não vou conseguir fazer este suspense todo por ser um viciado em Internet ou um blogodependente?

Vocês podem tentar responder nos comentários… =)

categorias: Sobre o blog

 

 

 

Torne-se um agente difusor do cinema brasileiro

Escrito em 25/03/2008 | 1 comentário | Permalink

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O bróder Marcão, da Brazucah, enviou os detalhes das vagas que estão sendo abertas, tendo como foco os estudantes das grandes universidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Trata-se da seleção e treinamento para a formação de agentes universitários. O ponto forte da vaga (voltada a alunos dos primeiros anos) é o trabalho cultural, algo que enriquece demais o repertório das pessoas, e começar “na área” fazendo divvulgações junto a um público que os escolhidos conhecem bem: sua patota escolar.

O programa contará com um processo seletivo e, após selecionados os agentes, uma série de oficinas que irão aproximar o interesse por cinema da completa imersão deste naco de cultura. Detalhe: as inscrições para o processo vão até o dia 13 de abril.

Para se inscrever, o link é: www.brazucah.com.br/estagio-na-rede-brazucah. A Brazucah ainda disponibiliza o telefone para esclarecer dúvidas: (21) 2509-2722 ou (11) 3875-6375.

categorias: Cinema, Divulgação

 

 

 

Alguns textos adolescentes

Escrito em 23/03/2008 | 3 comentários | Permalink

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Enquanto aproveito este feriado para colocar a cabeça no lugar, delicio-me com programas um tanto quanto nostálgicos, que já envolveram até fliperamas durante uma tarde besta. Para dividir um pouco destes momentos com vocês, trago aqui alguns textos do velho arquivo que já pertenceu aos meus velhos blogs extintos. Eram de uma época em que, ainda que já encarando o mundo de maneira mais realista, eu me permitia nutrir a utopia de viver do que eu escrevia. Bobagens…

São textos curtos. Coloco-os abaixo e todos num mesmo post. Boa leitura!

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categorias: Comportamento, Crônicas, Textos aleatórios

 

 

 

Robô f**** da p***

Escrito em 20/03/2008 | Sem comentários | Permalink

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Esta é só uma informativa rápida: caso você tentou entrar neste blog durante a noite de terça e a manhã de quarta-feira, o servidor esteve fora do ar devido a uma sucessão de visitas do bot do MSN Search a este domínio. O bichinho conseguiu consumir a minha banda mensal em pouco tempo, derrubando-me.

Num plano de contingência, o servidor voltou ao ar tão logo começou o horário comercial da quarta-feira (19) e segue firme neste início de quinta-feira. Quanto a novos riscos de visitas do bot maldito, estipulei um intervalo mínimo entre as visitas em vez de bloqueá-lo de vez.

Em breve, voltaremos à nossa programação normal.

categorias: Sobre o blog

 

 

 

Yassuda entrevista Wagner Brenner

Escrito em 17/03/2008 | 3 comentários | Permalink

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Na semana passada, em meio a um turbilhão de discussões sobre modelos de negócio em blogs, publicidade e outras questões afins, fiz algumas perguntas ao Wagner Brenner, fundador do Update or Die. Eu já havia citado o modelo deles como um bom exemplo de negócio durante alguns debates, mas nada mais justo do que perguntar ao próprio Wagner sobre o funcionamento da máquina.

Apesar de curta, acredito que a entrevista tem algumas informações novas ao público. Outras já são bem conhecidas: as palavras mudam, mas tudo o que tem relação com relevância é o que qualquer um aponta como fator de sucesso. Vai acabar virando livro de auto-ajuda, porque o coro já é grande.

Vou parar com os meus devaneios. Segue na íntegra a entrevista. Com a palavra, Wagner Brenner:

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categorias: Aleatoriosfera, Entrevista, Internet, Publicidade

 

 

 

Anteriorr 2008 - tecnologia e papinhos ultrapassados

Escrito em 11/03/2008 | 7 comentários | Permalink

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Como protesto pelo fato de não conseguir credenciais de imprensa para o Proxxima ou por pura falta do que fazer, os twitteiros de plantão começaram a “cobrir” o Anteriorr.

O Anteriorr é um evento que discute coisas que irão revolucionar a sua vida se você está nos anos 80 e 90. Há hackers de plantão ensinando você a conseguir horas infinitas de Internet com um CD da AOL, palestras relevantes sobre Windows 95, construção de homesites no Microsoft Word e, seguindo os moldes da Campus Party, todos usufruem de um link de 56kbps para baixar tudo o que conseguirem no Napster.

Acompanhe tudo ao vivo aqui.

categorias: Aleatoriosfera, Ao vivo, Colaborativo, Eventos, Internet

 

 

 

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